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Saúde Sem pagamento

Hospital de Piripiri: Sem insalubridade, profissionais que atuam no combate à Covid-19 entregam plantões

Em nota, a Secretaria de Saúde revelou que o governo do estado está construindo uma solução para a questão da insalubridade exigida pelos profissionais.

10/06/2020 20h25 Atualizada há 3 meses
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Por: Sílvio Vieira Fonte: G1
Imagem: Reprodução da internet.
Imagem: Reprodução da internet.

Por Júnior Feitosa*, G1 PI

Profissionais temporários de saúde que atuam no combate à Covid-19 do Hospital Regional Chagas Rodrigues, em Piripiri, comunicaram à Secretaria de saúde do Piauí (Sesapi) que não irão mais atuar nos plantões da unidade a partir desta quinta-feira (11). Por meio de uma carta aberta, os profissionais informaram que a decisão foi tomada por causa do não pagamento de 40% de insalubridade, garantido no edital de convocação publicado em abril.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Estado do Piauí, Erick Ricelly, além dos profissionais convocados no processo seletivo para o combate à pandemia, os efetivos também tiveram uma gratificação cortada pela direção do Hospital Regional de Piripiri.

"A diretoria do hospital cortou a Gimas, que é a gratificação de incentivo a melhoria de assistência à saúde, recebida pelos efetivos. Já os profissionais que foram convocados no final de abril se sentem enganados, porque o governo prometeu os 40% e depois que todos estavam lotados, publicou uma errata dizendo que não seria permitido o pagamento", explicou.

Erick acrescentou ainda que a situação se repete em Floriano pelos mesmos motivos. Em Piripiri, os profissionais irão iniciar a paralisação nesta semana e apenas os atendimentos nas UTIs continuarão ativos, de forma mínima.

"O momento justifica o pagamento para todos os profissionais, pois todos estão se expondo ao risco, muitos estão adoecendo. Nos informaram que na próxima segunda-feira vão entregar as escalas e não vão mais tirar plantão no setor de Covid-19", finalizou.

Em nota, a Sesapi explicou que o percentual de insalubridade é verificado caso a caso, de acordo com o grau de risco da função e o ambiente de trabalho, variando de 5% a 20%. Segundo a Secretaria de Saúde, os valores obedecem a um teto, conforme orientação do Tribunal de Contas do Estado, por meio do Acórdão n. 2504/15. A nota revelou que o governo do estado está construindo uma solução para a questão da insalubridade exigida pelos profissionais.

Em relação ao pagamento de salários, a Sesapi afirmou que todos estão pagos até abril e que está aguardando a folha de pagamento dos hospitais para fazer o repasse dos salários até a próxima sexta-feira (12).

Fonte: G1.

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