Almanaque de Piripiri

Capitão Porfírio de Freitas Silva?

Por Evonaldo Andrade (piripirinaldo@bol.com.br)

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Capitão Porfírio de Freitas Silva era filho do Padre Domingos de Freitas e Silva. O terceiro filho da união do padre com Lucinda Rosa de Sousa. Casou-se com Francisca Eufrazia da Silva (falecida em 14 de fevereiro de 1885, em Piripiri), com quem teve os filhos: Antonio Porfírio de Freitas, Domingos Porfírio de Freitas, Luiz  de Freitas Silva (Lula), Izabel Rosa da Silva,  Carolina Rosa da Silva, Raimundo de Freitas Silva, Joana de Freitas Silva e Etelvina.

 

Porfírio de Freitas Silva foi um chefe de família exemplar, um cidadão honesto e querido pelo povo de Piripiri. Seus filhos saíram a ele.

Antonio PorfIrio, Raimundo, Luís (Seu Lula) e Izabel Rosa são os mais conhecidos. Deles faremos algumas considerações.

ANTONIO PORFIRIO DE FREITAS - Antonio Porfírio casou-se com Carciana Iva de Araujo Silva (filha do Major Antonio Albino de Araujo Silva e Lucinda Rosa de Araujo), no dia 27 de maio de 1889. Em Piripiri, o casamento de Antonio Porfírio de Freitas foi o primeiro lavrado em Cartório.

Obs.: O casamento civil, em solo brasileiro, foi instituído pelo Decreto n° 181, de 24 de janeiro de 1890, pelo Marechal Deodoro da Fonseca.

RAIMUNDO DE FREITAS E SILVA (poeta Raimundo Freitas) - Raimundo Freitas casou-se com Francisca de Carvalho Mello (filha de Horácio Luiz de Melo e Antonia Quiteria de Carvalho). Não tiveram filhos, mas criaram a sobrinha  Totonha  (Antônia de Carvalho).

Sobre Raimundo Freitas, Antônio Melo, em seu livro “Periperi – Ditos, Tidos e Havidos”, conta algumas histórias da personalidade idiossincrática do poeta. Eis uma delas:

Raimundo Freitas exercia, além de outras profissões, o ofício de sapateiro.

Um belo dia, recebe a visita de um amigo, uma pessoa muito apegada a dinheiro. O avarento amigo mostra ao poeta um minúsculo couro de veado-catingueiro e encomenda um par de mocós-de-pé (espécie de calçado de fabricação artesanal, usada pelo povo nordestino, especialmente a população vaqueira).

Pensando que o artesão poderia estruir algum pedaço de couro, pergunta ao amigo se dava para fazer, com a sobra, um par de chinelos.

Empolgado com a possibilidade de o couro render mais alguma peça, indaga ao amigo “Mundinho” se dava para fazer um par de chinelos para sua mulher Maroquinha e para suas filhas.

O poeta recebe as medidas dos chinelos e marca uma data para a entrega dos calçados.

No dia combinado, o poeta entrega ao sovina, uma fieira de pequeninos chinelos (à maneira de chaveiros).

- Mundinho, o que é isto?

- Foi o que eu consegui fazer com o pedaço de couro que você me trouxe!

IZABEL ROSA DE FREITAS E SILVA - Izabel casou-se com seu tio Aureliano de Freitas e Silva (filho do Padre Freitas e de Jesuína Francisca da Silva). Dessa união nasceu o filho Benedito Aurélio de Freitas (Baurélio Mangabeira).

Izabel Rosa morreu do parto de Baurélio e Aureliano de Freitas e Silva faleceu quando Baurélio tinha apenas cinco anos de idade. Baurélio ficou, então, aos cuidados de seu avô Porfírio de Freitas Silva. Em 1896, Capitão Porfírio, sentindo os efeitos da velhice e julgando-se incapaz de cuidar do neto, leva o pequeno Baurélio (então com 12 anos) para a Vila de Barras-PI, deixando-o aos cuidados de um grande amigo seu.

LUÍS DE FREITAS SILVA (seu LULA) - Sobre Luís de Freitas Silva, seu filho João Freitas (o João Body) deixou um texto datilografado (por ele mesmo) e, hoje, se encontra emoldurado num pequeno quadro do Museu de Perypery. 

O texto na íntegra:

O PADRE DOMINGOS DE FREITAS SILVA deixou seu nome escrito nas páginas da terra por ele fundada e amada. Deixou doze (12) filhos que seriam herdeiros de seus bens e seriam importantes e numerosas famílias.

PORFÍRIO DE FREITAS SILVA foi o terceiro (3°) filho do PADRE com D. LUCINDA ROSA DE SOUSA. PORFÍRIO foi casado com FRANCISCA EUFRÁSIA. Desse enlace, nasceu LUÍS DE FREITAS SILVA (seu LULA) neto (na foto), que foi casado com RAIMUNDA DE MENEZES FREITAS. Nascendo desse casamento os filhos e, portanto, bisnetos do padre os seguintes: FRANCISCA FREITAS, MARIA JOSÉ DE FREITAS, JERINO e JOÃO FREITAS, sendo este, o doador da foto. JOÃO FREITAS é casado com MARIA FREITAS.

Capitão Porfírio de Freitas Silva faleceria em 1° de abril de 1899, no Estado do Amazonas, três anos depois de deixar o pequeno Baurélio na Villa de Barras-PI.

Fonte de pesquisa: “Memórias de Piripiri”, de Cléa Rezende Neves de Melo; ”Ruas, Avenidas e Praças de Piripiri”, de Fabiano de Cristo Melo; “Piripiri” e "O Padre Freitas de Piripiri", de Judith Santana; “Periperi – Ditos, Tidos e Havidos”, de Antônio Melo; Livro de Casamentos n° 01, folha 01, n° de ordem 01, lavrado em 27 de maio de 1889 e Livro de Casamentos n° 03, folhas 132v° e 133, n° de ordem 10, lavrado em 25 de maio de 1920 (Os livros de casamentos citados pertencem ao Registro Civil de Piripiri). Informações prestada por Luiz Mário de Morais Getirana.

Site acessado: http://pt.wikipedia.org/wiki/Casamento_civil

EM BREVE:  A HISTÓRIA DA MÚSICA EM PIRIPIRI.


Livro Almanaque de Piripiri

Por Evonaldo (piripirinaldo@bol.com.br)

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O "Almanaque de Piripiri", agora disponível em livro, deseja a todos um feliz Natal e um venturoso ano-novo.

O "Almanaque" entrará em recesso e, em 2014, estará retornando com novos artigos. Muito obrigado!

Contato: piripirinaldo@bol.com.br 

 


Calixto, o Santo de Piripiri

Por Evonaldo Andrade (piripirinaldo@bol.com.br)

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1932 foi um ano de desagradáveis acontecimentos. Piripiri perdeu vários filhos, alguns desconhecidos e outros que deixaram sua marca na história do município, como João de Freitas e Silva, Coronel Thomaz Rebello e sua filha Cassiana Rocha.

1932 também ficou conhecido como o ano de umas das piores secas que o Piauí enfrentou, talvez até maior que as secas de 1915 e 1877.

Foi nesse cenário de penúria que se inicia uma bonita história de devoção e fé.

Calixto era um pacato cidadão que residia na zona rural de Piripiri.  Apesar de pobre, era uma pessoa caridosa.

Naquele verão contínuo de 1932, Calixto convida seu cunhado para acompanhá-lo numa pequena viagem à Periperi. Calixto sentia umas dores fortes na região do estômago e, por isso, evitava andar sozinho.

O motivo do deslocamento do interior para a “rua” (como era chamada a zona urbana) era para comprar alguns mantimentos para o sustento de sua família.

Na volta, Calixto sentindo fortes dores na região estomacal, pede para seu cunhado levar suas compras, pois o mesmo descansaria e, assim que melhorasse, seguiria seu caminho.

O cunhado obedece ao pedido de Calixto e faz o caminho de volta para casa, deixando Calixto sob a sombra de um crioli (árvore frutífera nativa de nossa região). Melhorando um pouco,  Calixto deixa o local onde estava, seguindo em direção a uma “mata de criolis” e lá, parando mais uma vez, é acometido por um dor lancinante. Com sede, fome, Calixto não resistiu muito tempo. Seu cunhado, estranhando a demora do amigo, retorna ao local onde deixara Calixto descansando, mas não o encontra. Anda em diversas direções e desiste da busca.

Próximo a essa mata de criolis, morava Dona Maria Generosa, mãe do adolescente Antônio Generosa. A humilde casa de Dona Maria Generosa foi levantada no local onde hoje está construído o prédio da extinta Cibrazem. 

Antônio Gomes da Silva (Antônio Generosa), com então quinze anos de idade, caçava de baladeira próximo a sua casa. Ao acertar uma rolinha, Antônio sai à procura da pequena ave, mas não a encontra. Resolve procurar mais adiante, em direção à mata de criolis (onde hoje funciona o supermercado “Comercial Carvalho”) quando sente um forte  e desagradável cheiro. Ao se aproximar do local, depara-se com o corpo de Calixto, já em estado de decomposição. Os urubus já estavam furando o corpo.

Como era costume da época, os presos enterraram o cadáver.  Seu corpo foi sepultado no mesmo local onde fora encontrado. No local não havia ruas, somente estreitos caminhos e veredas pelos quais transitavam poucas pessoas.

O exato local onde Calixto faleceu fica próximo à margem da Rua Coronel Antônio Coelho e a poucos metros da esquina da referida rua com a Rua Diógenes Coelho.

O local do túmulo foi, em pouco tempo, bastante frequentado por devotos, que depositavam oferendas e ex-votos, rezavam terços, soltavam foguetes. O fluxo de pessoas era maior nas segundas-feiras (possivelmente o dia em que foi sepultado).

Corina Rodrigues da Silva, filha do Sr. Joaquim Rodrigues da Silva (Joaquim Bicudo, já falecido) cansou de ouvir seu pai contar essa história. Segundo Corina, seu pai era amigo de Calixto e de seu Antônio Generosa. Ela sempre ouvia seu Joaquim comentar que Calixto não consumia bebidas alcoólicas. Corina não consegue recordar o nome do cunhado de Calixto nem de sua esposa. Mas ouviu seu pai dizer que a esposa de Calixto só visitou o túmulo na visita de um ano. Também não recorda o nome do interior que Calixto morava, mas sabe que é deste município de Piripiri.

Um fato interessante, dentre as várias graças e milagres alcançados por quem fez promessas ao “santo”,  foi o do  recruta Patriota (já falecido). Conta Dona Corina que o Sr. Patriota servia o Exército em Teresina, quando foi acusado de furtar um colar de ouro de seu comandante. O recruta foi ameaçado de todas as formas por seu comandante, mesmo negando a autoria do furto. O comandante deu um último prazo para o desvalido recruta: na manhã seguinte seria submetido a um interrogatório, ocasião em que, se não confessasse sofreria terríveis consequências.

Patriota, preso em uma cela do quartel, lembra-se dos milagres atribuídos ao Santo de Piripiri. Faz um pedido à alma de Calixto, que se “escapasse” daquela enrascada, construiria um cruzeiro e uma casinha (para guardar as oferendas e ex-votos depositados no local do túmulo de Calixto).

Na manhã seguinte, aparecem dois soldados para conduzirem Patriota à presença do irado comandante.  Penalizado com a situação injusta do recruta e com uma forte crise de consciência, um cabo do Exército devolve o colar de ouro ao comandante, assumindo o furto do objeto.

Desgostoso com o constrangimento pelo qual passara, Patriota abandona o sonho de seguir carreira militar e retorna a Piripiri. Em nossa Cidade, Patriota cumpre o que prometera a Calixto e constrói no local de sua sepultura, um cruzeiro e uma casinha.

O prefeito Jônatas Melo (nascido no mesmo ano do falecimento de Calixto), por ocasião de sua segunda administração, faz uma doação do terreno onde estava sepultado o corpo de Calixto a um senhor (cujo nome será omitido). Essa pessoa nega que o túmulo estivesse no local de sua casa, mas o certo mesmo é que à medida que as casas foram sendo construídas, as oferendas e ex-votos iam sendo "empurradas" em direção à esquina contrária (Rua Cel Antônio Coelho com Rua Licínio de Brito Melo). Hoje, as oferendas e ex-votos oferecidos ao Santo de Piripiri perderam-se “pelo caminho”. Não existe mais o cruzeiro e a casinha é lembrada apenas por um pedacinho de parede colocado sob a sombra de frondosa castanhola, plantada na lateral oeste da Rua Licínio de Brito Melo, atrás do prédio do novo “Complexo de Delegacias de Piripiri”. A alma de Calixto, a quem á atribuída vários milagres e graças, ainda hoje é venerada. 

 

Créditos: Informações prestadas por: Corina Rodrigues da Silva, Luís Rodrigues da Silva, Armilo de Sousa Cavalcante e Maria das Graças Silva (Graça Generosa).


A História da Educação em Piripiri - Parte IV

Por Evonaldo Andrade (piripirinaldo@bol.com.br)

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1982, março – Criação da Escolinha Frei Francisco, uma conquista da Professora Maria do Carmo Melo.
A preocupação em educar crianças de idade inferior a sete anos levou a Profª. Maria do Carmo Melo a criar uma escolinha que suprisse a deficiência desses alunos.
Com o agravamento de sua doença, Maria do Carmo não pôde mais acompanhar o andamento das duas escolas por elas fundadas (Roda Viva e Frei Francisco). A alternativa que Maria do Carmo encontrou foi pedir ajuda a Frei Francisco, que lembrou de uma moça muito determinada e responsável que dirigia o grupo de jovens JAC (Jovens Amigos de Cristo). Maria do Carmo repassou à Celma todo o material conseguido. Atitude certa, pois a escola desenvolveu-se e é, hoje, uma escola bem conceituada em Piripiri.
 
O Colégio Frei Francisco foi registrado na Secretaria de Educação em 1991, já na gestão de Celma Sousa Gomes.
 
A escola oferece vagas do pré-maternal à 8ª série do ensino Fundamental.
 
 
Por que o nome “Frei Francisco”?
 
O nome foi uma homenagem do Grupo de Jovens (CEFRAN - Clube Estudantil Frei Francisco, fundado por Maria do Carmo Melo) ao caridoso Frei Francisco, que esteve à frente de nossa Paróquia por duas vezes, em doze produtivos anos.
 
Quem foi Frei Francisco?
 
 
Frei Francisco Polkmann nasceu no dia 28 de setembro de 1919, em Westerwiehe - Alemanha. Iniciou seus estudos em Rietberg, onde fez o ginásio. Estudava no Colégio dos Franciscanos, em Bardel (Bentheim – Alemanha), quando, em 1939, os nazistas fecharam o colégio. Continuou seus estudos em Dorsten, em 1940, ocasião em que foi convocado pelo exército alemão (2ª Grande Guerra Mundial). No campo de batalha, esteve na Rússia (1941 e 1943); França (1942) e Romênia (1944), onde foi feito prisioneiro de guerra. Os romenos entregaram-no aos russos. Nos campos da Romênia, em meio a mil prisioneiros, viu seiscentos deles morrerem.
Com o fim da guerra, depois de passar pelos campos russos, Frei Francisco chega à casa de seus pais em 24 de setembro de 1945.
Ordenou-se sacerdote em 29 de março de 1952. Assumiu a direção da Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios em 18 de dezembro de 1958, permanecendo em nossa cidade até 1961. Frei Francisco retornaria a nossa Paróquia em 1967, de onde só sairia em 1977, sendo substituído por Frei Cláudio Krämer.
Frei Francisco amava tanto Piripiri que expressou sua vontade de aqui ser sepultado e não em Bacabal ou em sua terra natal (era norma da Congregação Franciscana que os padres alemães quando falecidos no Brasil seriam enterrados em Bacabal, onde há um cemitério próprio ou em sua terra natal).
Mas o destino não quis assim. Frei Francisco adoeceu e foi encaminhado para a Alemanha, para tratamento médico. Na Alemanha, faleceu no dia 5 de agosto de 1993, onde foi sepultado.
 
1982, abril – O nome de Maria de Jesus Carvalho é lembrado para nomear a Unidade Escolar Sinhá Carvalho.
 
Sua localização: Av. Deputado Raimundo Holanda, s/nº, Bairro Petecas.
 
Início dos anos 80, com a necessidade da expansão do ensino público, notadamente no Bairro Petecas, o governo estadual cria, em abril de 1982, a Unidade Escolar Sinhá Carvalho.
 
 
Este ano (2013), a Unidade Escolar Sinhá Carvalho foi municipalizada.
 
Quem foi Maria de Jesus Carvalho?
 
 
Maria de Jesus Carvalho, filha do Professor Francisco Nélson de Carvalho e de Dona Carlota Lima de Castro, nasceu no dia 03 de setembro de 1883, na Vila de Barras-PI. Sinhá Carvalho, como era conhecida, passou a maior parte de sua vida em Piripiri, considerando esta cidade sua terra natal. Católica fervorosa, catequista por vocação, seu sonho era ser freira (não realizado).
Foi a primeira diretora das Escolas Reunidas Padre Freitas, onde também foi professora.
Sinhá Carvalho começou a ensinar aos jovens de Piripiri, em sua própria residência, que era localizada na Praça da Bandeira (antiga Praça da Independência). Hoje, no local de sua casa, foi construído o prédio da extinta Telepisa.
 
 
Maria de Jesus nasceu para o magistério. Seu amor pela educação era tão grande, que se mudou para a capital do Estado, onde, morando na Rua Firmino Pires, nº 740, conseguiu formar seus cinco sobrinhos em professores.
Após uma longa e bela caminhada como professora e catequista, falece em Teresina, no dia 28 de junho de 1977, aos 93 anos de idade.
Sinhá Carvalho sempre manifestou sua vontade de ser enterrada em Piripiri, sua cidade do coração. Seu desejo foi realizado. Está sepultada no Cemitério São Francisco.
 
 
1983 – Inaugura-se a Unidade Escolar Prisma Ltda.
 
 
A professora Zélia da Cruz Castro Bezerra de Melo, uma das fundadoras, é a autora do lema: “Numa linha reta de trabalho, façamos desta Unidade Escolar um Prisma de bases e faces culturais”. Proposição feita com acerto, o Colégio Prisma criou eventos culturais e foi o alicerce de muitos alunos, que ingressaram em universidades estaduais, federais e em concorridas instituições particulares de ensino superior.
 
A criação da escola originou-se dos anseios de duas professoras experientes e dois universitários cheios de ideais. Foram eles: Agnelo Costa (Medicina Veterinária - UFPI), Paulo Henrique de Melo (Medicina – UFPI) e as professoras Vanilda dos Santos Seba e Zélia de Cruz Castro Bezerra Melo.
 
 
Sua localização: Rua Pires Rebelo, 332, centro.
 
 
A escola encerrou suas atividades em 2007.
 
 
1984, 15 de janeiro – Criada a Unidade Escolar Christus, que se oficializou em 22 de janeiro do ano seguinte.
 
Localizada inicialmente na esquina das ruas Padre Domingos e Pires Rebelo, a escola de Dona Maria Zuíla Augusto de Rezende e Dr. Antônio Francisco Ferreira de Rezende (primeiros proprietários) foi mais uma conquista da educação piripiriense, pois, dessa escola nasceria um dos maiores complexos educacionais do Piauí: Educandário Christus e Chrisfapi (Christus Faculdade do Piauí).
 
 
Nascida do sonho do casal Zuíla e Antônio, pessoas ligadas à educação piripiriense e preocupadas com a carência de escolas de 2º Grau (Ensino Médio), a escola tornou-se realidade em janeiro de 1984, sendo reconhecida pelo Conselho Estadual de Educação em janeiro de 1985 (Resolução CRR nº 01/85).
 
 
As aulas tiveram início no dia 10 de março de 1984. Antônio Francisco Ferreira de Rezende faleceu no dia 24 de agosto de 1997, deixando viúva sua companheira de luta, Maria Zuíla Augusto de Rezende, que faleceria anos mais tarde, em 26 de fevereiro de 2013.
Hoje a escola está localizada na Rua Major Antônio Albino, nº 523, centro, sob o comando de Maria do Carmo Amaral Brito.
 
 
A escola oferece ensino infantil (maternal) ao pré-vestibular.
 
 
Chrisfapi (Christus Faculdade do Piauí) – Instituição mantenedora: “Associação Piripiriense de Ensino Superior S/C Ltda”.
 
 
Cursos oferecidos: Administração, Ciências Contábeis, Direito, Enfermagem, Fisioterapia e Serviço Social.
 
 
1985, abril – Unidade Escolar Baurélio Mangabeira, autorizada pela Resolução nº 001/2001 C.E.E.
 
Avenida Aderson Ferreira, 975, centro.
 
Há um anexo (Ensino Médio) na Localidade Furnas.
 
Quem foi Baurélio Mangabeira?
 
 
Benedito Aurélio de Freitas nasceu na Fazenda Pau-d’arco (Bairro Estação), Piripiri-PI, em 18 de julho de 1884, às seis horas da tarde e faleceu em Teresina-PI, em 16 de abril de 1937. Farmacêutico, jornalista, caricaturista, pintor, xilógrafo, poeta e trovador. Membro fundador da Academia Piauiense de Letras. Elaborou seu pseudônimo da seguinte forma: juntou a letra “B” de Benedito (seu nome) a seu outro nome, Aurélio. Para sobrenome, escolheu “Mangabeira”, árvore do sertão piauiense.
 
 
Baurélio, bisneto do Padre Freitas, filho do casal Aureliano de Freitas e Silva e Izabel Rosa da Silva, nasceu órfão de mãe (Dona Izabel Rosa faleceu no parto), ocasião em que seu pai desposou a cunhada e também sobrinha Carolina Rosa da Silva. Benedito Aurélio tornou-se órfão de seu pai aos cinco anos.
Seu primeiro contato com as letras foi na escola do Professor Nélson Francisco de Carvalho, onde se destacou dos demais alunos, por sua inteligência e rapidez de raciocínio. Em 1896, Baurélio é levado por seu avô Porfírio de Freitas e Silva para a Vila de Barras-PI, por não ter como criá-lo (devido à idade).
Adulto, Benedito Aurélio emprega-se na Farmácia “Guerreiro”, em União-PI.
De União, partiu para Floriano e Teresina, onde foi funcionário da farmácia do Sr. Tersandro Paz, estabelecimento onde aprendeu a arte de manipular medicamentos.
Baurélio casou-se em 21 de junho de 1927 com Raimunda de Oliveira Nascimento, com quem teve três filhos: Francisco de Assis, Maria de Lourdes Freitas Maciel e José Henrique de Oliveira Freitas.

 
1985 - No governo Hugo Napoleão é inaugurada a Unidade Escolar Antonio Monteiro Alves.
 
 
Este ano (2013), a Unidade Escolar Antonio Monteiro Alves foi municipalizada.
 
Quem foi Antônio Monteiro Alves?
Nascido em Pedro II, no dia 24 de fevereiro 1917 e falecido em Piripiri, no dia 12 de março de 1983. Aportou em nossa cidade, em 1° de janeiro de 1947.
Em terras piripirienses, foi fotógrafo, comerciante e agricultor. Na vida pública, começou como vereador, em 1958, pela UDN (União Democrática Nacional). Prefeito Municipal de Piripiri (1962-1966) e Deputado Estadual. Criou, na Rua Santos Dumont, a “Colônia Pedro-segundense”.
 
Antônio Monteiro casou-se com Maria Zenaide Campelo Leite, com quem teve os filhos: Euquério, Eutrópio, Eurides, Eugênio e Eucário.

1987, 08 de setembro – Inaugurada como “Escola Agrotécnica do Núcleo de Educação Rural Integrada de Piripiri”, está localizada a 10 km de Piripiri, entre as localidades Sobradinho e Ingazeira. São 72 hectares na margem direita da BR 404, km 09, no sentido Piripiri/Pedro II.
 
 
Hoje, a escola mudou sua denominação para “Centro Estadual de Educação Profissional Rural Governador Hugo Napoleão”.
 
 
 
O C.E.E. Gov. Hugo Napoleão oferece, na modalidade Ensino Médio Profissionalizante, cursos técnicos nas seguintes áreas: Hospedagem (Turismo Ambiental Rural), Zootecnia, Agroindústria e Agropecuária.
 
 
1988 – No ano de seu falecimento, a escritora Judith Santana, a primeira historiadora de Piripiri, é homenageada com uma escola de ensino médio, a Unidade Escolar Judith Santana. No mesmo ano, a escritora também foi homenageada com uma escola na localidade Caldeirãozinho. Há um anexo da escola (Ensino Médio) na Localidade Sertão de Dentro.
 
 
Sua localização: Rua Padre Domingos, nº 1535, centro.
 
Quem foi Judith Santana?
 
 
Judith Alves Santana nasceu em Piripiri-PI, em 12 de janeiro de 1924 e aqui faleceu, em 08 de fevereiro de 1988.
 
 
Filha de Luiz Santana de Oliveira e de Dona Jesuína Alves Santana. Judith é a grande historiadora de Piripiri. De sua lavra, os livros “Piripiri”, “O Padre Freitas de Piripiri” e “A História Alegre de Nossa Gente” narram, com detalhes importantes, a história de nossa cidade. Além dos livros mencionados, escreveu ainda “Parnaíba” e “Salmos de Meu Destino”.
Escritora de renome, foi imortalizada na Academia Parnaibana de Letras (cadeira 23); Academia de Letras do Vale do Longá (cadeira 01) e é Patrona da Cadeira 35, da Academia de Ciências, Artes e Letras de Piripiri. Pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico do Piauí.
 
 
1990 – Colégio Integral. Os professores Hermínio Marques Damasceno, Francisco Amado Costa, Tertuliano Tibúrcio Costa, Glicério Monteiro de Andrade, Erivelton Andrade e Emanuel Luís de Farias Cruz criam uma escola de Ensino Médio. O colégio funcionou até 1992. Seu prédio, sito na Rua Santos Dumont, foi reformado e teve a fachada modificada. Hoje, no lugar, está instalada a fábrica “Primeiro Ato”.
 
1990 – Colégio Anglus Infantil – Fundado por Domingos Urquiza de Carvalho Filho (sócio diretor), Pedro Moreira de Carvalho e Raimundo Nonato Carvalho. A escolinha funcionou durante quatro anos (1990-1993). Com endereço na Rua Aristeu Tupinambá, nº 37, a escola oferecia jardim I, jardim II, alfabetização e primeira a quarta série do ensino fundamental, nos turnos manhã e tarde.
 
 
 
1991 – Fundação da Unidade Escolar Irmã Mercês. A Escola foi criada por Conceição Sales Cruz. Funcionou na antiga residência do casal Marcos José de Melo e Maria Mendes Melo. Essa casa (também conhecida por “Casa de Dona Arlete”) foi sede do posto de vendas de materiais escolares e livros do MEC.
 
 
A Escola Irmã Mercês foi, na prática, uma continuação da Escola Frei Jordão, que funcionava na antiga casa de Yayá Morais, doada (em vida) à Paróquia, que recebia um salário mínimo da direção da escolinha.
O prédio do colégio Frei Jordão foi requisitado por Frei Francisco, resultando no fim dessa escola. Nascia, assim, a Unidade Escolar Maria das Mercês, com endereço na Rua Felinto Resende.
A casa onde funcionou a escola foi demolida e em seu lugar foi construída a sede do Colégio Frei Francisco.
 
Quem foi Irmã Mercês?
 
 
Maria das Mercês Melo, filha do casal Marcos José de Melo e Maria Mendes Melo, nasceu em Piripiri, no dia 12 de agosto de 1926. Fez o primário no Grupo Escolar Padre Freitas. Estudou no Colégio Nossa Senhora das Graças, em Parnaíba-PI.
Maria das Mercês era uma jovem bonita e educada, mas seu sonho era servir a Deus.
Em 06 de janeiro de 1947, aos vinte e um anos de idade, fez Profissão de Fé como freira da Congregação dos Pobres de Santa Catarina de Sena e a Profissão Perpétua, em 1952.
Formada em Línguas Neolatinas pela Faculdade Católica de Filosofia do Piauí, Irmã Mercês se destacou brilhantemente nos anos em que serviu em Teresina, no Colégio Sagrado Coração de Jesus, onde exerceu o cargo de diretora.
Quando servia em Guarabira, Paraíba, foi acometida por um câncer, ocasião em que foi se tratar em Belém-PA, cidade onde faleceu, no dia 11 de março de 1967.
Irmã Mercês, por seu belo trabalho em Teresina, foi homenageada com uma praça (Praça Irmã Mercês), na administração do Prefeito Wall Ferraz. Também, na capital piauiense, há uma escola com seu nome, o “Educandário Irmã Maria das Mercês”, com sede na Rua Angélica, nº 1408, Jockey Club.
 
 
1992 – Fundação do Colégio Padre Kleber Parente.
Com o auxílio de sua irmã Auciomara Mendes Teixeira Oliveira, o Padre Kleber cria uma escola que leva seu nome.
A escola oferecia desde o jardim I ao Ensino Médio. Além do ensino normal (Ensino Infantil ao Ensino Médio) escola também oferecia Ensino Fundamental e Ensino Médio profissionalizantes, nos cursos: técnico em enfermagem e técnico em contabilidade (Ensino Médio) e auxiliar de enfermagem (Ensino Fundamental).
 
Sua localização – Sua sede situava-se na Avenida Aderson Ferreira, onde funcionou a 5ª Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito). O Colégio encerrou suas atividades em 1997.
 
Quem é Padre Kleber Parente?
 
 
Kleber Mendes Teixeira Parente foi o primeiro piripiriense a se ordenar padre. Filho de Lourival Teixeira de Sousa e de Dona Juventina Mendes Teixeira Sousa, nasceu em Piripiri, no dia 26/07/1956. Kleber Parente começou sua maratona religiosa no Seminário de Itapipoca-CE, mas, após dois anos, desistiu de seu ideal. Sem uma vocação definida, escolheu o curso de Direito, iniciado na “Faculdade São Francisco”, em São Paulo-SP. Com o pensamento voltado para as obras de Deus, após dois anos, desiste do curso de direito, ingressando novamente em um seminário. Padre Kleber, pessoa comunicativa e prestativa, torna-se amigo de Dom Benedicto de Ulhôa Vieira, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. Em 1978, Dom Benedicto é nomeado Arcebispo Metropolitano de Uberaba-MG, cidade para onde é transferido. Seguindo seu mentor, Padre Kleber transfere seu seminário para Uberaba-MG, onde se ordena padre em 10.12.1982.
Ainda em dezembro de 1982, Padre Kleber celebra a primeira missa em Piripiri, sua terra natal.
 
 
1992 – Colégio Arco-Íris.
 
 
Com o ideal de criar uma escola que oferecesse um ensino de qualidade, Maria Geysha Sousa Rego funda o Colégio Arco-Íris, oferecendo vagas do maternal ao 5º ano.
Situado na Rua Avelino Resende, nº 871, a escola dispõe de um ambiente saudável e acolhedor, com professoras experientes e preocupadas com o bem-estar dos alunos; o que justifica o lema do colégio: “Educando a criança para a vida!”.
 
 
1992 – Colégio Liceu de Piripiri.
 
Fundado pelo Desembargador Joaquim de Sousa Neto e hoje dirigido por sua viúva e filhos, com Ensino Fundamental. 
 
Quem foi Joaquim de Sousa Neto?
 
 
Joaquim de Sousa Neto nasceu no dia 3 de outubro de 1916, em Piracuruca-PI. Filho de Joaquim de Souza e Maria de Madalena de Souza.
Na década de 50, tão logo concluiu o curso de Direito, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde fez carreira, tornando-se conhecido como um dos mais cultos juízes daquela cidade.
Após presidir o Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, transferiu-se para Brasília, em 1960, no ano de sua inauguração. Na capital brasileira foi promovido ao cargo de Desembargador do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal e, depois, Presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (21 de abril de 1966).
Souza Neto brilhou no meio literário. Seus romances o tornaram conhecido em todo o Brasil.
Membro da Academia Brasiliense de Letras. É autor de obras jurídicas importantes, que a crítica consagrou: "O Preceptor da Parnaíba"; "O Culpado"; “O Motivo e o Dolo”; “Júri de Economia Popular”; “A Tragédia e a Lei”; “Cartas à Academia”; “Coação e Malícia”; “Os Soares”; “Filho de Deus”; “A Palavra e a Novacap” e “Linhas Paralelas”.
A obra “A Tragédia e a Lei” foi traduzida em seis línguas.
 
Além da Academia Brasiliense de Letras, pertenceu à Associação Nacional de Escritores. Foi eleito para a Academia Piauiense de Letras, mas deixou que o prazo prescrevesse, tornando sua eleição sem efeito. Joaquim de Sousa Neto faleceu em Piripiri-PI, no dia 28 de junho de 2003.
Homenagens a Joaquim de Sousa Neto: Em Brasília – Inaugurado em 29 de abril de 2011, o “Fórum Desembargador Joaquim de Sousa Neto” (Fórum Verde), o primeiro Fórum sustentável do Poder Judiciário brasileiro e o primeiro do Poder Público com processo de construção totalmente sustentável.
 
 
Em Teresina – Inaugurado em 31 de maio de 2012, o mais moderno fórum do Brasil, o “Desembargador Joaquim de Sousa Neto”. A inauguração do novo fórum contou com a participação da irmã homenageado, Maria da Graça Sousa, que, emocionada, falou sobre a reedição do livro “A Tragédia e a Lei”, uma grande obra de Sousa Neto, cortesia do Tribunal de Justiça do Piauí.
 
 
Em breve "A História da Educação em Piripiri - Parte V".
 
Fonte de pesquisa  (não apenas da parte IV, mas de todo o artigo): 
 
Para execução deste trabalho, foi de fundamental importância a pesquisa em livros (incluindo-se livros de Cartório), informações prestadas por estudiosos da nossa história, fotografias escaneadas de álbuns de família, salvas em facebook, fotografadas de quadros e feitas originalmente para este artigo.

Pesquisa feita nos seguintes livros: "Piripiri" e "O Padre Freitas de Piripiri", de Judith Santana; "Memórias de Piripiri", "Velhos Conterrâneos Luminosos" e "Nos Tempos do Coronel Thomaz Rebello", de Cléa Rezende Neves de Mello; "Ruas, Avenidas e Praças de Piripiri" e "Ponta-de-Rama", de Fabiano Melo; "Cronologia Histórica do Estado do Piauí", vol. 02, de F. A. Pereira da Costa;  "Pesquisas para a História do Piauí", vol. o4, de Odilon Nunes; "Professor Felismino Freitas - Educação como Missão e Vocação", de Maria Leonília de Freitas, Francisco Antonio Freitas de Sousa e Francisco Newton de Freitas; "Piripiri", publicação do Banco do Nordeste S/A; "PIRIPIRI - Piauí", monografia nº 625, publicada pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE; "Parabéns, Piripiri! 75 anos", publicação da Prefeitura Municipal de Piripiri; "Cada Rua, Sua História - Parnaíba", de Caio Passos; "100 Fatos do Piauí no Século XX", de Zózimo Tavares; “Antologia da Academia Piauiense de Letras”, de Wilson Carvalho Gonçalves; “Almanaque da Parnaíba” (1961), de Ranulpho Torres Raposo. “Revista Cidade Verde”, edição 042, de 09/10/2012; “Como o Sândalo – Virtudes e Méritos de Maria do Carmo Melo”, de Ana Maria Cunha; “Respingos na Caminha”, de Maria do Carmo Melo, “Sertões de Bacharéis – O Poder no Piauí entre 1759 e1889”, de Jesualdo Cavalcanti Barros.

Fotos, imagens, comentários em fotos de facebook, sugestão e informações prestadas pelos intelectuais: Armilo de Sousa Cavalcante, Auciomara Teixeira, João Cláudio Moreno, Adelaide Macedo, Maria da Conceição Oliveira de Almeida, Vicença Assunção Oliveira e Assunção, Joaquim Amâncio de Assunção, Fabiano Melo, Luiz Mário de Morais Getirana, Emília Maria Cruz, Zélia de Cruz Castro Bezerra de Melo, Edivar Gomes de Araújo, Raimunda Rocha e Silva, Francisco Newton de Freitas, Maria Daysée Assunção Lacerda, Lúcia Cruz Holanda, Zélia Marques, Antonio Ferreira Filho, Cléa Rezende, Leonor Melo, Emília Maria Cruz, Maria José Melo, Ana Assunção Oliveira Cunha, Maria da Anunciação Araújo Sousa, Luísa Sousa Lustosa Araújo, Leonor de Melo Rodrigues, Justina de Sousa Medeiros Oliveira, Maria dos Remédios Paiva Marques, Eugênio Leite Monteiro Alves, Rosemary Machado Oliveira.

Sites pesquisados:
http://www.ufpi.edu.br/subsiteFiles/ppged/arquivos/files/eventos/2006.gt10/GT10_2006_03.PDF → Marcelo de Sousa Neto (UESPI) Doutorando em História – UFPE; http://www.gterra.com.br/geral/governo-de-wellington-dias-fechou-40-escolas-no-piaui-29942.html; 
http://www.portalaz.com.br/noticia/geral/248445_professores_denunciam_manobra_para_fechar_escola_seduc_nega_acusacao.html;
http://www.180graus.com/blog-literario/o-s-f-u-n-d-a-d-o-r-e-s-baurelio-mangabeira-por-reginaldo-miranda-472410.html; http://www.camara.gov.br/internet/InfDoc/novoconteudo/legislacao/republica/Leisocerizadas/Leis1972v2.pdf
http://www.diariooficial.pi.gov.br/diario/200506/18813f2617262c2.pdf; http://www.jusbrasil.com.br/diarios/2665800/dou-secao-1-17-04-1957-pg-1/pdfView; http://www.famososquepartiram.com/2011/07/petronio-portela.html; http://csi.ati.pi.gov.br; 
www.colegiomariajosepi.com.br; http://www.educandariochristus.com.br; www.chrisfapi.com.br
http://www.tre-df.jus.br/institucional/conheca-o-tre-df/galeria-de-ex-presidentes/desembargador-joaquim-de-souza-neto
http://professorfranciscomello.blogspot.com.br/2010/06/mulheres-que-contribuiram-para-nossa_21.html
http://historiadopsc.blogspot.com.br/2010/09/todas-as-diretoras-do-patronato-sousa.htm
http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_19970822_ozanam_po.html
http://www.piracuruca.com/capitulotexto.asp?codigo=49&codigo1=Revista%20Ateneu%20-%20N%B0%201
http://www.noticiasdeurucui.com.br/noticias/saiba-quais-as-melhores-escolas-publicas-do-piaui-segundo-o-ideb-2011-10560.html
http://www.cidadeverde.com/seduc-premia-75-escolas-que-tiveram-acima-da-media-no-ideb-e-enem-62109
http://www.piaui2008.pi.gov.br/impressao.php?id=14316

 


Festa das Cabacinhas

Por Evonaldo (piripirinaldo@bol.com.br)

() Comentários | | Postado por: Evonaldo Andrade em Almanaque de Piripiri

Artigo postado originalmente em 14 de janeiro de 2013, à 01h40min. Segunda-feira.

A Festa das Cabacinhas (Festa da Capelinha)

Em Lendas de Piripiri III, o leitor deste almanaque conheceu a incrível história de “O Galo da Apertada Hora”, que aterrorizava os fiéis de Nossa Senhora do Rosário. A procissão, em adoração a Nossa Senhora do Rosário, tinha como destino a Capela de Nossa Senhora dos Remédios. 

A primeira Capela de Nossa Senhora dos Remédios (construída entre os anos de 1840 a 1844) situava-se no “meio” da Rua João de Freitas. Foi nessa capela que foi sepultado o corpo do Padre Freitas, em 1868. Essa capela foi demolida, construindo-se outra, em 1876, ao lado da casa do fundador de nossa cidade, na Rua João de Freitas. No local da primeira capela, foi erguido um monumento em homenagem ao Padre Domingos de Freitas e Silva. O monumento, com o tempo, tornou-se um empecilho para o trânsito e, por essa razão, foi demolido. 

A segunda capela foi também demolida e, em seu lugar, ergueu-se uma nova capela em homenagem a Nossa Senhora do Rosário, em 1940. 

Foi, esse pequeno pedaço de rua chamado de “rua meia-sola”, o palco para as alegres e emocionantes “Festas das Cabacinhas”, um empolgante  festejo em honra a Nossa Senhora do Rosário e  que remonta à época da primeira Capela de Nossa Senhora dos Remédios, na Rua João de Freitas. 

Nossa Senhora do Rosário era representada por bonita imagem (pertencente a Domingos Preto, proprietário, à época, da localidade Salgado). Domingos herdara a imagem de sua mãe, que também patrocinava a festa.

Em certa ocasião, Dona Carola Freitas pedira a Domingos Preto para guardar a imagem da santa em sua casa. Domingos consentiu, mas “deixou bem claro” que se a mesma falecesse primeiro que ele (Domingos) a imagem retornaria ao seu poder. Há quem diga que houve uma transação entre Domingos Preto e um membro da família Freitas. Ao que se sabe, a imagem  ficou em poder da família de  Dona Carola Freitas e os herdeiros de Domingos Preto nunca questionaram sua posse.

Nessas festividades (realizadas nos primeiros anos de Peripery), escolhia-se um rei e uma rainha (entre os negros). O escravo Salomão foi um dos primeiros reis. 

Pulquéria (negra muito bonita) foi uma das últimas rainhas. A bela Pulquéria vivia na casa do Coronel Antonio Alves Ferreira (pai de Aderson Ferreira). Pulquéria era ama de Odilon (nascido em 1899).

A Festa das Cabacinhas iniciava-se em setembro. A imagem de Nossa Senhora do Rosário saia peregrinando pelo interior de Peripery, nas fazendas e povoados vizinhos. Os negros entoavam benditos (orações).

A peregrinação chegava ao Sítio Anajás no dia 27 de dezembro, onde a imagem era calorosamente recebida (ver lenda “O Galo da Apertada Hora”). Os fiéis seguiam em procissão à capela de Nossa Senhora dos Remédios. Os encarregados traziam cestas com ofertas: verduras, frutas, além de dinheiro e animais. Na tarde do dia 28, os devotos visitavam as principais casas da vila, cantando:

À noite (do mesmo dia 28 de dezembro) começavam os festejos, terminando no dia 06 de janeiro (Dia de Reis). As nove noites de novena atraiam centenas de moradores da vila e região vizinha. Os leilões eram bastante concorridos. Os sacristãos da paróquia encarregavam-se de “gritar” o leilão. Bidoca Pinheiro era conhecido leiloeiro. Famoso por sua simpatia e pelo costume nada comum de quebrar um ovo cru e engolir a gema, para ter forças para anunciar as joias.

O ponto forte da festa era a brincadeira das cabacinhas. Os jovens atiravam as cabacinhas nas pessoas. As cabacinhas eram preparadas pelas moças da cidade. Para confeccioná-las, usavam cera branca  e anilina azul. As cabacinhas, quando prontas, adquiriam a cor azul-esverdeada e eram “recheadas de água perfumada”.

Alguns estudantes aprenderam a fabricar as cabacinhas, mas enchiam-nas de tinta sardinha (uma marca de tinta preta usada em canetas-tinteiro). Essa brincadeira dos estudantes causava aborrecimentos nas pessoas, que tinham as roupas manchadas de tinta preta. Acredita-se que esse tenha sido o motivo para o fim da brincadeira.

E hoje, a Capelinha de Nossa Senhora dos Remédios não existe mais, não há mais a Festa das Cabacinhas... E a imagem de Nossa Senhora do Rosário? Segundo João Carlos Souza, até 1984, a imagem de Nossa Senhora do Rosário esteve aos cuidados de Dona Maria, esposa do Dr. Bandeira.

O que se sabe mesmo é que Piripiri perdeu a mais original de suas festas, a “Festa das Cabacinhas”.

Obs.: Segundo Monsenhor Chaves, em 1882, havia, em todo o Piauí, 21.691 escravos, sendo 203 em Piripiri.

Obs2.: A Festa das Cabacinhas (que em Piripiri terminava no Dia de Reis) ainda é comemorada em poucas cidades brasileiras, algumas com início no Dia de Reis.

Crédito textos, informações e imagens: Livros “Piripiri” e “O Padre Freitas de Piripiri” – Judith Santana; Memórias de Piripiri – Cléa Rezende Neves de Mello; Mons., Chaves – Obra Completa. Fotos colhidas em “blogdocatete.blogspot.com.br”; Piripiri – Banco do Nordeste do Brasil S.A.; Mercado Livre e Facebook de Fabiano Melo.

 


Nossa Senhora de Furnas

Por Evonaldo Andrade (piripirinaldo@bol.com.br)

() Comentários | | Postado por: Evonaldo Andrade em Almanaque de Piripiri

Artigo postado originalmente em  05 de dezembro de 2012, às 23h52min, quarta-feira.

Acredita-se que a primeira aparição de Nossa Senhora tenha sido na França, em 1830, a uma jovem de 24 anos, que seria santificada com o nome de Santa Catarina Labouré. Foram diversas aparições de Nossa Senhora em todo o mundo, sendo a mais famosa a aparição de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal, em 1917, presenciada por Lúcia, Jacinta e Francisco Marto.

Essas aparições mexem com o imaginário popular, pois poucas pessoas são privilegiadas com essas visões.

No município de Piripiri, há um povoado chamado Furnas. Seu nome se deve a um conjunto de três furnas existentes na região.

Foi nas proximidades de uma dessas furnas, a da caverna dos morcegos, perto do “olho d’água do buracão”, situada a cerca de três quilômetros do povoado, que as crianças Francisca e Zilda viram, pela primeira vez, Nossa Senhora, sobre um toco seco.

Segundo a catequista Cecília Costa, mais de quinze pessoas da localidade afirmaram ter visto a santa. A notícia espalhou-se rapidamente, tendo sido o fenômeno presenciado por diversos turistas, oriundos de diversas cidades piauienses e de outros estados, que diziam ver a imagem de Nossa Senhora.

Rejane Maria Silva Oliveira, à época criança, em visita ao local, conta que ficara assustada com o clamor das pessoas que choravam emocionadas ao avistarem a santa.

Espedito Nogueira relata que seu cunhado Belizário (já falecido), pessoa idônea e respeitada por todos no povoado, tinha o privilégio de ver a santa, todas as vezes que se dirigia ao local.

Curiosamente, anos depois, o toco sumiu misteriosamente do lugar.

Cerca de cinco anos depois, possivelmente em 1991, algumas romeiras, entre elas, a catequista Cecília Costa, reconheceram o toco, que, na ocasião, estava exposto na Igreja Matriz de Canindé. O grupo foi atrás de outros romeiros para anunciar a descoberta, mas quando retornaram, perceberam que o toco, mais uma vez, havia sumido. Uma senhora, que a tudo assistira, informou que uma pessoa, provavelmente da igreja, “carregara” o toco.

Outro acontecimento infeliz foi um incêndio ocorrido no local, que destruiu objetos de madeira (pernas, cabeças, braços etc.) deixados como pagamentos de promessas a milagres atribuídos à Santa de Furnas.

As aparições de Nossa Senhora em Furnas renderam dois romances (literatura de cordel), um feito pelo cearense Walfrido Gabriel Sousa (já falecido) que publicou “Aparição de Nossa Senhora em Furnas – Piripiri e o Toco Misterioso” e o romance publicado pelo piripiriense João de Sousa Sobrinho: “A Santa que apareceu em Furnas”.

Infelizmente não tivemos acesso a nenhum desses romances.

Há alguns anos, a casa do cordelista João de Sousa Sobrinho caiu, destruindo o último exemplar sobre a história da santa; desaparecendo, com o romance, informações mais precisas sobre o fenômeno, pois o poeta já não lembra de mais nada.

→ Crédito: Informações prestadas por Cecília Costa, Espedito Nogueira e Rejane Maria Silva Oliveira. Fotos – Arquivo pessoal. Informação sobre as aparições de Nossa Senhora das Graças e Nossa Senhora de Fátima: http://www.derradeirasgracas.com/2.%20Segunda%20P%C3%A1gina/Apari%C3%A7%C3%B5es%20de%20Nossa%20Senhora%20.htm


A PRIMEIRA E ÚNICA PREFEITA DE PIRIPIRI

Por Evonaldo Andrade (piripirinaldo@bol.com.br)

() Comentários | | Postado por: Evonaldo Andrade em Almanaque de Piripiri

Francisca Holanda Felinto de Melo, filha do casal Diógenes Felinto de Melo e Violante Holanda de Melo, nasceu em Piripiri-PI, no ano de 1916.

Bonita, inteligente, comunicativa, Francisca Melo tornou-se a primeira Prefeita de Piripiri, ao assumir, interinamente, a chefia do município.

Como e quando aconteceu?

1938, era então Prefeito de Piripiri, Nélson Coelho de Rezende. Para se quitar com o Serviço Militar, Nélson Coelho se afasta da chefia do executivo municipal durante quinze dias. Nesse período (25 de junho a 10 de julho de 1938), assume o comando do município, a Secretária da Câmara Municipal, Senhorita Francisca Holanda Felinto de Melo.

No dia 22 de abril de 1941, às 17h00min, em Piripiri, o médico  Antônio Tito Castelo Branco atestou o óbito de Francisca Melo.

Com apenas vinte e cinco anos de idade (e já aposentada), vítima de “tuberculose pulmonar”, Francisca falece, deixando a cidade consternada e inconformada. Tão bela e inteligente jovem ainda tinha muito a realizar.

 

Fonte de pesquisa: Livros "Ruas, Avenidas e Praças de Piripiri", de Fabiano Melo; "Piripiri", de Judith Santana e "Livro de Óbito n° 18".

Imagens: Acervo de Evonaldo Andrade.


A História da Educação em Piripiri - Parte V (Parte Final)

Por Evonaldo Andrade (piripirinaldo@bol.com.br)

() Comentários | | Postado por: Evonaldo Andrade em Almanaque de Piripiri

1993 – UESPI
O Campus de Piripiri foi instalado no prédio que abrigou o Hospital Chagas Rodrigues e onde funcionou a Unidade Escolar Aderson Alves Ferreira. Foi institucionalizado pela Lei nº 5.500/2005, de 11 de outubro de 2005.
 
 
No início (1993) era apenas um núcleo, mas, a partir de 1997, ganhou status de Campus.
O Imóvel, onde sempre funcionou o Campus de Piripiri foi doado à UESPI, em 2006, pela Prefeitura Municipal de Piripiri.
Atualmente, o Campus de Piripiri oferece os seguintes cursos: Pedagogia, Direito, Licenciatura Plena em Computação e Licenciatura Plena em Letras/Inglês.
 
 
Hoje, o Campus da UESPI de Piripiri, em merecida homenagem, passou a se chamar de “Campus Professor Antônio Giovani Alves de Souza”.
 
Quem foi Antônio Giovani Alves de Souza?
 
 
Antônio Giovani Alves de Souza, filho de Antônio Alves de Souza Sobrinho e de Dona Ocila Laurindo Alves, nasceu em Piripiri-PI, no dia 20 de setembro de 1940 e faleceu na mesma cidade, em 15 de novembro de 2004. Fez o primário no Grupo Escolar Cassiana Rocha e o ginasial em colégios de Parnaíba-PI, Teresina-PI e Tianguá-CE. Fez o Ensino Clássico (curso de nível médio em três anos, no qual predomina o ensino de línguas) no Seminário Franciscano de Santo Antônio, no lugar Ipuarana, município de Campina Grande-PB.
Professor Giovani era um mestre no ensino de Língua Portuguesa, Literatura e outras línguas, com destaque para a francesa. Lecionou nas escolas: José Narciso da Rocha Filho, Aderson Alves Ferreira, Patronato Santa Catarina Labouré e Embaixador Espedito Resende. Aposentou-se em 15 de março de 1996.
 
 
2000 – COOPEPI (Cooperativa Educacional de Piripiri).
 
 
A escola, criada por vinte e um sócios, funcionou até 2011, nos turnos matutino e noturno. Pela manhã, a escola oferecia ensino da 5ª série ao 3º ano do Ensino Médio. À noite, o Ensino Médio na modalidade EJA (Educação de Jovens e Adultos). 
 
 
2009, janeiro – Centro Educacional Diógenes Quaresma de Sousa.
É a escola do SESC (Serviço Social do Comércio) oferecida à comunidade piripiriense, especialmente aos alunos dos bairros Floresta, Matadouro e Estação. A modalidade de ensino (EJA – Educação de Jovens e Adultos) é ofertada pelo projeto SESC Ler, da alfabetização a 4ª série, no turno diurno.
 
Quem foi Diógenes Quaresma de Sousa?
 
 
Diógenes Quaresma de Sousa, filho de Inácio Higino de Sousa e Laura Rosa de Melo, nasceu na localidade Boa Vista, município de Barras-PI, no dia 15 de janeiro de 1935. Industrial, comerciante e agropecuarista. Diógenes casou com Maria Erinelda Teles de Sousa, de cuja união nasceram os filhos: Jorge Ivan, Gilvan e Gilvana. Diógenes Quaresma faleceu em 26 de junho de 1998.
 
 
2010 – IFPI (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia).
 
 
O IFPI foi inaugurado em fevereiro de 2010. O instituto oferece cursos técnicos integrados ao Ensino Médio (Administração, Comércio e Vestuário), com duração de quatro anos. Cursos na modalidade “Ensino a Distância” (Serviços Públicos, Meio Ambiente e Segurança no Trabalho). Ensino Superior (Licenciatura em Matemática). Há ainda projetos na área social, como “Mulheres Mil”. O IFPI também oferece especializações.
 
2010, agosto – Unopar
 
 
Oferecendo cursos na modalidade “EaD” (Educação a Distância), a Universidade Norte do Paraná iniciou suas atividades em Piripiri, no segundo semestre de 2010.
Sua primeira sede foi no prédio do extinto “Colégio das Irmãs”. Atualmente, a Unopar está localizada na esquina das ruas Pires Rebelo com Padre Domingos.
Os cursos ofertados são: Administração, Ciências Contábeis, Serviço Social, Letras e História.
 
 

ESCOLAS MUNICIPAIS

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO – ÓRGÃO MUNICIPAL

Inaugurado no dia 04 de julho de 1987, a Secretaria Municipal de Educação é o órgão regulador das escolas do município.

 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL DR. ADAUTO COELHO DE REZENDE
 
 
Localizado no final da Avenida Tomaz Rebelo, Bairro Anajás, o Centro Educativo Dr. Adauto Coelho de Rezende foi fundado no dia 04 de julho de 2005.
Escola construída com recursos do FUNDEF, FPM, ICMS e, principalmente, recursos do legado do Dr. Adauto Coelho de Rezende.
O centro educativo oferece Ensino Infantil e Fundamental, atendendo a crianças e adolescentes dos bairros Anajás, Recreio e Floresta.
 
 
Quem foi Adauto Coelho de Rezende?
 
 
Filho do Prefeito Nelson Coelho de Rezende e de Dona Carlota Amélia de Rezende, nasceu em Piripiri, no dia 1° de junho de 1906 e faleceu no Rio de Janeiro, em 05 de maio de 1991, sem ter deixado descendentes.
 
 
Aprendeu a ler e a escrever no Colégio Castelo (um dos primeiros colégios particulares de Piripiri). Fez o ginasial no Liceu Piauiense, na capital piauiense. Concluiu o curso de Medicina, no Rio de Janeiro, em 1930. Médico brilhante, recebeu o grau de doutor com a tese “Tratamento do Pé Torto sem Intervenção Sangrenta”. Lecionou no “Curso de Puericultura”, do Instituto Fernandes Figueira, no Rio de Janeiro, onde escreveu sessenta trabalhos sobre pediatria. Foi membro da Academia Americana de Pediatria. Em Piripiri, foi criador da “Sociedade de Proteção à Maternidade e à Infância”, entidade que originou o “Posto de Puericultura Dr. Adauto Rezende” (mais tarde, FSESP). Idealizou e fundou, com a ajuda de amigos, o “Museu de Perypery” (inaugurado em 04 de julho de 1987).
 
 
Amante das artes plásticas, Dr. Adauto Rezende, em seus momentos de descanso, desenhava e pintava com aguçada sensibilidade.
 
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL IRMÃ ÂNGELA
 
 
Sua localização: Praça da Saudade, 346, Morro da Saudade.
 
Com a extinção do Patronato Santa Catarina Labouré e a Escola Normal São José, a Secretaria Municipal de Educação criou o Centro Educativo Municipal Irmã Ângela, homenageando uma religiosa que deixou sua marca em Piripiri.
 
Quem é Irmã Ângela?
 
Mariana de Albuquerque Mendes é seu verdadeiro nome. Nascida no ano de 1926, na Cidade de Pacatuba-CE. Chegou a Piripiri em 1947 (aos vinte e um anos de idade). Com ela vieram as irmãs Eulália Alves Timbó e Helena Silva.
Irmã Ângela foi superiora do Patronato Santa Catarina Labouré em três ocasiões: a primeira em 1959; a segunda em 1984 e a terceira em 1994.
 
Irmã Ângela, que no Estado do Ceará é conhecida por Irmã Mendes, foi superiora do Patronato Sousa Carvalho, na Cidade de Ipu-CE, por três vezes: a primeira em 1962, recém-chegada de Piripiri; a segunda em 1975 e a terceira em 2001.
 
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL MARIA DE LOURDES ASSUNÇÃO
 
 
Escola construída com recursos do próprio município. Foi inaugurada em 15 de agosto de 1995.
 
Quem foi Maria de Lourdes Assunção?
 
Maria de Lourdes Assunção nasceu no dia 11 de fevereiro de 1905 e faleceu no dia 12 de dezembro de 1992. Filha de Severino Amâncio de Assunção e Dona Raimunda. Professora do Grupo Escolar Cassiana Rocha e Catequista de vocação, participava do “Apostolado da Oração”. Não deixou filhos.
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL OMAR DE ANDRADE RESENDE
 
Av. Dirceu Mendes Arcoverde, 1335, Floresta.
 
Primeiro centro educativo construído pelo município, a escola foi inaugurada em 04 de julho de 1987.
 
Quem foi Omar de Andrade Resende?
 
 
Omar Resende nasceu em Piripiri, na residência de seus pais, no dia 27 de abril de 1923. Filho do Sr. Otílio Coelho de Rezende e de Dona Maria Antonieta de Andrade Rezende. Omar Resende aprendeu a ler e a escrever em sua terra natal. Estudou o ginasial em Teresina-PI, nos colégios “Diocesano” e “Liceu Piauiense”. Concluiu os estudos no Rio de Janeiro, no Instituto Lafayette. De volta a Piripiri, assume o Cartório (que fora de seu irmão Carlos Resende). Casou-se com Raimunda Pinheiro de Resende (Yá Resende), nascendo, dessa união, os filhos: Maria do Perpétuo Socorro, José Narciso, Omar Filho, Maria Eugênia e Maria Agatha Margarete.
 
 
Professor Omar foi vereador atuante na Câmara municipal de Piripiri, mas seu maior legado foi a Unidade Escolar José Narciso da Rocha Filho, uma segunda extensão da alma desse valoroso professor e honestíssimo tabelião. Seu empenho em dirigir a escola foi um exemplo bonito de casamento entre homem e instituição. Assim era Omar Resende, ótimo profissional, excelente pai, esposo amigo e companheiro e um filho zeloso.
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL GONÇALA DE BRITO PERES 
 
                        Sua localização: Av. Aderson Ferreira, nº 3348, Russinha.
 
Escola municipal instalada no prédio do CAIC (Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente).
 
Quem foi Gonçala de Brito Peres?
 
Gonçala de Brito Peres, conhecida por Gonçalinha, filha de Antônio Alves de Brito e Maria do Carmo da Conceição Brito, nasceu em São Benedito-CE, no dia 13 de setembro de 1933 e faleceu em Piripiri, no dia 14 de dezembro de 1998. Foi professora do Grupo Escolar Cassiana Rocha, onde também foi diretora.
Gonçalinha, pessoa muito religiosa, estudou, a convite da Irmã Timbó, no “Colégio das Irmãs”, de Aracati-CE (Instituto Waldemar Falcão), onde foi interna e companheira de Maria do Carmo Santana (irmã da escritora Judith Santana).
Gonçalinha desistiu do sonho de ser freira, mas não de ser catequista. Casou-se com Raimundo Peres, com teve uma filha, Joselita Maria de Brito Peres.
Gonçala de Brito Peres é a autora do Hino da Unidade Escolar Cassiana Rocha.
 
CRECHE MARIA DO CARMO MELO
 
                        Sua localização: Av. Aderson Ferreira, nº 3348, Russinha.
 
Creche instalada no prédio do CAIC (Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente).
 
Quem foi Maria do Carmo Melo?
 
Maria do Carmo Melo nasceu no dia 14 de julho de 1944, na Fazenda Alto d’Areia, em Piracuruca. Filha de Aureliano José de Melo e de Dona Raimunda Mendes de Melo (Dona Donzinha).
 
 
A vida de Maria do Carmo Melo sempre foi uma provação. Fruto de uma gravidez perigosa (sua mãe tinha 44 anos de idade), seus primeiros meses de vida foram difíceis. Sua morte era dada como certa, face à sua saúde bastante debilitada. Essa situação levou sua família a providenciar um batismo de emergência, em que a criança tornou-se afilhada de Nossa Senhora do Carmo. Com sua melhora, a recém-nascida foi novamente batizada, dessa vez, na Igreja Matriz.
 
 
Maria do Carmo nasceu doente, cresceu doente, mas sua fé em Deus só fazia aumentar. Por sua saúde inspirar cuidados, Maria do Carmo sempre foi cuidada com muito zelo e amor por sua família.
Sua vida foi marcada por sua incrível força em quebrar barreiras e transpor as limitações. Desenganada por alguns médicos, escapou milagrosamente da morte em várias situações: ao nascer e em previsões de seu falecimento antes dos sete anos, dos quinze anos... Maria do Carmo submeteu-se a quatorze cirurgias
A professora Maria do Carmo foi uma guerreira de Deus. Convivendo com algumas enfermidades, entre elas, um problema cardíaco bastante raro, compreendeu que a vida teria de ser vivida em todo seu esplendor. Estudou, andou de bicicleta, divertiu-se e alegrou a vida das pessoas à sua volta.
Nada era empecilho em seu caminho, fazia longos percursos a pé, sem proteção contra o sol, o que levou um leve machucado em seu nariz, provocado pelos óculos, transformar-se em câncer de pele.
Maria do Carmo fez o curso pedagógico na “Escola Normal São José” (o Colégio das Irmãs), fato que contrariou seus pais, receosos de sua frágil saúde. Nessa escola, Maria do Carmo destacou-se por apresentar uma inteligência fora do comum.
 
Um fato inusitado, ocorrido na colação de grau, foi a pronúncia de seu nome por Frei Francisco, que, talvez confundindo o “c” de Carmo com a letra “o”, chamou assim o seu nome: “Maria do Ó”; repetindo algumas vezes, sem conseguir completar a palavra. Foi o bastante para Maria do Carmo ficar conhecida por “Maria do Ó”.
Maria do Ó foi uma grande catequista. Caridosa, preocupada com os pobres, ajudava como podia a população carente. Com doações, construiu casas, ajudando, inclusive, no serviço pesado, como carregar material para a construção das habitações.
Além da CEBES (Comunidade Eclesial de Bases) e da Pastoral da Juventude, entidades que ajudou a criar, fundou e coordenou três grupos: o Grupo das Ladras (nome originado através de uma brincadeira de Frei Francisco), o CEFA (Clube de Estudantes Frei André) e o CEFRAN (Clube Estudantil Frei Francisco).
Maria do Carmo fundou duas escolas: Escola Frei Francisco e Escola Roda Viva. Foi responsável pela implantação do movimento dos carismáticos em Piripiri.
Maria do Carmo deixou dois livros: “No Mundo do Sonho” e “Respingos na Caminhada”.
O seu calvário terminou no dia 21 de março de 1990, quando a professora, poetisa, catequista e filha devota de Deus partiu em direção ao céu, recompensa para quem, como ela, ofereceu amor e não se abateu diante de seus inúmeros problemas de saúde.
A lembrança que ficará para sempre de Maria do Carmo é o seu sorriso de felicidade, sua marca registrada. Quem a via sorrir e não a conhecia, imaginava que ela não tinha problemas.
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL PAULO DE TARSO FREITAS MACHADO
 
        Av. Des. Antero Resende, s/nº, São João.
 
A escola foi inaugurada em 27 de setembro de 2000, numa região pouco habitada. A cidade cresceu e, hoje, o centro educativo oferece uma educação de qualidade aos alunos dos bairros Petecas e São João.
Autorizado pela Resolução CME-Piripiri-PI 001/2011, o C. E. Paulo Machado está situado próximo aos residenciais “José Amâncio de Assunção” e Petecas I, II e III.
 
Quem foi Paulo de Tarso Freitas Machado?
 
Paulo Machado, filho de Ademar de Castro Machado e de Dona Maria do Socorro Freitas Machado, nasceu em Piripiri, no dia 25 de outubro de 1944, falecendo na mesma cidade, em 15 de março de 1998.
Concluiu o ginasial no Ginásio José Narciso da Rocha Filho, onde foi aluno da turma pioneira. Cursou o pedagógico no Colégio das Irmãs, em Piripiri, Estudou ainda em Recife-PE. Licenciou-se em Biologia pela UESPI.
Começou a lecionar na Escola Paroquial Frei Jordão, exercendo o magistério em outras escolas: Padre Freitas, José Narciso, Colégio das Irmãs, Colégio Christus. Colégio Maria José etc. Foi diretor da Unidade Escolar Aderson Ferreira, do Liceu de Piripiri.
Paulo Machado foi uma pessoa ligada aos esportes e ao lazer. Foi Presidente do Radar Futebol Clube e o criador da festa “Broto Legal das Férias”.
Paulo de Tarso Freitas Machado foi agraciado, postumamente, com a Comenda Juncal, edição 2011.
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL VEREADOR JOAQUIM DE SOUSA CAVALCANTE
 
 
O Centro Educativo do Bairro Germano, inaugurado em 13 de março de 2004, atende aos alunos do Bairro e de dois conjuntos habitacionais.
 
Quem foi Joaquim de Sousa Cavalcante?
 
Joaquim Cavalcante, conhecido por Joaquim do “Nelo” (ou do “Nel”) nasceu em Piripiri, no dia 16 de julho de 1920 e faleceu em 05 de dezembro de 2001. Foi comerciante, industrial e vereador por Piripiri.
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL VEREADOR VALDEMAR SOARES
 
 
Inaugurado em 1º de março de 2002, o centro educativo trouxe conforto aos alunos do Bairro Paciência, que, para estudarem, deslocavam-se para outros bairros e o centro.
 
Quem foi Valdemar Soares de Oliveira?
 
Valdemar Soares nasceu no lugar Sossego, município de Pedro II-PI, no dia 12 de fevereiro de 1947 e faleceu em Piripiri, no dia 25 de julho de 2001. Valdemar era filho de Militão Alves de Oliveira e de Dona Raimunda da Silva. Aos 19 anos de idade, veio morar em Piripiri, onde montou um estabelecimento comercial na Rua José Osmar Mendes de Holanda, no Bairro Paciência. Casou-se com Raimunda Laurita Lima Oliveira, de cuja união nasceu André Vinícius Lima Oliveira. Valdemar Soares Oliveira foi vereador por Piripiri. 
 
ESCOLA MUNICIPAL CÍRCULO OPERÁRIO
(Ver histórico da Escola Círculo Operário em "A História da Educação em Piripiri - Parte I").
 
ESCOLA MUNICIPAL DR. ANTENOR DE ARAÚJO FREITAS
 
 
Originalmente, foi uma escolinha particular. Municipalizada, continuou com a mesma modalidade de ensino, sendo reconhecida por oferecer ensino infantil de qualidade.
 
Quem foi Antenor de Araújo Freitas?
 
Filho de Francisco de Araújo Freitas e de Dona Amélia de Medeiros Freitas, nasceu em Piripiri, no dia 06 de dezembro de 1926 e faleceu na mesma cidade, em 08 de setembro de 1988. Foi casado com Maria José de melo, com quem teve os filhos: Maria Virgínia e Francisco Eugênio. Estudou em Piripiri, no Grupo Escolar Padre Freitas e em Teresina, nos colégios Leão XIII (escola fundada pelo piripiriense Felismino Weser) e no Liceu Piauiense. Concluiu o científico (Ensino Médio) no tradicional Colégio Marconi, em Belo Horizonte-MG. Fez Medicina pela “Faculdade Católica de Ciências Médicas de Minas Gerais”, concluindo em 1957. Em 1958, já estava clinicando em Piripiri, onde foi chefe do FSESP (Fundação Serviço Especial de Saúde Pública) e diretor do Hospital Regional Chagas Rodrigues. Fez especialização em Leprologia. Na educação, destacou-se como professor do Ginásio José Narciso da Rocha Filho e da Escola Normal São José.
 
ESCOLA MUNICIPAL FREDERICO OZANAM
(Ver histórico da Escola Municipal Frederico Ozanam em "A História da Educação em Piripiri - Parte I").
 
ESCOLA MUNICIPAL LINOCA PIRES REBELO
 
                                         Rua Ioiô Melo, 1240, Mutirão.
 
Construída com recursos do FUNDEB, FPM e ICMS, a escola foi inaugurada em 04 de julho de 2008 e está localizada numa região pobre de Piripiri.
 
Quem foi Linoca Pires Rebelo?
 
Lina Cassianna de Sampaio (Pires) Rebello, conhecida por Dona Linoca, foi casada com o Coronel Thomaz Rebello de Oliveira Castro, com quem teve os filhos: José Pires Rebello (engenheiro civil, Intendente de Teresina, Deputado Federal, Senador da República, membro da Academia Piauiense de Letras), Cassiana Pires Rebelo da Rocha (deu nome à Unidade Escolar Cassiana Rocha), Angélica Rebelo Meira de Vasconcelos, Lina Pires Rebelo de Souza e Olavo Pires Rebelo (primeiro médico nascido em Piripiri).
Dona Linoca era filha do Capitão José Rodrigues de Sampaio e Dona Cassianna Pires de Sampaio.
 
 
ESCOLA MUNICIPAL PADRE RAUL FORMIGA
 
A escola começou a funcionar, inicialmente, na esquina das ruas Pires Rebelo com Padre Domingos, numa casa que já pertenceu a Hamilton Coelho de Rezende e onde morou Aderson Alves Ferreira. O prédio já havia servido de sede para uma escola, o Colégio Christus, de Dona Zuíla. Hoje, a escola está funcionando no prédio da extinta Escola Paroquial Frei Jordão.
 
Quem foi Raul Formiga?
 
Raul Saturnino Formiga nasceu no lugar “Fazenda Barra da Estiva”, município de Uruçui-PI, no dia 28 de junho de 1912 e faleceu em Belo Horizonte-MG. Filho de Luiz Saturnino Formiga e de Dona Maria Mendonça Formiga. Ordenou-se padre, celebrando a primeira missa em Teresina (1940). No ano seguinte (1941, 16 de maio), Padre Raul já estava em terras piripirienses, onde permaneceu até 31 de dezembro de 1952. Padre Raul Formiga foi uma pessoa querida por muitos e antipatizada (em alguns casos, odiada) por outros.
Tão logo estabelecido em nossa cidade, o dinâmico padre tratou logo de dar início ao seu sonho: a fundação de uma escola normal, para formação de professoras; o que foi realizado poucos anos depois. É também de sua criação, a primeira amplificadora da cidade.
 
ESCOLA MUNICIPAL RODA VIVA
 
 
A criação desta escola deve-se ao pioneirismo da Profª Maria do Carmo Melo, que lecionava em dois turnos, durante o dia: sendo um turno pelo Estado e outro pelo Município. O contato com crianças carentes da “Unidade Escolar Cota Sampaio” despertou o interesse da professora, que preocupada com as pequenas criaturas daquela região de Piripiri (Floresta e Anajás), tão necessitadas de um melhor acompanhamento e, principalmente, de aulas de reforço, cria, no início da década de 80, a “Escolinha Roda Viva” (pré-escolar), para atender crianças com idade inferior a sete anos. A escola funcionava às suas custas.
Com o crescimento do “prezinho” (assim chamado por Maria do Carmo Melo), a escola foi transferida de sua residência para uma casa próxima, situada também na Av. Tomaz Rebelo (onde já havia funcionado o Mobral).
Eram tempos árduos para a educação, o ensino infantil não era responsabilidade do governo estadual. Crianças de família pobre só frequentavam a escola a partir dos sete anos, sem ter noção alguma de leitura e escrita.
Para manter sua escolinha, ela usava seus vencimentos, percebidos como professora para pagar as alunas do grupo de jovens CEFRAN (Clube Estudantil Frei Francisco, por ela fundado), que se desvelavam na educação dos pequeninos. Com essa atitude, resolvia todos os problemas: o das crianças e o dos jovens educadores, que além de remunerados, mantinham-se ocupados com a nobre função de ensinar.
Com o agravamento da saúde da Professora Maria do Carmo, o destino da “Escolinha Roda Viva” foi entregue aos cuidados do Município, que transfere a escola para o casarão do falecido Reginaldo Castro (esquina das ruas Germayron Brito com Pires Rebelo, hoje sede do “Núcleo Jurídico da CHRISFAPI”).
Em 02 de agosto de 2004, a escola foi transferida para o prédio do “Colégio das Irmãs”, ocupando seu lado direito, onde permanece até hoje.
 
CRECHE SINHARA CASTRO
 
        Rua Enoque Monte s/nº, Bairro Germano.
 
Inaugurada em 03 de julho de 1990, a Creche Sinhá Carvalho foi construída em convênio com a Fundação Banco do Brasil, LBA e Prefeitura de Piripiri.
 
Quem foi Sinhara Castro?
 
 
Eugênia Rodrigues de Castro nasceu em Piripiri, no dia 22 de janeiro de 1893 e faleceu na mesma cidade, em 08 de junho de 1966. Foi casada com João José da Cruz, de cuja união nasceram os filhos: Antônio, Luiz, Lina (Linoca), João (Joquinha), Maria, Irma, Tarcísio, Francisco (Chico Ventura), Maria José e Zilda. Dona Eugênia ou Sinhara Castro, como era carinhosamente chamada, foi uma mulher religiosa e cozinheira de mão cheia. Sua família era seu bem maior.
 
CRECHE VIRGEM PODEROSA
 
                        Rua Tenente Antonio de Freitas, nº3555, Prado.
 
A creche “Virgem Poderosa” ocupa o imóvel onde funcionou o asilo de velhos “Lar Virgem Poderosa”, criado pelas irmãs de caridade do Patronato Santa Catarina de Labouré, em 06 de novembro de 1989.
 
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL ANTÔNIO FERREIRA NETO
 
       Sua localização: Rua Leônidas Melo, s/nº, centro.
 
Atendendo à necessidade de uma nova escola, em razão de o crescente número de alunos que procuravam a “Escola Municipal Círculo Operário”, o Centro Educativo Antônio Ferreira Neto foi inaugurado em 09 de março de 2009. A escola, bem localizada, atende a alunos de diversos bairros e do centro. Seu funcionamento está autorizado pela Resolução CME-PIRPIRI/PI 001/2001.
 
Quem foi Antônio Ferreira Neto?
 
 
Antônio Ferreira Neto (Ferreirinha) nasceu em Piripiri-PI, em 1919 e faleceu em 26 de abril de 2003. Filho de Aderson Alves Ferreira e de Dona Rosa Rezende Ferreira. Trabalhou com seu pai (comércio), com quem aprendeu preciosas lições de vida e adquiriu experiências para seguir seu próprio caminho, o que aconteceu em 1946, quando adquiriu a “Farmácia Ideal”. Foi casado com Hilda de Melo Ferreira, com quem teve os filhos: Diógenes, Aderson, Cláudia, Maria de Fátima, Wilson, Rosa Helena, Antônio Ferreira Júnior e Joana Paula.
Ferreirinha foi eleito Prefeito Municipal de Piripiri, comandando a cidade de 1973 a 1978.
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL ÍSIS CAVALCANTI
 
 
Inaugurado poucos dias após o centenário de Piripiri, em 07 de julho de 2010, o centro educativo do Bairro Flor dos Campos foi construído com recursos do FPM, ICMS, AM e FUNDEB. Atende aos alunos dos bairros Flor dos Campos e Vista Alegre.
 
Quem foi Ísis Cavalcanti?
 
Ísis Cavalcanti de Freitas, professora comprometida com a educação dos piripirienses. Ficou conhecida por suas aulas de preparação para o difícil e temido exame de admissão do ginásio José Narciso da Rocha Filho. O exame de admissão era uma espécie de vestibular local. Dona Ísis, Professora polivalente, dominava a matemática, ciências, línguas, história, geografia etc.
 
 
Estar sob sua orientação era vitória certa no exame. Os alunos, sob seus cuidados, realizavam duas provas: uma oral e a outra escrita.
Suas aulas eram ministradas numa pequena casa da Rua Padre Domingos, onde hoje funciona um mercadinho.
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL ALZIRA VIOLETA REZENDE CASTRO
 
 
Escola localizada na Rua Tinoca Rezende (irmã da homenageada Alzira Violeta de Rezende Castro), no Bairro Santa Maria, funcionando nas seguintes modalidades: Educação Infantil (Maternal, Pré I e Pré II) e Ensino Fundamental I.
Construído com recursos do FPM, ICMS, AM e FUNDEB, o centro educativo foi inaugurado no dia 18 de julho de 2010, funcionando em fevereiro de 2011. Seu slogan: “Educar, compromisso de todos!”.
 
Quem foi Alzira Violeta Rezende Castro?
 
Alzira Violeta Rezende Castro, filha de Domingos Coelho de Melo Rezende (Bugy) e de Dona Rita Rosa de Araújo, nasceu em 29 de julho de 1902, em Piripiri e faleceu na mesma cidade, no dia 04 de fevereiro de 1962. Diplomada professora pelo “Colégio Sagrado Coração de Jesus”, em Teresina-PI, lecionou nas Escolas Reunidas Padre Freitas e em escolas da Cidade de Pedro II-PI. Casou-se com Eulálio de Melo Castro, com quem teve os filhos: Alice e Reginaldo.
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL CAROLINA DE FREITAS LIRA
 
       Residencial Parque Petecas III, Bairro Petecas.
 
Escola inaugurada em 29 de janeiro de 2012, construída para atender a população infanto-juvenil do Bairro Petecas, mais precisamente dos Residenciais Parque Petecas I, II e III. Funcionando no turno diurno, nas modalidades do Ensino Infantil e Ensino Fundamental. Seu slogan: “Educar para formação da cidadania!”.
 
Quem foi Carolina de Freitas Lira?
 
Nascida no dia 16 de abril de 1923, em Piripiri, com o nome de Carolina de Freitas Lira, mas os amigos a chamavam carinhosamente de Iaiá. Dona Iaiá era trineta do Padre Freitas, sobrinha de Lolô Freitas e filha do casal José de Aguiar Freitas (Juca Freitas) e Filomena Passos Freitas (Dona Filó). Casou-se com Manoel Cipriano Lira, com quem teve oito filhos, entre eles, o piripiriense Átila de Freitas Lira.
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL DES. ANTÔNIO DE FREITAS REZENDE
 
       Sua localização: Campo das Palmas.
 
Centro educativo mais novo de Piripiri, foi construído para atender aos alunos de uma parte do centro, do Morro da Ana, do Morro da Saudade, do Bairro Caixa d’água e do Bairro Campos das Palmas.
 
Quem foi Antônio de Freitas Rezende?
 
 
Antônio de Freitas Rezende nasceu em Piripiri, no dia 30 de outubro de 1935 e faleceu em Teresina-PI, no dia 17 de setembro de 2009. Filho de João de Freitas Rezende e de Dona Maria da Graça Freitas Rezende. Iniciou seus estudos em Piripiri (primário). Fez o ginasial no Colégio Diocesano, na capital piauiense. Na mesma cidade (Teresina), concluiu o Ensino Médio. Formou-se em Direito, em 1962, pela extinta Faculdade de Direito do Piauí.
Foi Promotor de Justiça na Comarca de Esperantina-PI. Foi Juiz de Direito nas comarcas piauienses de Campo Maior, Alto Longá, Castelo do Piauí, Oeiras e Teresina. Foi desembargador e Presidente do Tribunal de Justiça do Piauí.
Foi um professor comprometido com o aprendizado de seus alunos. Lecionou nas cidades piauienses: Esperantina, Alto Longá, Campo Maior e Piripiri.
Antônio de Freitas Rezende foi condecorado com a “Comenda Juncal”, nossa maior honraria.
 
CRECHE PROINFÂNCIA ROMERITTO FRANCISCO ESCÓRCIO DE BRITO XIMENDES
 
       Sua localização: Campos das Palmas.
 
Apesar de inaugurada, ainda não está funcionando.
 
Quem foi Romeritto Francisco Escórcio de Brito Ximendes?
 
Romeritto Francisco Escórcio de Brito Ximendes nasceu no dia 28 de julho de 1992 e faleceu no dia 1º de julho de 2011. Era filho de Sebastião Escórcio de Brito e de Maria de Sousa Ximendes Escórcio Brito. Estudou até o 2º ano do Ensino Médio, no Colégio Maria José da Silva Melo.
 
Fonte de pesquisa  (não apenas da parte V, mas de todo o artigo): 
 
Para execução deste trabalho, foi de fundamental importância a pesquisa em livros (incluindo-se livros de Cartório), informações prestadas por estudiosos da nossa história, fotografias escaneadas de álbuns de família, salvas em facebook, fotografadas de quadros e feitas originalmente para este artigo.

Pesquisa feita nos seguintes livros: "Piripiri" e "O Padre Freitas de Piripiri", de Judith Santana; "Memórias de Piripiri", "Velhos Conterrâneos Luminosos" e "Nos Tempos do Coronel Thomaz Rebello", de Cléa Rezende Neves de Mello; "Ruas, Avenidas e Praças de Piripiri" e "Ponta-de-Rama", de Fabiano Melo; "Cronologia Histórica do Estado do Piauí", vol. 02, de F. A. Pereira da Costa;  "Pesquisas para a História do Piauí", vol. o4, de Odilon Nunes; "Professor Felismino Freitas - Educação como Missão e Vocação", de Maria Leonília de Freitas, Francisco Antonio Freitas de Sousa e Francisco Newton de Freitas; "Piripiri", publicação do Banco do Nordeste S/A; "PIRIPIRI - Piauí", monografia nº 625, publicada pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE; "Parabéns, Piripiri! 75 anos", publicação da Prefeitura Municipal de Piripiri; "Cada Rua, Sua História - Parnaíba", de Caio Passos; "100 Fatos do Piauí no Século XX", de Zózimo Tavares; “Antologia da Academia Piauiense de Letras”, de Wilson Carvalho Gonçalves; “Almanaque da Parnaíba” (1961), de Ranulpho Torres Raposo. “Revista Cidade Verde”, edição 042, de 09/10/2012; “Como o Sândalo – Virtudes e Méritos de Maria do Carmo Melo”, de Ana Maria Cunha; “Respingos na Caminha”, de Maria do Carmo Melo, “Sertões de Bacharéis – O Poder no Piauí entre 1759 e1889”, de Jesualdo Cavalcanti Barros.

Fotos, imagens, comentários em fotos de facebook, sugestão e informações prestadas pelos intelectuais: Armilo de Sousa Cavalcante, Auciomara Teixeira, João Cláudio Moreno, Adelaide Macedo, Maria da Conceição Oliveira de Almeida, Vicença Assunção Oliveira e Assunção, Joaquim Amâncio de Assunção, Fabiano Melo, Luiz Mário de Morais Getirana, Emília Maria Cruz, Zélia de Cruz Castro Bezerra de Melo, Edivar Gomes de Araújo, Raimunda Rocha e Silva, Francisco Newton de Freitas, Maria Daysée Assunção Lacerda, Lúcia Cruz Holanda, Zélia Marques, Antonio Ferreira Filho, Cléa Rezende, Leonor Melo, Emília Maria Cruz, Maria José Melo, Ana Assunção Oliveira Cunha, Maria da Anunciação Araújo Sousa, Luísa Sousa Lustosa Araújo, Leonor de Melo Rodrigues, Justina de Sousa Medeiros Oliveira, Maria dos Remédios Paiva Marques, Eugênio Leite Monteiro Alves, Rosemary Machado Oliveira.

Sites pesquisados:
http://www.ufpi.edu.br/subsiteFiles/ppged/arquivos/files/eventos/2006.gt10/GT10_2006_03.PDF → Marcelo de Sousa Neto (UESPI) Doutorando em História – UFPE; http://www.gterra.com.br/geral/governo-de-wellington-dias-fechou-40-escolas-no-piaui-29942.html; 
http://www.portalaz.com.br/noticia/geral/248445_professores_denunciam_manobra_para_fechar_escola_seduc_nega_acusacao.html;
http://www.180graus.com/blog-literario/o-s-f-u-n-d-a-d-o-r-e-s-baurelio-mangabeira-por-reginaldo-miranda-472410.html; http://www.camara.gov.br/internet/InfDoc/novoconteudo/legislacao/republica/Leisocerizadas/Leis1972v2.pdf
http://www.diariooficial.pi.gov.br/diario/200506/18813f2617262c2.pdf; http://www.jusbrasil.com.br/diarios/2665800/dou-secao-1-17-04-1957-pg-1/pdfView; http://www.famososquepartiram.com/2011/07/petronio-portela.html; http://csi.ati.pi.gov.br; 
www.colegiomariajosepi.com.br; http://www.educandariochristus.com.br; www.chrisfapi.com.br
http://www.tre-df.jus.br/institucional/conheca-o-tre-df/galeria-de-ex-presidentes/desembargador-joaquim-de-souza-neto
http://professorfranciscomello.blogspot.com.br/2010/06/mulheres-que-contribuiram-para-nossa_21.html
http://historiadopsc.blogspot.com.br/2010/09/todas-as-diretoras-do-patronato-sousa.htm
http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_19970822_ozanam_po.html
http://www.piracu

A História da Educação em Piripiri - Parte III

Por Evonaldo Andrade (piripirinaldo@bol.com.br)

() Comentários | | Postado por: Evonaldo Andrade em Almanaque de Piripiri

1968, 25 de março – Nesse ano, começa a funcionar a Escola Técnica de Comércio “Prof. Álvaro Ferreira”. Posteriormente, foi reconhecida pelo Conselho Estadual de Educação, passando a se chamar “Unidade Escolar do 2º Grau Professor Álvaro Ferreira”. Ato de autorização de seu funcionamento pela Resolução nº CEE 38/78. Reconhecida pelo Decreto nº 5.305, no dia 27 de janeiro de 1981.

Motivo de orgulho dos piripirienses, a Escola Técnica de Comércio lançou, no mercado de trabalho, inúmeros contabilistas de renome, em diversas cidades do Piauí e do Ceará.
 
Apesar de criada em 1968, só seria legalizada dez anos depois (13 de setembro de 1978).
 
Como nasceu a escola?
 
A criação da escola já estava prevista pelo “Estatuto da União Caixeiral de Piripiri”, reformado em 1966.
 
João Evangelista de Melo, cumprindo o que determinava o art. 4º, não mede esforços para fundar a escola técnica de comércio, que foi inaugurada em 1968.
 
 
A escola recebeu o nome do grande educador piripiriense Álvaro Ferreira. O professor Álvaro Ferreira era conhecido por sua eloquência e cultura. Para proferir uma aula de sapiência à altura do homenageado, coube ao Professor Raimundo Nonato Monteiro de Santana a execução de tão bela tarefa.
 
O primeiro prédio ocupado pela escola foi o antigo prédio do Banco do Brasil (hoje “Museu de Perypery”).
 
 

Em razão de a diretoria da entidade não pagar o aluguel do prédio, a escola é transferida para a casa em que morou Aristeu Tupinambá e Antônio Soares (Rua Felinto Resende). O prédio já havia sido a sede do escritório do DNOCS, Coletoria Estadual, agência Barroso e Casa de Peças São Cristóvão, de seu Adelino.

A Escola de Comércio volta novamente a ocupar o prédio do museu e, de lá, faz sua última mudança. A nova casa é o prédio da Unidade Escolar Espedito Resende, onde ocupa algumas salas de aula, no período noturno. Em 2000, a escola foi estadualizada e em 2003 foi extinta.
 
Enquanto ocupou o prédio da Unidade Escolar Espedito Resende, Os alunos da “Unidade Escolar de 2º Grau Prof. Álvaro Ferreira” usaram a mesma farda da escola anfitriã.
 
Quem foi Álvaro Ferreira?
 
 
Álvaro Alves Ferreira, um dos seis filhos do casal Antônio Alves Ferreira e Joana Paula Alves Ferreira, nasceu em Piripiri, em 22 de janeiro de 1892. Cirurgião-dentista pela Faculdade de Odontologia da Universidade da Bahia, jornalista, cronista, poeta, contista, e professor. Na educação – Fundou, com Felismino Freitas, o Colégio Castelo, em 1913 (Piripiri); foi diretor e lecionou Geografia no antigo “Liceu Piauiense”; ministrou aulas de Francês nos colégios “Sagrado Coração de Jesus” (Colégio das Irmãs) e “São Francisco de Sales” (Diocesano); foi diretor do “Instituto de Educação Antonino Freire” (Teresina-PI). No jornalismo – Além de presidir a “Associação Profissional dos Jornalistas do Piauí”, colaborou ativamente nos jornais: “Almanack Piauiense” (1937), “O Piauí” e “Geração” (1943), “Jornal do Comércio” (1947), “O Estado do Piauí”, “Folha da Manhã” (1958). Na literatura – é autor do livro de contos e crônicas “Da Terra Simples”, publicado em 1958. Pertenceu à Academia Piauiense de Letras (cadeira nº 26), à Academia Mafrensina de Letras e ao Cenáculo Piauiense de Letras (cadeira nº 18).
Álvaro Alves Ferreira, casado com Ormina Melo e pai de três filhos (Antônio, Álvaro e Maria da Piedade) faleceu em Teresina, em 08 de abril de 1963. O Governo do Estado prestou uma bonita homenagem à sua memória, dando seu nome a um ginásio, na capital piauiense. Em Piripiri, além da Unidade Escolar, Álvaro Ferreira foi homenageado com uma Praça que leva seu nome: Praça Álvaro Ferreira (também conhecida por Pracinha das Flores).
 
 
1970 – inaugurada em 26 de setembro, a Unidade Escolar “Des. José de Arimathéa Tito”.
 
 
Escola criada para atender um número cada vez maior de alunos, desafogando outras escolas, que estavam funcionando com a capacidade acima da permitida.
 
O nome do Desembargador José de Arimathéa Tito foi uma homenagem justa a um dos primeiros professores particulares de Piripiri.
 
Quem foi José de Arimathéa Tito?
 
 
José de Arimathéa Tito foi advogado, magistrado, jornalista, jurista, professor e poeta. Nasceu em Barras-PI, em 18 de março de 1887, filho único do casal Coronel Silvestre Tito Castelo Branco e de Dona Rosa Amélia de Castro Tito. Em 1904, matricula-se na Faculdade de Direito do Pará, transferindo-se, depois de um ano, para uma das mais famosas instituições de ensino do país, a Faculdade de Direito de Recife. Em 1909, Arimathéa Tito já está em Piripiri, exercendo a função de juiz distrital. Nesse mesmo ano, fundaria, em parceria com João de Freitas Filho (Lolô) e o Padre Joaquim Bezerra de Meneses, o “Instituto Arco-verde”. Em sua terra natal, José de Arimathéa fundou o “Ateneu São José”, foi Promotor de Justiça e juiz distrital, saindo para a capital do Estado, onde dirigiu o jornal “O Piauí” e foi professor catedrático de Direito Civil da Faculdade de Direito do Piauí. Membro da Academia Piauiense de Letras. Aposentou-se por decreto arbitrário de Interventor Federal, em 1939. Além de compor a letra do hino piripiriense, publicou os livros: “Um cidadão digno” (sobre o desembargador Esmaragdo de Freitas e Sousa), “Justiça Nacional” (estudos jurídicos) e “Sonetos” (publicação póstuma). Pertenceu ao Tribunal Regional Eleitoral. E ao Tribunal de Justiça do Piauí, onde ingressou em 1938. José de Arimathéa Tito foi casado duas vezes, sendo a segunda vez com Maria Edith Rezende Tito (filha de Domingos Coelho de Melo Rezende, o Bugy). Arimathéa Tito faleceu em Teresina, em 24 de março de 1963.
 
 
Sua localização: Praça Domingos Coelho de Melo, centro, em frente à 3ª GRE.
 
 
1971 – Unidade Escolar João Coelho de Rezende.
 
 
Em Piripiri já existia uma escola municipal com seu nome, situada na Av. Nélson Rezende (funcionava num galpão). A escola foi estadualizada em 27 de setembro de 1971, na administração do Prefeito Aderson Ferreira, que já havia construído o prédio, com recursos municipais. Suas instalações foram ampliadas nos anos de 1976, 1985, 1994 e 2013 (ainda em processo de ampliação). Por motivo da atual situação da escola (que está sendo ampliada), o colégio está funcionando, provisoriamente, na Unidade Escolar Cota Sampaio.
 
 
Quem foi João Coelho de Rezende?
 
 
João Coelho foi um piripiriense nascido em 1884 e falecido em 1954. Era filho do Tenente-Coronel Antônio Coelho de Rezende e de Dona Filomena Rosa de Melo. Foi Prefeito no período de 05 de maio de 1947 a 15 de janeiro de 1948. A despeito de seu temperamento, foi querido, odiado e temido por muitos, que creditavam a sua índole, estranhas lendas. Dele muito se falou, inclusive de sua rivalidade com o irmão e prefeito Nélson Coelho de Rezende. O certo mesmo era que João Coelho era um homem idôneo, sério, comprometido com sua palavra.
 
Construtor perfeccionista, destacou-se por edificar bonitas e elegantes casas. Era considerado, inclusive por engenheiros civis, como um autodidata da engenharia.
 
 
1971, 20 de maio – Piripiri ganha mais uma escola. A professora Maria da Silveira Sampaio é a homenageada, emprestando seu nome à Unidade Escolar Cota Sampaio.
 
 
Como surgiu a escola?
 
Preocupado com a educação das crianças pobres, em algumas áreas da cidade, Frei Francisco Pohlmann procurou o Secretário de Obras Públicas do Governo Alberto Silva (o piripiriense Murilo Rezende) e expôs a situação. Em acordo pactuado entre Paróquia e governo estadual, ficou acertado que ao Estado caberia metade das despesas e à Paróquia, o restante. A escola foi oficializada em 18 de setembro de 1972.
 
 
Sua localização: Rua Alírio de Oliveira e Silva, nº 400, Bairro Floresta.
 
Quem foi Maria da Silveira Sampaio?
 
 
Dona Cota Sampaio nasceu em Piripiri, no dia 23 de maio de 1879 e aqui mesmo faleceu, em 20 de junho de 1962. Filha de Antônio Raimundo da Silveira Sampaio e Jesuína Rosa da Silva Sampaio. Era professora particular, catequista e zeladora do Coração de Jesus. Foi muito bonita na mocidade, mas preferiu o amor a Jesus, rejeitando diversas propostas de casamento.
A árvore genealógica de Maria da Silveira Sampaio é bastante curiosa. Dona Cota era, pelo lado paterno, bisneta do Padre Freitas e, pelo lado materno, bisneta de Dona Lucinda Rosa de Sousa (1ª companheira do padre). Seu avô paterno (Raimundo de Freitas e Silva) era irmão de sua avó materna (Joana Paula da Silva).
Dona Cota Sampaio também pode ser da mesma família da segunda companheira de Padre Freitas, Dona Jesuína Francisca da Silva, que era filha de Antônio da Silveira Sampaio (mesmo sobrenome do avô materno de Dona Cota, Manoel da Silveira Sampaio). A menos que, neste caso, seja apenas coincidência.
 
 
Obs.:  Conforme está registrado no livro “Professor Felismino Freitas – Educação como missão e vocação” (Maria Leonília Freitas, Francisco Antonio Freitas de Sousa e Francisco Newton Freitas), O Padre Domingos de Freitas e Silva foi pai de quatorze filhos e não de doze. Em seu testamento, o sacerdote não mencionara as filhas mais velhas Lucinda Rita da Silva e Joana Paula da Silva, em razão de as mesmas já serem falecidas e por outras questões.
 
 
1971 – Fundada em 1971 e inaugurada em18 de abril de 1972, no Governo Alberto Silva, a Unidade Escolar Neném Cavalcante é uma merecida homenagem à Professora Raimunda de Barros Cavalcante.
 
 
Sua localização: Rua Ioiô Freitas, nº 132, Caixa d’água.
 
Quem foi Neném Cavalcante?
 
Raimunda de Barros Cavalcante, conhecida por Neném Cavalcante, é natural de Piripiri, onde nasceu em 03 de abril de 1889. Filha de José Felipe Cavalcante e de Dona Joviniana Bandeira Cavalcante. Estudou o curso pedagógico em Fortaleza. Lecionou em Piracuruca e Piripiri, onde assume, em 1930, a direção do Grupo Escolar Padre Freitas. Neném Cavalcante faleceu em 25 de janeiro de 1944.
Foram alunos da Professora Neném Cavalcante: Murilo Rezende, Judith Santana, Espedito Resende e Outros.
 
 
1974, agosto – A Unidade Escolar Auri Castelo Branco foi oficializada no mesmo ano de sua fundação (1974).
 
 
A escola em pouco tempo estava pequena para um grande número de alunos, sendo necessário, em 1978, o seu funcionamento em três turnos.
 
Este ano (2013), a Unidade Escolar Auri Castelo Branco foi municipalizada.
 
Sua localização: Rua Pedro II, nº 1744, Bairro Paciência.
 
Quem foi Aury Castello Branco?
 
 
Aury Castello Branco nasceu em Teresina-PI, no dia 03 de dezembro de 1908 e na mesma cidade faleceu, em 2010. Filha de Moysés Ferreira Castello Branco (funcionário do DNOCS) e de Dona Adelina de Souza Castello Branco.
Formou-se, em Teresina-PI, pela Escola Normal Antonino Freire, em 1925. Começou a lecionar no lugar “Novo Nilo”, município de União-PI, em 1926. Exerceu o magistério nas cidades piauienses de União, Parnaíba e Piripiri. Nesta última cidade, Dona Aury trabalhou por nove anos no Grupo Escolar Padre Freitas (sob a direção da Profª Neném Cavalcante). Aposentou-se em 14 de maio de 1958, na Cidade de Teresina, onde lecionava no Grupo Escolar Theodoro Pacheco.
Foi professora da Unidade Escolar Padre Freitas (na época da diretora Neném Cavalcante).
 
1974 - COMPLEXO ESCOLAR REGIONAL DE PIRIPIRI – criado pelo decreto nº 1722, de 13 de dezembro de 1974.
 
 
O Complexo, “nave-mãe” das escolas estaduais, em seus 38 anos de existência, mudou “de nome” duas vezes (3ª DRE – Diretoria Regional de Educação e, atualmente, 3ª GRE - Gerência Regional de Educação).
 
A principal mudança, entretanto, foi uma “divisão” municipal, utilizada para “equilibrar” as forças políticas de Piripiri, em certo período de sua história. Essa divisão limitou a área de abrangência do antigo Complexo.
 
Com a mudança, o órgão original denominou-se “Complexo Regional Piripiri I” e a nova entidade ficou conhecida como “Complexo Escolar Piripiri II”.
 
As competências: ao Complexo Regional Piripiri I, coube uma parte das escolas locais e os colégios das cidades subordinadas ao órgão; ao Complexo Escolar II, uma parte das escolas urbanas de Piripiri.
 
A 3ª GRE (localizada na Praça Domingos Coelho de Melo Rezende, nº 801, centro) representa dez cidades do norte piauiense. Em ordem alfabética: Brasileira, Capitão de Campos, Domingos Mourão, Lagoa de São Francisco, Milton Brandão, Pedro II, Piracuruca, Piripiri, São João da Fronteira e São José do Divino.
 
 
1977 – A Unidade Escolar Aderson Alves Ferreira, fundada em 1977, foi oficializada em 01.03.1978. A escola funcionava no prédio que pertenceu ao Hospital Regional Chagas Rodrigues e, por isso, era chamada, pelos alunos, de “Hospital Velho”. Hoje, o prédio pertence à Universidade Estadual do Piauí (Uespi).
 
 
Quem foi Aderson Alves Ferreira?
 
 
Aderson Ferreira nasceu em Piripiri, em 24 de dezembro de 1897, filho de Antonio Alves Ferreira e de Dona Joana Paula Alves Ferreira. Casou-se com Rosa de Rezende Ferreira, com quem teve os seguintes filhos: Helena, Antonio (Ferreirinha), José de Calazans, Elza, Aderson, Rita, Maria da Glória, Carlos Alberto (Carlito) e Zélia. Foi um grande comerciante e político de renome. Aos vinte anos já era Conselheiro Municipal. Em 1928, foi Intendente Municipal, substituindo, por dois anos, o Coronel Thomaz Rebello, seu grande amigo. Prefeito municipal (1945/1946, 1951/1955, 1959/1963, 1967/1970). Atribui-se a ele o pioneirismo do cinema em Piripiri (Cine Éden, inaugurado em 1940).
Algumas de suas realizações: Usina Elétrica de Piripiri; construção da primeira área calçada de Piripiri; construção da estrada Piripiri-Batalha (convênio entre as prefeituras das duas cidades e governo estadual); inauguração do mercado público e matadouro, entre outras obras importantes em nossa cidade.
 
 
Aderson Ferreira faleceu em 26 de fevereiro de 1975.
 
Aderson Ferreira também foi homenageado com uma escola na localidade São José, em 1987.
 
1977, 24 de outubro – Unidade Escolar Embaixador Espedito Resende.
 
 
A Escola Espedito Resende (conhecida por científico) começou a funcionar em 1977, no prédio da Unidade Escolar José de Arimathéa Tito. Foi mais uma conquista do Professor Omar Resende, que tanto batalhou para a implantação dessa escola.
Em seu início foi uma escola profissionalizante, ofertando o curso: “Habilitação Básica em Agropecuária”.
 
 
Pelo decreto nº 4.254, de março de 1981, foi denominada “Unidade Escolar Embaixador Espedito Resende”; autorizada seu funcionamento pelo decreto nº 5.305, em 17/01/1983. Resolução nº CEE 002/85.
 
 
   Quem foi Espedito de Freitas Resende?
 
 
Espedito Resende nasceu em Piripiri, em 22 de outubro de 1923, filho de Cassiano Coelho de Resende e de Dona Benedita de Aguiar Freitas e faleceu em Roma (Itália), em 21 de fevereiro de 1981. Foi aluno da Professora Neném Cavalcante. Estudou em Teresina, no Colégio Diocesano; no Colégio Lafayette, no Rio de Janeiro-RJ. Bacharelou-se em Direito pela Universidade do Rio de Janeiro e diplomou-se pelo Instituto Rio Branco. Nomeado Diplomata em 1950. Foi Embaixador do Brasil em: Assunção (Paraguai); Buenos Aires (Argentina); Roma (Itália); Bruxelas (Bélgica); Santiago (Chile). Foi Chefe da Divisão da América Meridional, Secretário Geral Adjunto para Organismos Regionais Americanos e Embaixador do Brasil junto à Santa Sé.
 
 
Foi com o seu prestígio de Embaixador (junto à Santa Sé) que o piripiriense Espedito Resende conseguiu que o Papa João Paulo II visitasse o Piauí. Espedito Resende foi casado com Magdalena Tudor Rezende (falecida em 05 de dezembro de 1995). O casal teve apenas uma filha: Maria Cecília Benedicta de Rezende.
 
 
1980, 29 de fevereiro – Inauguração da Escolinha Pinguinho de Gente.
 
 
A ideia da criação da escolinha partiu das professoras Maria José da Silva Melo e Maria Geysha Sousa Rego, que preocupadas em oferecer uma boa educação às crianças piripirienses e de cidades vizinhas, criam a “Escolinha Pinguinho de Gente” (jardim de infância a 4ª série).
 
Localizada na Rua Santos Dumont, nº. 1211, centro, a escolinha escolheu o nome “Pinguinho de Gente” por causa do “tamanho pequenino” dos alunos.
 
A direção do colégio resolveu mudar o nome (Pinguinho de Gente) após o fatídico dia 16 de julho de 1990, data em que a Professora Maria José da Silva Melo (a tia Mazé dos pequeninos), deixou, muito cedo, este mundo, a pedido do Pai Celestial. A família, consternada, num gesto de amor e reconhecimento, prestou uma bonita homenagem à memória de tão dedicada professora, substituindo, em 1991, o antigo nome do estabelecimento por “Colégio Maria José da Silva Melo”.
 
Hoje, a sede do Colégio Maria José está localizada na mesma rua (Santos Dumont), no imóvel de nº. 1300, em bonito e moderno prédio, oferecendo à população piripiriense uma educação de qualidade, do maternal ao Ensino Médio. A escola também oferece, em parceria com o “Grupo CEV”, de Teresina, curso pré-vestibular.
 
 
Quem foi Maria José da Silva Melo?
 
 
Maria José da Silva Melo, professora por vocação, nasceu em Piripiri, em 08 de fevereiro de 1945, filha do casal José Moreno da Silva e Raimunda Maria da Silva. Estudou no Padre Freitas, onde fez o antigo primário. O ginásio e o normal foram concluídos na “Escola Normal São José” (o Colégio das Irmãs). Casou-se com Altino Melo. A professora Mazé Silva faleceu no dia 16 de julho de 1990, aos 45 anos de idade.
 
Em breve "A História da Educação em Piripiri - Parte IV".
 
Fonte de pesquisa  (não apenas da parte III, mas de todo o artigo): 
 
Para execução deste trabalho, foi de fundamental importância a pesquisa em livros (incluindo-se livros de Cartório), informações prestadas por estudiosos da nossa história, fotografias escaneadas de álbuns de família, salvas em facebook, fotografadas de quadros e feitas originalmente para este artigo.

Pesquisa feita nos seguintes livros: "Piripiri" e "O Padre Freitas de Piripiri", de Judith Santana; "Memórias de Piripiri", "Velhos Conterrâneos Luminosos" e "Nos Tempos do Coronel Thomaz Rebello", de Cléa Rezende Neves de Mello; "Ruas, Avenidas e Praças de Piripiri" e "Ponta-de-Rama", de Fabiano Melo; "Cronologia Histórica do Estado do Piauí", vol. 02, de F. A. Pereira da Costa;  "Pesquisas para a História do Piauí", vol. o4, de Odilon Nunes; "Professor Felismino Freitas - Educação como Missão e Vocação", de Maria Leonília de Freitas, Francisco Antonio Freitas de Sousa e Francisco Newton de Freitas; "Piripiri", publicação do Banco do Nordeste S/A; "PIRIPIRI - Piauí", monografia nº 625, publicada pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE; "Parabéns, Piripiri! 75 anos", publicação da Prefeitura Municipal de Piripiri; "Cada Rua, Sua História - Parnaíba", de Caio Passos; "100 Fatos do Piauí no Século XX", de Zózimo Tavares; “Antologia da Academia Piauiense de Letras”, de Wilson Carvalho Gonçalves; “Almanaque da Parnaíba” (1961), de Ranulpho Torres Raposo. “Revista Cidade Verde”, edição 042, de 09/10/2012; “Como o Sândalo – Virtudes e Méritos de Maria do Carmo Melo”, de Ana Maria Cunha; “Respingos na Caminha”, de Maria do Carmo Melo, “Sertões de Bacharéis – O Poder no Piauí entre 1759 e1889”, de Jesualdo Cavalcanti Barros.

Fotos, imagens, comentários em fotos de facebook, sugestão e informações prestadas pelos intelectuais: Armilo de Sousa Cavalcante, Auciomara Teixeira, João Cláudio Moreno, Adelaide Macedo, Maria da Conceição Oliveira de Almeida, Vicença Assunção Oliveira e Assunção, Joaquim Amâncio de Assunção, Fabiano Melo, Luiz Mário de Morais Getirana, Emília Maria Cruz, Zélia de Cruz Castro Bezerra de Melo, Edivar Gomes de Araújo, Raimunda Rocha e Silva, Francisco Newton de Freitas, Maria Daysée Assunção Lacerda, Lúcia Cruz Holanda, Zélia Marques, Antonio Ferreira Filho, Cléa Rezende, Leonor Melo, Emília Maria Cruz, Maria José Melo, Ana Assunção Oliveira Cunha, Maria da Anunciação Araújo Sousa, Luísa Sousa Lustosa Araújo, Leonor de Melo Rodrigues, Justina de Sousa Medeiros Oliveira, Maria dos Remédios Paiva Marques, Eugênio Leite Monteiro Alves, Rosemary Machado Oliveira.

Sites pesquisados:
http://www.ufpi.edu.br/subsiteFiles/ppged/arquivos/files/eventos/2006.gt10/GT10_2006_03.PDF → Marcelo de Sousa Neto (UESPI) Doutorando em História – UFPE; http://www.gterra.com.br/geral/governo-de-wellington-dias-fechou-40-escolas-no-piaui-29942.html; 
http://www.portalaz.com.br/noticia/geral/248445_professores_denunciam_manobra_para_fechar_escola_seduc_nega_acusacao.html;
http://www.180graus.com/blog-literario/o-s-f-u-n-d-a-d-o-r-e-s-baurelio-mangabeira-por-reginaldo-miranda-472410.html; http://www.camara.gov.br/internet/InfDoc/novoconteudo/legislacao/republica/Leisocerizadas/Leis1972v2.pdf
http://www.diariooficial.pi.gov.br/diario/200506/18813f2617262c2.pdf; http://www.jusbrasil.com.br/diarios/2665800/dou-secao-1-17-04-1957-pg-1/pdfView; http://www.famososquepartiram.com/2011/07/petronio-portela.html; http://csi.ati.pi.gov.br; 
www.colegiomariajosepi.com.br; http://www.educandariochristus.com.br; www.chrisfapi.com.br
http://www.tre-df.jus.br/institucional/conheca-o-tre-df/galeria-de-ex-presidentes/desembargador-joaquim-de-souza-neto
http://professorfranciscomello.blogspot.com.br/2010/06/mulheres-que-contribuiram-para-nossa_21.html
http://historiadopsc.blogspot.com.br/2010/09/todas-as-diretoras-do-patronato-sousa.htm
http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_19970822_ozanam_po.html
http://www.piracuruca.com/capitulotexto.asp?codigo=49&codigo1=Revista%20Ateneu%20-%20N%B0%201
http://www.noticiasdeurucui.com.br/noticias/saiba-quais-as-melhores-escolas-publicas-do-piaui-segundo-o-ideb-2011-10560.html
http://www.cidadeverde.com/seduc-premia-75-escolas-que-tiveram-acima-da-media-no-ideb-e-enem-62109
http://www.piaui2008.pi.gov.br/impressao.php?id=14316

 


A História da Educação em Piripiri - Parte II

Por Evonaldo Andrade (piripirinaldo@bol.com.br)

() Comentários | | Postado por: Evonaldo Andrade em Almanaque de Piripiri

Para o leitor que acessa pela 1ª vez a página, o “Almanaque de Piripiri” informa que a “Parte I” de “A História da Educação em Piripiri” contém informações importantes sobre as escolas e professores de Piripiri. Trata-se de um pequeno estudo da história de Piripiri, desde a primeira Escola, do Padre Freitas até as atuais. A Parte I do artigo se encerra com parte da história da Escola Operária Pires Rebelo.

Todas as escolas estudadas foram importantes para nosso desenvolvimento, entretanto, destacamos duas, que tiveram vital importância para o progresso desta Cidade: o “Grupo Escolar Padre Freitas”, onde estudaram grandes nomes da História e Literatura Piauiense  e o “Patronato  Santa Catarina Labouré”, entidade que formou milhares de professores e professoras da região norte piauiense e cidades vizinhas do Estado do Ceará.

Sobre as duas fotos acima, estudantes do Grupo Escolar Padre Freitas usando a tradicional farda da escola, adotada durante anos.

Levando em conta as seguintes considerações sobre os homenageados: Frei Solano Kühn (na Paróquia de 1955 a 1958), Joaquim Canuto de Melo (homenagem póstuma; falecido em 1957) Juiz Sílvio Marques Meireles (na Comarca de 1956 a 1960), o Almanaque acredita que o convite acima seja do ano de 1957 ou 1958.

Sobre a foto acima, três nomes importantes da educação piripiriense: Tia Zélia, Profª Paiva e Irmã Ângela, durante as comemorações  do Cinquentenário do Patronato Santa Catarina Labouré.

CONTINUAÇÃO DA PARTE I: ESCOLA OPERÁRIA PIRES REBELO.

Para caracterizar os escravos, os alunos se “lambuzavam” de óleo diesel e passavam a fumaça de candeeiro no corpo. A fuligem, misturada ao óleo, resultava numa cor negra brilhante. Por ser uma mistura difícil de ser removida, a professora passou a usar carvão vegetal, que era facilmente removido.

A primeira diretora da Escola Operária Pires Rebelo foi Marieta Nunes, a segunda foi Zélia Marques de Oliveira. Marieta e Zélia também foram professoras, a exemplo de Dona Maria das Dores Oliveira, que foi diretora e professora da escola. Outras professoras: Maria José de Melo, Maria do Carmo Andrade, Heloísa Pereira.
Zélia Marques de Oliveira é filha de Acelino Marques de Oliveira e de Dona Carmen Rodrigues de Sales. Nasceu no dia 07 de setembro de 1931, na localidade Flor do Norte, município de Piracuruca-PI.
 
 
Maria José de Melo é filha de Patriotino Benício de Melo e de Dona Lina de Melo Medeiros. Nasceu em Piripiri, no dia 11 de maio de 1939. Começou a lecionar na Escola Operária Pires Rebelo, onde era auxiliar da Professora Marieta. Profª Mazé lecionou nos melhores colégios de Piripiri, cativando os alunos por sua inteligência e dinamismo. Dona Maria José de Melo é catequista da Capela “Menino Jesus de Praga” e pertence ao Apostolado da Oração. É viúva de Horácio de Brito Melo. Apesar de não ter tido filhos, criou alguns sobrinhos.
 
Quem foi Pires Rebelo?
 
José Pires Rebelo era filho do casal Thomaz Rebello de Oliveira Castro e Dona Lina Cassianna de Sampaio Rebello. Nasceu na Villa de Peripery, em 1877. Engenheiro civil, intendente de Teresina, Deputado Federal, Senador da República, membro da Academia Piauiense de Letras. Pires Rebelo faleceu na Cidade do Rio de Janeiro, em 1947.
 

 
Era comum, em meados do século XX, a criação de escolas municipais que funcionavam na casa dos professores. O professor recebia da prefeitura, além do salário, uma verba para a compra da merenda escolar. O Município economizava com isso, pois não pagava aluguel nem construía o prédio da escola, não gastava com reforma e não pagava os demais funcionários de uma escola (vigia, zeladora, merendeira...). Um exemplo disso foi a criação das escolas municipais: Getúlio Vargas, Murilo Braga e Dr. Francisco Freire de Andrade.
 
ESCOLA MUNICIPAL PRESIDENTE GETÚLIO VARGAS – O colégio (de responsabilidade do município) ficou conhecido por “Escolinha de Seu Henrique Freitas”, por funcionar em uma de suas casas, na Rua São Francisco.
 
 
Henrique de Freitas Aguiar e Silva – Neto do Padre Freitas, nasceu em Piripiri, no dia 15 de novembro de 1890. Filho de Henrique de Freitas e Silva e de Dona Justina da Conceição de Moraes Aguiar. Casou-se em 20/04/1921, às 17h00min, nesta cidade de Piripiri-PI, na Rua do Comércio, em sua própria residência, com Aliques de Oliveira e Silva, que lhe deu três filhos: Raimundo Nonato, Elias Moacir e Maria do Amparo. Viúvo, casou-se com Antônia Bernardino.
 
 
Foram professoras da Escola Municipal Getúlio Vargas: Maria da Anunciação Araújo Sousa (Dona Nuncy), Madalena, Elza Sampaio (além de outras).
 
Maria da Anunciação Araújo Sousa (Dona Nuncy) - Nascida em Piripiri, no dia 13 de novembro de 1931. Filha de Manoel Ângelo de Araújo (Manoel Jovino) e de Dona Maria da Penha Araújo. Viúva de Francisco Ferreira de Sousa, com quem teve sete filhos: Maria dos Remédios, Francisco de Assis, Francisco Manuel, Raimundo Nonato, Inês Maria, José Henrique e Regina Célia. Começou a lecionar na localidade Angical do “Nelo”, de 1956 a 1958. Em 1959, foi nomeada professora da Escola Municipal Getúlio Vargas, onde permaneceu até 1961. Dona Nuncy conta que, para lecionar, fez o “Curso de Admissão”, do Padre Raul Formiga.
 
 
O “Curso de Admissão”, criado pelo Padre Raul Formiga, tinha duração de um ano e funcionava na Rua Felinto Rezende, numa casa (já demolida) onde nasceu o Professor Giovani.
 
 
Quem foi Getúlio Vargas?
 
Getúlio Dorneles Vargas - Nasceu em São Borja-RS, em 1882 e faleceu (suicídio) no Rio de Janeiro-RJ, em 1954. Presidente do Brasil (1930/1945 e 1951/1954). Foi um bom presidente para os trabalhadores brasileiros, que, em seu governo, foram agraciados com a limitação da jornada de trabalho, 13° salário entre outros benefícios.
 
 
ESCOLA MUNICIPAL MURILO BRAGA – De início, funcionou no final da Rua 18 de Setembro, em uma casa que não mais existe.
 
 
Depois, a escola foi transferida para a Rua Professor Bem, numa casa de propriedade do Sr. José Amâncio de Assunção, que também foi demolida.
 
 
A casa da Rua Professor Bem, de n° 1175, era alugada ao Sr. Clóvis Lustosa de Araújo, que a dividia com sua família e a Escola Municipal Murilo Braga.
 
 
A escola funcionava na sala da frente da casa de Seu Clóvis. Na sala ampla, havia dois quadros-negros, pendurados em paredes opostas. Duas professoras ministravam, ao mesmo tempo, assuntos diferentes. Dois grupos de alunos se posicionavam em sentidos contrários: um grupo para cada professora.
 
 
 
Foram professoras da Escola Municipal Murilo Braga: Maria José de Aguiar Melo (Dona Mazé, professora e diretora) Luísa Sousa Lustosa Araújo (Dona Lula), Higina Rosa de Melo Silva (Dona Gina), Leonor de Melo Rodrigues, Ozita Sousa Melo e Sônia de Morais Belo (além de outras).
 
 
Quem foi Murilo Braga?
 
Murilo Braga de Carvalho nasceu no dia 08 de dezembro de 1911, na Cidade de Luzilândia-PI e faleceu em abril de 1952, na região amazônica, em acidente aéreo, a bordo do avião “Presidente" (Pan American), com destino aos Estados Unidos, onde Murilo Braga iria representar a nação brasileira em um Congresso Internacional de Educação. Bacharelou-se em Direito pela antiga Universidade do Brasil (hoje, Universidade Federal do Rio de Janeiro), mas nunca exerceu a profissão. Por sua competência e dinamismo, seu nome estava muito cogitado para ser o próximo Ministro da Educação do Governo Vargas. Seu nome foi usado para ser patrono em várias escolas do Brasil.
 
 
ESCOLA MUNICIPAL DR. FRANCISCO FREIRE DE ANDRADE – A escola, que funcionou até 1973, ocupava uma casa na Rua Pedro II. A casa não mais existe, em seu local foi construída a Unidade Escolar Auri Castelo Branco.
 
Foram professoras da Escola Municipal Dr. Francisco Freire de Andrade: Justina de Sousa Medeiros Oliveira (professora e diretora), Rita Sampaio, Maria das Graças, Edna, Maria do Socorro Barroso, Maria de Fátima e Luzimar (além de outras).
 
Justina de Sousa Medeiros Oliveira nasceu no lugar Mulungu, deste município de Piripiri-PI, no dia 24 de setembro de 1931. Filha de Joaquim de Sousa Leão e de Dona Cirina Rodrigues de Medeiros. Começou a lecionar na Escola Municipal Dr. Francisco Freire de Andrade em 1966, permanecendo até o fim das atividades da citada escola, em 1973.
 
Quem foi Francisco Freire de Andrade?
 
A seu respeito pouco sabemos. Apenas que foi um médico que trabalhou na campanha da vacinação contra a varíola (informação prestada por Dr. Antenor à Professora Justina de Sousa Medeiros Oliveira).
 
ESCOLA PARTICULAR SÃO JOSÉ
 
Escolinha de reforço situada na Praça Estévão Rabelo. A Praça Estévão Rabelo nunca existiu, a não ser em uma placa afixada na “Farmácia Lux”, esquina da Rua Felinto Rezende com a Rua 18 de Setembro. A praça era um terreno baldio, onde foi construído o prédio dos Correios.
 
 
A escola funcionou em uma casa que não mais existe. Parte da casa foi demolida, ficando a parte intacta para ser a sede da Escola São José e a parte demolida (onde funcionou um comércio do Sr. Nestor Bezerra) foi reconstruída por Vicente Amâncio de Assunção para nela ser instalada a “Farmácia Lux”, de Joaquim Amâncio de Assunção. O prédio da farmácia e a casa em que funcionou a escola foram demolidos. Em seu lugar, foi construído um prédio, usado por uma loja de eletromóveis.
 
A escola, criada possivelmente na década de 50, era de responsabilidade da Srª Luíza Assunção, a única professora. Foram alunos da escolinha: Luiz Cavalcante Menezes, Audir Assunção e muitos outros piripirienses que tiveram o privilégio de serem ensinados por uma das maiores educadoras de Piripiri.
 
 
1957 – A Paróquia cria o “Jardim de Infância Jesus Menino”. A Irmã Maria José Barbosa foi uma das professoras. A escolinha teve papel importante na sociedade piripiriense, pois preparava os alunos para as séries iniciais do primário, uma inovação na época. Sua localização: Avenida Tomaz Rebelo, no prédio da “Fm Família”, antiga sede do JAC (Jovens Amigos de Cristo).
 
 
Obs.: Observa-se, na foto acima, a Irmã Mazé em seu traje habitual. Pelo Concílio Vaticano II (1962/1965), foi determinado que o uso do hábito não seria mais uma exigência.
 
 
 
 
Começava a década de 60. Piripiri estava alheio ao que acontecia no mundo (corrida espacial, Guerra Fria, crise dos mísseis de Cuba etc.), mas sabia que a vizinha Cidade de Piracuruca possuía um ginásio desde 1957.
 
1961, 04 de março – Resultado dos esforços de dois grandes piripirienses, Aderson Alves Ferreira e Omar de Andrade Resende, surge o GINÁSIO JOSÉ NARCISO DA ROCHA FILHO. Omar Resende e Aderson Ferreira, empreendedores natos, realizam o sonho da população jovem de Piripiri. Com o esforço de amigos, da Professora Raimunda Pinheiro de Rezende (Dona Yá) e uma ajuda no valor de Cr$ 100.000,00 (cem mil cruzeiros), cheque ofertado pelo Governador Chagas Rodrigues, Piripiri ganhava o tão sonhado ginásio, o “Ginásio José Narciso da Rocha Filho”. O ginásio funcionou de forma particular até 1965, ano em que foi estadualizado. O Prefeito Aderson Ferreira muito ajudou, cedendo, inclusive, o prédio da prefeitura, que serviu, nos primeiros anos, como endereço do Ginásio. Em 1967, o ginásio ganharia prédio próprio.
 
 
A Prefeitura de Piripiri, no período em que seu prédio serviu de sede para o Ginásio José Narciso da Rocha Filho, funcionou na casa de seu Bidoca Freitas, na esquina das ruas “Padre Domingos” e “Coronel Antônio Coelho”, de onde foi transferida para uma casa entre a Igreja Batista e a casa do Sr. Jerônimo Bezerra. A casa, antiga e simples, não possuía banheiro.
 
Na inauguração do ginásio, Álvaro Alves Ferreira proferiu a belíssima “Oração da Sapiência” (oratio sapientiae). Do belo e longo texto, vale a pena recordar o seguinte excerto: “Sr. Diretor. Em nada contribui para a criação deste Ginásio. Um pedido, porém, eu tomo a liberdade de fazê-lo. A V. Excia. Entrego o original desta arenga, rogando que seja arquivado nesta Casa para, quando um dia se fizer a história deste educandário sob sua competente direção, meu nome não seja de todo olvidado, e fiquem as gerações que hão de vir certas de que um piripiriense, que reside na capital do Estado, tomou parte na abertura do primeiro ano letivo do Ginásio José Narciso da Rocha Filho. Em 4/3/1961.” (O grifo é nosso).
 
 
Em 13 de dezembro de 1964, a primeira turma faz merecida homenagem ao primeiro diretor do ginásio. Colava grau a “Turma Professor Omar Resende”.
 
 
No ano seguinte (09 de abril de 1965), o Ginásio foi estadualizado. A solenidade contou com a presença do Governador Petrônio Portela, que presenteia a escola com um belo prédio, que foi concluído em 1967. 
A construção do prédio veio em boa hora, pois o Tenente-Coronel Antonio de Andrade Poti (interventor municipal no período de 18 a 31 de janeiro de 1967), "exigiu" de volta o prédio da Prefeitura.
 
 
Na gestão da superintendente Maria Zuíla Augusto de Rezende, o ginásio muda o nome para Unidade Escolar José Narciso da Rocha Filho, mas a população continuaria a chamar, carinhosamente, de “Ginásio José Narciso”, a grande escola de Piripiri.
 
 
Dois grandes professores ficaram na memória dos estudantes do Ginásio José Narciso: Erandi Cavalcante Menezes e Antônio Giovani Alves de Sousa.
 
Professora Erandi e Professor Giovani são considerados, por muitos professores e outros intelectuais piripirienses, os melhores mestres de Língua Portuguesa em nossa cidade.
 
Obs.: Os alunos do Ginásio José Narciso da Rocha Filho criaram a UPES (União Piripiriense de Estudantes Secundaristas), entidade filiada a UBES (União Brasileira de Estudantes Secundaristas). Foram responsáveis pela criação da UPES: Antonio Ferreira Filho, Ariosvaldo Assunção, Antônio Neto, Tarcísio e Outros.
 
O desempenho da escola:
→ 26/07/10 - Entre as 10 melhores escolas da rede estadual, duas são de Teresina. Merecendo destaque a Unidade Escolar José Narciso da Rocha, que obteve 583,14. A escola localizada em Piripiri com 180 alunos matriculados no ensino médio.
 
 
→ IDEB Ensino Fundamental Regular – Séries Finais (5ª a 8ª séries) Média Nacional 4,0
 
 
→ Melhores escolas públicas do Piauí segundo o IDEB 2011
MELHORES ESCOLAS PÚBLICAS DE 6º A 9º ANOS DO PIAUÍ
 
 
Vencedora do Prêmio “Gestão Escolar 2003”, a Unidade Escolar José Narciso recebeu oito mil reais (R$ 8.000,00) e os diplomas de “Escola Referência Estadual em Gestão” e “Liderança Estadual em Gestão Escolar”. O diretor da escola ganhou ainda, pela conquista do prêmio, uma viagem, com mais vinte e seis diretores (representantes de cada estado brasileiro) para os Estados Unidos, onde conheceram a metodologia do ensino e modelo de gestão escolar usados naquele país.
 
Quem foi José Narciso da Rocha Filho?
 
Brilhante empresário, comerciante de visão, começou sua vida profissional em Piracuruca-PI (onde nasceu em 25 de abril de 1879). Comprava gado de várias localidades piauienses (inclusive de Piripiri). Embarcava as boiadas em Amarração (hoje Luís Correia), com destino a Belém, Estado do Pará. Em 1907 já estava em Parnaíba-PI, onde instalou a “Loja Iracema” (razão social “J. Narciso & Cia”), que, em 1924, já era a “Narciso, Machado & Trindade”. Foi Intendente Municipal de Parnaíba por duas vezes, de 1921 a 1928. Foi um bom administrador, trazendo máquinas importadas da Alemanha para a nova Usina Elétrica, ampliando sua área de atuação; construiu o armazém de inflamáveis; aumentou o cais; reconstruiu o mercado de carne; instalou a Delegacia de Higiene; construiu várias estradas vicinais, facilitando a vida dos parnaibanos. Foi um administrador voltado para a educação, construindo o Grupo Escolar Miranda Osório, instalando os grupos escolares “José Narciso” e “Luiz Galhanoni”, além de patrocinar a fundação do Ginásio Parnaibano e a Escola Normal de Parnaíba. Foi Deputado Estadual em 1935. Construiu, com seu próprio recurso, um Hospital, anexo à Santa Casa de Misericórdia, mas faleceu antes de sua inauguração. A nova casa de saúde recebeu seu nome (Hospital José Narciso), homenageando-lhe também com uma placa de bronze, onde se lê: “Este Hospital foi doado à Parnaíba pelo benemérito piauiense José Narciso da Rocha Filho”. Casou-se em 14 de julho de 1906, com Dona Cassiana Pires Rebelo (bela jovem de 24 anos, filha do Coronel Thomaz Rebello de Oliveira Castro e Dona Lina Cassiana de Sampaio Rebello).
 
Viúvo, casa-se novamente com outra piripiriense, a Srª. Antonieta Andrade de Rezende (que passou a se chamar Antonieta de Rezende Rocha), filha do Coronel Sesóstris Coelho de Rezende. José Narciso não deixou filhos. Faleceu em Parnaíba, no dia 13 de abril de 1951.
 
 
1963 – Em março é criada a Escolinha Paroquial Frei Jordão. A escola foi mais um dos empreendimentos dos padres franciscanos em Piripiri.
 
 
Antes de falarmos da história da escolinha Frei Jordão, é necessário que se conte uma lição de vida muito bonita. Dona Gonçala Rodrigues de Moraes Sousa (Yayá Moraes), falecida em 19 de agosto de 1952, costumava dizer que quando morresse, sua casa seria doada para “Nossa Senhora dos Remédios”. Sua vontade foi atendida por seus filhos, que também exigiram que, na casa, deveria funcionar uma escola doméstica para moças pobres, uns dos desejos de Dona Gonçala.
 
Em primeiro de março de 1953, na casa que fora de Yayá Morais, situada na Rua 24 de Janeiro (hoje, Rua Vicente Amâncio de Assunção) começa a funcionar a “Escola Doméstica Yayá Moraes”, num bonito gesto de desapego a bens materiais dos filhos da homenageada, que doaram a propriedade à Paróquia de Piripiri. A escola foi reconhecida pelo município, através do Decreto nº 13, do dia 17 de agosto do mesmo ano (1953).
 
Em 1963, o prédio é ampliado e adaptado para acomodar uma escola para crianças, do antigo curso primário, outrora denominado 1º grau menor. Nascia aí, a “Escolinha Frei Jordão”.
 
 
 
A direção do colégio foi entregue à Irmã Marta, que o dirigiu por vários anos. Quando Irmã Marta deixou Piripiri, passou a direção para Irmã Natalina, que contou com o apoio da Professora Remédios Cruz. Conceição de Sales Cruz era diretora da escola, quando a Paróquia requisita o prédio, em 1989, ano em que a Escolinha Frei Jordão deixou de existir.
 
 
Quem foi Yayá Moraes e quem foi Frei Jordão?
 
Yayá Moraes era a forma carinhosa como era tratada a Srª. Gonçala Rodrigues de Moraes Sousa, nascida em Piripiri, em 17 de agosto de 1881 e falecida em Recife-PE, em 30 de junho de 1946. Era filha de Alexandre Rodrigues de Moraes Sousa e Maria Francisca de Meneses. De seu casamento com Benjamin Alves da Costa (Guarda-fios dos Correios), nasceram os filhos Otávio, João Batista, José, Ester, Madá, Conceição, Edith, Gracy e Inês
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Seis anos após sua morte (1952), seus filhos doaram a casa da família para a Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios.
 
Frei Jordão Henrique Mai nasceu em Buer Vestfália, Alemanha, em primeiro de setembro de 1866. Pobre e com muitos irmãos, aprendeu cedo as profissões do pai, que era artesão, seleiro, curtidor, marchante e agricultor. Frei Jordão faleceu em 20 de fevereiro de 1922.
 
 
Obs.: A verba para construção da Escola veio da Fundação Frei Jordão, sediada na Alemanha.
 
Frei Rodrigo Busenhagen foi o primeiro diretor. A Paróquia esteve à frente da escolinha até 1984. Criou-se então um Conselho, de responsabilidade dos pais dos alunos, ocorrendo mudanças na direção.
 
 
 
1965 – Escolinha Álvaro de Melo Castro.
 
Em atividade de 1965 a 1973. Oferecia Maternal até 3ª série.
 
Funcionou na Rua Pires Rebelo, em salas de aula adaptadas de galpões existentes no quintal da casa do casal Antônio Bezerra e Zélia. Além de aulas de alfabetização, eram ensinadas noções de higiene, respeito, amor ao próximo, companheirismo e outras virtudes que preparavam os alunos para a vida. Os alunos eram tidos como filhos, ou melhor, sobrinhos das tias Zélia, Mazé Silva, Emília e Maria de Fátima.
 
 
 
 
A Escolinha da Tia Zélia, como ficou também conhecida, era um requisito a mais para a vida escolar dos pequeninos de Piripiri, que, bem alfabetizados e disciplinados, estavam aptos a  ingressarem em qualquer colégio.
 
Quem foi Álvaro de Melo Castro?
 
 
Álvaro de Melo Castro nasceu no dia 19 de dezembro de 1904. Casou-se com Gerviz de Castro Cruz Melo. Foi pai de cinco filhos: Gilka, Maria Gilda, Edson, Zélia e Álvaro Francisco.
 
 
Álvaro de Melo Castro notabilizou-se por sua retidão e pelo amor aos seus familiares, consideração aos amigos e respeito às pessoas com quem conviveu. Faleceu aos 53 anos de idade, quando ainda tinha muito a oferecer.
 
 
Em breve "A História da Educação em Piripiri - Parte III".
 
Fonte de pesquisa  (não apenas das duas primeiras partes, mas de todo o artigo): 
 
Para execução deste trabalho, foi de fundamental importância a pesquisa em livros (incluindo-se livros de Cartório), informações prestadas por estudiosos da nossa história, fotografias escaneadas de álbuns de família, salvas em facebook, fotografadas de quadros e feitas originalmente para este artigo.

Pesquisa feita nos seguintes livros: "Piripiri" e "O Padre Freitas de Piripiri", de Judith Santana; "Memórias de Piripiri", "Velhos Conterrâneos Luminosos" e "Nos Tempos do Coronel Thomaz Rebello", de Cléa Rezende Neves de Mello; "Ruas, Avenidas e Praças de Piripiri" e "Ponta-de-Rama", de Fabiano Melo; "Cronologia Histórica do Estado do Piauí", vol. 02, de F. A. Pereira da Costa;  "Pesquisas para a História do Piauí", vol. o4, de Odilon Nunes; "Professor Felismino Freitas - Educação como Missão e Vocação", de Maria Leonília de Freitas, Francisco Antonio Freitas de Sousa e Francisco Newton de Freitas; "Piripiri", publicação do Banco do Nordeste S/A; "PIRIPIRI - Piauí", monografia nº 625, publicada pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE; "Parabéns, Piripiri! 75 anos", publicação da Prefeitura Municipal de Piripiri; "Cada Rua, Sua História - Parnaíba", de Caio Passos; "100 Fatos do Piauí no Século XX", de Zózimo Tavares; “Antologia da Academia Piauiense de Letras”, de Wilson Carvalho Gonçalves; “Almanaque da Parnaíba” (1961), de Ranulpho Torres Raposo. “Revista Cidade Verde”, edição 042, de 09/10/2012; “Como o Sândalo – Virtudes e Méritos de Maria do Carmo Melo”, de Ana Maria Cunha; “Respingos na Caminha”, de Maria do Carmo Melo, “Sertões de Bacharéis – O Poder no Piauí entre 1759 e1889”, de Jesualdo Cavalcanti Barros.

Fotos, imagens, comentários em fotos de facebook, sugestão e informações prestadas pelos intelectuais: Armilo de Sousa Cavalcante, Auciomara Teixeira, João Cláudio Moreno, Adelaide Macedo, Maria da Conceição Oliveira de Almeida, Vicença Assunção Oliveira e Assunção, Joaquim Amâncio de Assunção, Fabiano Melo, Luiz Mário de Morais Getirana, Emília Maria Cruz, Zélia de Cruz Castro Bezerra de Melo, Edivar Gomes de Araújo, Raimunda Rocha e Silva, Francisco Newton de Freitas, Maria Daysée Assunção Lacerda, Lúcia Cruz Holanda, Zélia Marques, Antonio Ferreira Filho, Cléa Rezende, Leonor Melo, Emília Maria Cruz, Maria José Melo, Ana Assunção Oliveira Cunha, Maria da Anunciação Araújo Sousa, Luísa Sousa Lustosa Araújo, Leonor de Melo Rodrigues, Justina de Sousa Medeiros Oliveira, Maria dos Remédios Paiva Marques, Eugênio Leite Monteiro Alves.

Sites pesquisados: http://www.ufpi.edu.br/subsiteFiles/ppged/arquivos/files/eventos/2006.gt10/GT10_2006_03.PDF → Marcelo de Sousa Neto (UESPI) Doutorando em História – UFPE; http://www.gterra.com.br/geral/governo-de-wellington-dias-fechou-40-escolas-no-piaui-29942.html; 
http://www.portalaz.com.br/noticia/geral/248445_professores_denunciam_manobra_para_fechar_escola_seduc_nega_acusacao.html;
http://www.180graus.com/blog-literario/o-s-f-u-n-d-a-d-o-r-e-s-baurelio-mangabeira-por-reginaldo-miranda-472410.html; http://www.camara.gov.br/internet/InfDoc/novoconteudo/legislacao/republica/Leisocerizadas/Leis1972v2.pdf
http://www.diariooficial.pi.gov.br/diario/200506/18813f2617262c2.pdf; http://www.jusbrasil.com.br/diarios/2665800/dou-secao-1-17-04-1957-pg-1/pdfView; http://www.famososquepartiram.com/2011/07/petronio-portela.html; http://csi.ati.pi.gov.br; 
www.colegiomariajosepi.com.br; http://www.educandariochristus.com.br; www.chrisfapi.com.br
http://www.tre-df.jus.br/institucional/conheca-o-tre-df/galeria-de-ex-presidentes/desembargador-joaquim-de-souza-neto
http://professorfranciscomello.blogspot.com.br/2010/06/mulheres-que-contribuiram-para-nossa_21.html
http://historiadopsc.blogspot.com.br/2010/09/todas-as-diretoras-do-patronato-sousa.htm
http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_19970822_ozanam_po.html
http://www.piracuruca.com/capitulotexto.asp?codigo=49&codigo1=Revista%20Ateneu%20-%20N%B0%201
http://www.noticiasdeurucui.com.br/noticias/saiba-quais-as-melhores-escolas-publicas-do-piaui-segundo-o-ideb-2011-10560.html
http://www.cidadeverde.com/seduc-premia-75-escolas-que-tiveram-acima-da-media-no-ideb-e-enem-62109
http://www.piaui2008.pi.gov.br/impressao.php?id=14316