Almanaque de Piripiri

PIRIPIRI DE ANTANHO: AS FESTAS RELIGIOSAS

Por Evonaldo Andrade (piripirinaldo@bol.com.br)

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A História de Piripiri começa com a chegada de um padre e, com ele, o início da história da Igreja Católica em nossa cidade. A fé cristã sempre esteve presente em solo piripiriense, confundindo-se, pois, a história da igreja com a história da cidade.

Em 1844, o Padre Domingos de Freitas e Silva, fundador de nossa cidade, levanta uma pequena capela, dedicada ao culto a Nossa Senhora do Rosário (em homenagem a seus escravos). O pequeno santuário daria origem a belas e tradicionais festas religiosas.

Em 16 de outubro de 1853, o Padre Domingos de Freitas e Silva, para homenagear seu filho caçula, Antônio de Freitas e Silva Sampaio (mais tarde tenente), muda a denominação da Capela (de Nossa Senhora do Rosário), passando a ser chamada de Capela de Nossa Senhora dos Remédios. O motivo da mudança do nome da capelinha ocorreu em pagamento de um promessa feita a Nossa Senhora dos Remédios e em homenagem ao pequeno Antônio de Freitas e Silva Sampaio.

   

Em 1940, foi construído um novo prédio para a capela.

O Padre Domingos de Freitas e Silva faleceu em 26 de dezembro de 1868. Mas enquanto viveu, exerceu as funções de sacerdote, mesmo no ano de seu falecimento, como se vê numa lápide em ardósia, que se encontra no Cemitério São Francisco. 

Reprodução da inscrição tumular, conservando-se a grafia original:

A criação da Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios se deu através da Resolução n° 698, de 16 de agosto de 1870. Antes, éramos uma Freguesia pertencente à Paróquia de Nossa Senhora do Carmo, da Villa de Piracuruca.

Obs.: Segundo o histórico da Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios, em 1864, vinte anos depois da criação de nossa primeira capela, Dom Frei Luís da Conceição Saraiva, Bispo de São Luís do Maranhão, cria a Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios.

Além de sua responsabilidade social, a Igreja Católica nomeava, naquela época, os administradores de cemitérios. O Tenente-Coronel Estevam Rabello de Araújo e Silva foi um dos indicados.

Diz o texto: “Fabriqueiro da Matriz e Administrador do Cemitério de N. S. dos Remédios. Por Provisão de D. Antonio Candido de Alvarenga, datada de 14 de outubro de 1882, foi nomeado para o cargo acima referido o Capm Estevam Rabello de Araújo e Silva. Esta provisão que se acha em poder do mesmo senhor, foi ratificada pelo Exmo. Senhor Bispo desta Diocese D. Joaquim Antonio de Alvarenga, digo d’Alvarenga. Freguesia de N. S. dos Remédios de Peripery, 30 de agosto de 1908.”

Inicialmente, a área do Cemitério “Nossa Senhora dos Remédios” era maior que o terreno da Capela Mortuária (imóvel construído no lugar), alcançando o calçamento da Rua Olavo Bilac. Conta Maria Amélia de Sales Cruz (Dona Nena) que na pavimentação poliédrica da Rua Olavo Bilac, os trabalhadores a serviço da prefeitura, arrancavam apenas as lápides dos túmulos, calcetando os fragmentos das pedras em cima das sepulturas.

Já o cemitério da Praça das Almas possuía uma extensão além de seu muro (lado sul), onde eram sepultados os suicidas (costume da época) numa área que cobria a Rua Avelino Rezende, alcançando também o outro lado dessa rua, na esquina da Rua Padre Domingos, onde funciona uma farmácia de manipulação.

Vale lembrar que o Cemitério da Praça das Almas, após sua demolição, passou a ser a “Praça Marechal Deodoro”. Posteriormente, foi denominada “Praça Nélson Coelho de Rezende” (1956, admin. Joaquim Canuto de Melo); “Praça das Almas” (Admin. Jônatas Melo) e, em suas dependências, o “Parque Curumi” (1985, admin. Luiz Menezes).

E a pequena povoação crescia e a nossa grande festa, os “Festejos de Nossa Senhora dos Remédios”, necessitava de um templo que comportasse um número cada vez maior de fiéis (A capela já havia sido aumentada em dezesseis palmos, 1875/1876).

12 de abril de 1882, já havia a notícia da construção da Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios. Nessa data, a Câmara pedia a “decretação de uma verba especial na importância de dois contos de réis, em benefício da obra em construção, desta Freguesia”.

Em 1884, Quarenta anos depois da construção da primeira capela, foi entregue ao povo de Peripery a Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios. 

Um belo templo! Piripiri estava encantada! E assim viveu por muitos anos.

O conforto dos fiéis era uma preocupação constante do Padre Lindolpho Uchôa. Há, no livro tombo n° 2, fl. 10v°, o registro da aquisição de um gasômetro. O gasômetro é um sistema de iluminação criado por William Murdoch  e bastante utilizado no século XIX e início do século XX. A obtenção do gasômetro se deu graças à ajuda da população periperiense. Acredita-se que esse sistema de iluminação, com trinta e sete bicos de iluminamento, foi usado no interior da primeira Igreja até o aparecimento da usina, em 1931 (administração Nélson Coelho de Rezende).

Reza o texto: “~ Gazometro ~ A 24 de dezembro do anno de mil novecentos e quatorze foi inaugurado um optimo gazometro na Matriz de Nossa Senhora dos Remedios de Peripery, contando de trinta e sete bicos. Para a aquisição do mesmo o povo prestou-se da melhor bôa vontade, pelo que aqui deixo registrado o meu eterno reconhecimento ao bom povo de Peripery”.

Obs.: O gás passou a ser usado, em domicílios, aqui no Brasil, a partir de 1857. Até o final da década de 1850, a Companhia de Iluminação a Gás instalou, na Cidade do Rio de Janeiro, mais de quatro mil lampiões e dezenove mil bicos de gás em residências e teatros. Na década de 1860, a Companhia inaugurou mais gasômetros e iluminou com bicos de gás a Igreja de Nossa Senhora da Glória do Outeiro.

A cidade cresceu, a igreja, de repente, ficou pequena para suportar tantos fiéis. 

O ano de 1953 marca a chegada dos frades franciscanos em nossa cidade.

Assim está o texto da provisão de 1° de janeiro de 1953, registrado às fls 60 e verso do Livro Tombo n° 2: “Ao 1° de janeiro de 1953, o exmo. e revdo. Snr. Bispo diocesano D. Felipe Conduru Pacheco entregou a Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios de Piripiri, nesta diocese de Parnaíba do Estado do Piauí, aos cuidados dos revds. Pes. Franciscanos da Província Saxônica de Santa Cruz da Alemanha.”

Dom Felipe Conduru Pacheco é o autor do Hino a Nossa Senhora dos Remédios, criado exclusivamente para nossa Padroeira.

Naquele 1° de janeiro de 1953, o Padre Raul Formiga, então vigário desta Paróquia, em missa realizada às 08h00, dá posse ao Pe. Frei Eraldo Stuke, primeiro pároco da era franciscana de nossa Paróquia.

Lamentavelmente, a primeira igreja, que já passara por algumas reformas e modificações, mantendo sempre bela e acolhedora, começa a ser demolida em 05 de junho de 1953.

A atual Igreja está edificada no mesmo local da primeira. Sua inauguração se deu em 13 de março de 1954, com o batizado de João Bandeira Monte Júnior.

AS FESTAS RELIGIOSAS

É da natureza de o povo piripiriense ser alegre e festeiro. As festividades religiosas sempre foram concorridas.  A “Festa das Cabacinhas” foi uma delas (artigo já postado neste Almanaque e publicado no Livro “Almanaque de Piripiri”). Os festejos maiores são os de Nossa Senhora dos Remédios, comemorados entre 06 e 16 de outubro.

Além da extinta “Festa das Cabacinhas”, existiram três festejos muito animados: a “Festa do Sagrado Coração de Jesus”, os “Festejos de São Vicente de Paulo” e os “Festejos de São Benedito”.

A FESTA DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

Em 1896, toma posse em nossa Paróquia, o Padre Firmino Souza, substituindo o Padre Máximo Martins Ferreira, de Piracuruca.

Residindo na Paróquia e em contato direto com os fiéis, Padre Firmino funda, em 13 de dezembro de 1900, o Apostolado da Oração, composto inicialmente por doze zeladoras. A primeira presidente foi Joana de Moraes Aguiar.

Segundo Edivar Gomes de Araújo, advogado de memória privilegiada e pesquisador de nossa história, Joana de Moraes Aguiar veio, com sua família, de Ipu-CE e aqui se casou com Cornélio José de Melo.

Sobre a foto acima: Padre Joaquim Nonato Gomes com as zeladoras do Apostolado da Oração. Inicialmente, os uniformes eram confeccionados em tecido preto, mas por causa do calor, as zeladoras passaram a vestir branco.

O Apostolado da Oração é uma união de fiéis, devotos do Sagrado Coração de Jesus, comprometidos com Cristo e com os irmãos, sempre em obediência ao Pároco, ao Sr. Bispo Diocesano e ao Santo Papa e a serviço da Igreja Católica Apostólica Romana.

As aulas de catecismo ficariam a cargo do Apostolado da Oração, conforme orientação do Padre Firmino Souza.

Diz o texto: “Criamos aulas de catecismo para meninos e meninas, a cargo de duas zeladoras do Apostolado da Oração”.

Uma grande conquista do Apostolado da Oração foi a aquisição do altar da antiga igreja:

Diz o texto: “Altar Mor – Este sumptuoso monumento erigido pelo Apostolado da Oração, auxiliado pelas rendas da Matriz, foi bento solenemente no dia 30 de agosto de 1908. Freguesia de N. S. dos Remédios, 1 de setembro de 1908”.

Cabia às zeladoras, a organização da Festa do Sagrado Coração de Jesus. Eram animadas novenas com prestigiados leilões, que aconteciam no mês de junho. Com a saída do Padre Raul Formiga e a demolição de nossa primeira igreja, os Festejos do Sagrado Coração de Jesus deixaram de existir.

Atualmente, o Apostolado da Oração promove dois tríduos (festa eclesiástica que dura três dias) realizados nos meses de junho e dezembro. Este ano (2014), o tríduo de junho acontecerá nos dias 27, 28 e 29.

Hoje, o Apostolado da Oração é composto por cerca de quinhentos membros, entre zeladoras e associados, residentes em nosso município e no município de Brasileira-PI.

Além das aulas de catecismo, as zeladoras do Apostolado, em equipes, desempenham importantes funções: visita, às sextas-feiras, aos enfermos do Hospital Regional Chagas Rodrigues; acompanhar os sacerdotes em confissões aos doentes, em domicílio, na quaresma; rezar o terço nos meses de maio; ajudam na liturgia das novenas e a visita a presos (atualmente, as visitas aos presos estão suspensas).

O diretor espiritual do Apostolado da Oração é o Frei José Alves.

Ao se associar, o novo membro recebe a patente, a fita vermelha com a medalha.

Atualmente, a presidente do Apostolado da Oração é Jovelina Maria de Menezes Pinheiro.

Foram presidentes: Olga Brito, Raimunda Pinheiro de Resende (Yá Resende), Benedita de Aguiar Freitas (Yayá Rezende), Maria do Carmo Cavalcante, Francinete da Cruz Freitas e Outras. 

As reuniões acontecem no último domingo do mês.

Em 07 de junho de 2014, na missa de 7° dia do falecimento de Vicença Assunção, o Apostolado da Oração prestou uma bonita homenagem a uma de suas mais aguerridas zeladoras. Dona Vicença faleceu em 1° de junho de 2014, aos 87 anos, depois de ter dedicado 71 anos de sua vida ao Apostolado.

FESTEJOS DE SÃO BENEDITO

Festejos iniciados com a construção da Capela de São Benedito (a Capelinha do Morro da Saudade).

Por ter sido construída no alto do Morro da Saudade, a Capela de São Benedito foi palco de animados festejos. A capelinha foi construída por pessoas humildes de nossa cidade. Esteve à frente do mutirão de construção, o Sr. Marciano (Maciano Félix da Silva, assim registrado).

Não se sabe o ano de sua construção, pois esses dados não foram anotados. O que se sabe é que nos meses de setembro, a cidade comparecia em peso para prestigiar a Festa de São Benedito. O local, agradabilíssimo, de linda paisagem, ventilado, encantava os jovens, que buscavam uma diversão sadia. Os mais velhos desciam o morro com apreensão, o que não evitava que, vez por outra, levassem tombos na descida um pouco íngreme. Tudo era diversão.

Sobre a imagem acima: desenho feito baseado no relato de algumas pessoas.

Marciano Félix era o responsável pela Capelinha. Algumas pessoas achavam que ele era o “dono” do pequeno santuário.

Nos meses de setembro, antes dos festejos, Marciano Félix era incansável. Funcionário do DNER (Departamento Nacional de Estradas e Rodagens), em sua folga e nos finais de semana, saía, com amigos, cantando de porta em porta na pequena cidade de Periperi, pedindo joias; visitava a zona rural, trazendo aves, miunças, frutas etc. Sua esposa Maria Marques e suas amigas enfeitavam a capela, preparavam diversas iguarias (capões assados, roscas, doces...). Os leilões, durante muitos anos, foram “gritados” por Agenor Beatriz, um grande amigo de Marciano Félix.

E o Cruzeiro em frente à Capela de São Benedito?

Embora muitas pessoas acreditem que o cruzeiro foi levantado logo após a demolição da capela, o monumento foi erguido para celebrar as Santas Missões, em nossa Paróquia, no período de 02 a 30 de junho de 1960, organizadas pelos padres capuchinhos Frei Inocêncio, Frei Elísio e Frei Adalberto. 

Diz o texto da imagem acima: “O encerramento das Santas Missões, no dia 29 de junho, com benzimento e levantamento do Santo Cruzeiro, em frente da Capela de São Benedito.”

A Capela de São Benedito não mais existe. O cruzeiro foi restaurado em 11 de outubro de 2013.

Sobre a foto acima: braço do antigo Cruzeiro das Santas Missões.

Por que os Festejos de São Benedito deixaram de ser festejados?

A principal razão foi a demolição da Capela de São Benedito. Sua demolição ocorreu entre os anos de 1964 e 1967, período em que Frei Ivo Heitkämper esteve no comando da Paróquia. Muitas pessoas apontam o ano de 1967 e citam o citado pároco como o responsável pela demolição. No local da capela, foi construído um prédio que seria a sede da Telefônica de Piripiri (artigo já postado neste Almanaque e publicado no Livro “Almanaque de Piripiri”). Hoje, o prédio é ocupado pela estatal Agespisa (Águas e esgotos do Piauí S/A).

Boa parte do material da capela foi aproveitado na construção da Capela do Colégio das Irmãs. Antes da construção da Capela (dedicada a Nossa Senhora das Graças), o auditório (do Colégio das Irmãs) era utilizado como auditório e... “capela”.

Mas e o santo? Com a demolição da capela, o que foi feito da imagem de São Benedito?

Marciano Félix era vicentino e, por essa razão, a imagem de São Benedito foi doada à “Conferência de São Francisco de Assis”, da SSVP (Sociedade São Vicente de Paulo), com endereço nesta cidade, na Rua Santos Dumont, n° 19. Havia também outra imagem, a de Santa Salete, que ficou sob a guarda da Sr.ª Bárbara de Araújo Mendes (Dona Iná).

Com a construção da Capela de São Benedito, no Bairro Estação, nesta cidade, as imagens (São Benedito e Santa Salete) foram doadas definitivamente para o novo santuário. 

Os festejos da nova capela (construída em 1999, em regime de mutirão) são organizados pela comunidade e acontecem todos os anos, no período de 04 a 14 de novembro.

Hoje, a Capela de São Benedito, do Bairro Estação, usa a mesma cor amarela da saudosa Capela de São Benedito, do Morro da Saudade. 

A Capela de São Benedito (Bairro Estação) guarda, em seu interior, as imagens originais de São Benedito e Santa Salete, da antiga Capelinha do Morro da Saudade. 

Quem foi Marciano Félix?

Maciano Félix da Silva (assim registrado) era o responsável pela manutenção da Capela de São Benedito, no Morro da Saudade. Nascido em Peripery, no dia 15 de agosto de 1892, filho de Paulino José Pereira e Clarinda Maria da Conceição. Marciano era funcionário do DNER (Departamento Nacional de Estradas e Rodagens) e pedreiro. Casou-se, em 31 de dezembro de 1916 (na residência do Sr. Antonino Marques de Oliveira) com Joanna Maria de Jesus, conhecida por Maria Marques. Dona Maria Marques nasceu em Peripery, em 17 de abril de 1896, filha de Marcos Pereira da Silva e Joanna Rosa de Jesus.

Numa época em que não existiam padarias na cidade, Dona Maria Marques era doceira, confeiteira e seus bolos tinham de ser encomendados com antecedência, por causa da grande procura.

Marciano Félix e Maria Marques não tiveram filhos, mas, segundo algumas pessoas, criaram o sobrinho Raimundo Batista.

Quem foi Agenor Beatriz?

Agenor Saraiva da Silva foi o principal “gritador” dos leilões de São Benedito. Nascido em Periperi, em 12 de dezembro de 1914, filho de Raimunda Saraiva da Silva. Aposentado, funcionário do 2° BEC - Batalhão de Engenharia e Construção.  Era também lavrador, engraxate (seu ponto ficava na esquina da Rua Severiano Medeiros com a Praça da Bandeira, onde hoje funciona uma pizzaria). Acompanhava o Padre Raul Formiga nas desobrigas e em outras viagens. Casou-se com Maria de Lourdes Silva (sobrinha de Marciano Félix), de cuja união nasceram os filhos: Francisco Evangelista, Raimunda, Maria Dália, Beatriz e Antônio. Agenor Beatriz faleceu em 03 de setembro de 1975, aos 63 anos de idade.

Agenor Beatriz tinha um olho furado por uma felpa de carnaúba. O “Beatriz”, que se incorporou ao seu nome, veio de sua avó Beatriz Raimunda da Silva. 

FESTEJOS DE SÃO VICENTE DE PAULO

Possivelmente, os festejos de São Vicente de Paulo começaram a se realizar a partir da criação das Conferências Vicentinas em Piripiri.

Em 23 de julho de 1918, Padre Joaquim Nonato Gomes e alguns colaboradores, fundam a SSVP (Sociedade de São Vicente de Paulo) e com ela, a primeira Conferência Vicentina de Piripiri, que recebeu o nome de “São Francisco de Assis”. 

Sua sede (prédio próprio) está localizada na Rua Santos Dumont, nº 19, centro de Piripiri-PI.

A primeira Conferência, com o falecimento de Ademar Getirana, em 14 de agosto de 1985, ficou inativa até 30 de novembro do mesmo ano, ocasião em que Antônio José do Nascimento (à época, um dos últimos vicentinos) assumiu a presidência, interinamente.

Dona Mariazinha Assunção (Maria da Conceição Oliveira Almeida) tornou-se vicentina em 1985. Antes, a única mulher a fazer parte da Conferência foi Anita Morais.

A segunda Conferência é a de “São Benedito”, fundada em 04 de agosto de 1995, com sede na “Capela São João Batista”, no Bairro Paciência.

A terceira Conferência foi a de “Nossa Senhora dos Remédios”, hoje extinta.

A quarta Conferência é a de “São Paulo”, fundada em 27 de dezembro de 2009, com sede na Rua Aristeu Tupinambá, em prédio próprio, na antiga “Escola São Vicente de Paulo”.

Sobre a foto acima, Alguns vicentinos e professoras da Escola São Vicente de Paulo, situada na Rua Aristeu Tupinambá. (saiba mais em “A História da Educação em Piripiri, Parte I”, neste Almanaque e no livro de mesmo nome: “Almanaque de Piripiri”).

O “Conselho Particular de Nossa Senhora dos Remédios”, fundado em 13 de outubro de 1996, abrange as cidades de Piripiri, Piracuruca e Campo Maior, totalizando cinco conferências (a Conferência de “Nossa Senhora do Carmo”, fundada em 19/02/1933, em Piracuruca; a Conferência “Nossa Senhora das Mercês”, criada em 03/02/1991, em Campo Maior).

Os terrenos onde foram construídas as capelas “Menino Jesus de Praga” e “Santo Expedito” foram doados pela “Conferência de São Francisco de Assis” à Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios.

Sobre a foto acima: Vicentinos da primeira conferência: Edvan Lustosa de Sousa (tesoureiro), Mayara Brito, Noélia Maria dos Santos Rego (presidente), Rosidete dos Santos Silva, Noêmia Maria dos Santos Rego, Edson Ferreira do Rego (presidente do Conselho Particular de Nossa Senhora dos Remédios), uma convidada e Maria de Lourdes Sousa Silva (vice-presidente). A secretária Mariazinha Assunção não estava presente.

Cabia aos vicentinos da Conferência de São Francisco de Assis organizar os Festejos de São Vicente de Paulo. Os Festejos de São Vicente de Paulo eram considerados a “Festa das Férias”, a “Festa dos Estudantes”. Isso porque se realizavam de 10 a 19 de julho, ou seja, no quente das férias escolares.

Embora a festa fosse organizada pelos vicentinos, a cidade toda se mobilizava, ajudando com doações de joias, participando ativamente dos festejos.

Piripiri era uma cidade pequena. Para que se entenda o contexto da época em que os festejos aconteceram, é preciso que se fale da animação presente na cidade, na véspera da festa.

Sobre a foto acima: Maria de Lourdes, Ritinha e Antonieta (filhas de Martinho Sousa) e Genuína Andrade, irmã de Valmir Andrade (dono do comércio mais antigo da Rua Freitas Júnior, a “quitanda de seu Valmir”).

A população periperiense, em tempos idos, aproveitava, como podia, as poucas opções de lazer, que eram, basicamente, os festejos (da Padroeira, do Sagrado Coração de Jesus, de São Vicente de Paulo, de São Benedito) e, durante o dia, os passeios pelo Açude Caldeirão, recém-construído.

As jovens aguardavam com ansiedade os Festejos de São Vicente de Paulo! “Invadiam” as lojas de seu Aderson Ferreira, Martinho Sousa, Mércio Andrade e a de seu Chico Freitas, para comprar tecidos para a confecção dos vestidos. Seu Agenor “Pedra Branca”, Ademar Getirana e outros alfaiates eram procurados pelo público masculino.

O comércio girava em torno da Rua do Ipu e em alguns pontos isolados. A Rua do Ipu era um pequeno trecho da atual Av. Aderson Ferreira, onde estavam localizadas as lojas de fazenda (tecidos). 

Sobre a foto acima: Casarão que servia de loja e residência da família de seu Martinho Sousa. O casarão de seu Martinho foi usado depois como consultório do Dr. João Fortes

Sobre a foto acima: O prédio “A” era sede da Loja de seu Mércio Andrade e o prédio “B”, de seu Martinho Sousa.

Sobre a foto acima: A seta aponta a casa em que funcionou a loja de seu Chico Freitas. Posteriormente, o mesmo local, foi sede do “Armazém Popular”, de seu Zezinho Araújo (Zezinho Bicuíba).

Sobre a foto acima: O prédio “A” era a loja de seu Aderson Ferreira e o prédio “B”, sua residência.

- Os preparativos para os Festejos de São Vicente de Paulo -

Vicente Amâncio de Assumpção era o vicentino mais empolgado e aguerrido. Determinado, organizava os vicentinos em grupos. Alguns percorriam a zona rural, outros buscavam doações na cidade.

Para a zona rural, Vicente Amâncio direcionava Marciano Félix, outro incansável vicentino. Marciano Félix sempre retornava com cargas de frutas, galinhas e outras doações.

À equipe da cidade competia a organização das barracas, a preparação das novenas. As barracas e a mesa do leilão ficavam num terreno da Paróquia, próximo à Igreja Matriz, onde hoje funciona um posto de combustível. O gritador dos leilões era, quase sempre, Agenor Beatriz, dono de uma garganta de ferro e um ótimo vendedor dos produtos ofertados.

Coronel Vicente Amâncio enviava cartas (convites) a muitas famílias, pedindo o comparecimento e a oferta de joias para os leilões.

Também era responsabilidade de seu Vicente Amâncio a contratação de bandas para animar a noite, após a novena. Tudo era deslumbrante: os balões de ar quente, a queima de fogos de artifícios (marca caramuru), a adrenalina contagiante dos jovens... 

Sobre a foto acima: A seta branca indica o local onde se realizavam os leilões e armavam-se as barraquinhas.

A semana anterior ao evento era de muita correria. Um senhor conhecido por Vasconcelos confeccionava balões coloridos de ar quente, que enfeitavam as noites das novenas, ignorando-se o perigo de um possível incêndio, caso algum balão caísse em uma das muitas casinhas de palha.

Ao cair da noite, as pessoas dirigiam-se à Matriz de Nossa senhora dos Remédios. Os fiéis chegavam de diversos pontos da cidade: Bairro Betânia (região do antigo Mosquito), Bairro Avenida (Rua de Baixo), Bairro Anajás etc.

Duas amplificadoras, localizadas na Praça da Bandeira, disputavam a atenção dos ouvintes: o “serviço de som” do udenista Antônio Assunção (instalado em sua casa), cujos reclames e avisos eram locucionados por Maurícia Vieira e a “Voz Comercial” na casa de seu Antônio do Rego, com locução de João Rodrigues (era o “som” dos pessedistas). A “fala” das amplificadoras cobria praticamente todo o perímetro da pequena cidade, levando belas canções, dançantes ritmos, lançamentos musicais de Nélson Gonçalves, Luiz Gonzaga, Francisco Petrônio, que eram usados em determinadas ocasiões (despedidas, felicitações entre amigos, pequenas travessuras ou provocações inocentes) e assim essas espécies de rádio seguiam: avisando, convidando, anunciando, parabenizando, enfim, era a “voz do alto”, que se fazia escutar nos lares piripirienses.

Essas amplificadoras não foram as mais famosas. A “voz” mais ouvida, aguardada e também temida foi a do alto-falante do Padre Raul Formiga. Instalada em uma das torres da 1ª igreja, a propagação do som ia bem mais longe, levando mensagens sociais e também as “temíveis palestras políticas” do citado padre, às 21h00, que incomodavam muita gente. E esse fonoclama fez história e escola! Locutores amadores (talvez até pagassem para “falar”). Os cativos ouvintes expectavam os belos textos do cronista Moacir Mota (gerente do Banco do Brasil). Foram também locutores: Luciano Cabral, Alvacir Raposo (também bancários do Banco do Brasil), Dr. José de Anchieta e Outros.

Época de ouro! As festas, as viagens a pé ou em bicicletas ao Açude Caldeirão, as visitas de “autoridades”... tudo era motivo de diversão! E o povo saía às ruas, as pessoas vestiam suas melhores roupas (as domingueiras). 

Sobre a foto acima: ciclistas em suas melhores vestes, seguidos por automóveis, num evento não identificado. Detalhe da foto: à esquerda, um ônibus da empresa “Expresso de Luxo”. Pouco mais à frente, o prédio do Cine Teatro Marajá, o muro baixo dos Correios e na esquina seguinte, o “Piripiri Hotel”, de Santilha Bandeira Monte. Mais afastado, o Convento dos Franciscanos.

- O dia da Procissão -

Nesse dia da Procissão (19 de julho), ao meio-dia, os vicentinos organizavam um almoço para os pobres (mendigos e pessoas de baixo poder aquisitivo e/ou excluídas de uma sociedade elitista que discriminavam os ambientes: festa de 1ª, de 2ª, de 3ª...). O almoço acontecia no salão paroquial, que ficava atrás da igreja. 

Com a demolição do salão paroquial, os almoços do dia 19 passaram a ser feitos no Colégio das Irmãs, instituição sob a direção das Irmãs de Caridade da Província Brasileira das Filhas de São Vicente de Paulo.

Coronel Vicente Amâncio e seus amigos vicentinos eram pessoas simples, faziam questão de almoçar com as pessoas humildes, de igual para igual, pois sabiam que assim eram vistos por Deus.

Com a renda dos leilões, os vicentinos (Conferência Vicentina de São Francisco de Assis) ajudavam as pessoas mais pobres de diversas formas, custeavam caixões para os mortos das famílias mais necessitadas, assim como também cobriam as despesas das sentinelas.

Para evitar fraudes, o Sr. Francisco de Assis Amaral (Chico Doquinha) visitava os necessitados para certificar se a situação era real ou não.

Alguns vicentinos: Ademar Getirana, Marciano Félix da Silva, Mariano dos Correios, Francisco de Assis Amaral (Chico Doquinha), Romualdo Veríssimo dos Santos, Antônio José do Nascimento, Mariano Sousa (Mariano dos Correios).

Por que os Festejos de São Vicente de Paulo deixaram de ser festejados?

Com a morte de Vicente Amâncio de Assumpção, em 1965, o Sr. Ademar Getirana ficou com a responsabilidade maior de conduzir os festejos, era então presidente da Conferência Vicentina de São Francisco de Assis.

Um fato inusitado concorreu para o fim dos Festejos de São Vicente: o desaparecimento da imagem do santo. 

Muitas pessoas creditam o sumiço da imagem (acima) ao Frei Ivo Heitkämper. O certo mesmo é que a imagem sumiu antes da partida do referido sacerdote (em 1967).

Os vicentinos da Conferência de São Francisco de Assis, com o fim dos festejos de São Vicente de Paulo, passaram a organizar um tríduo (festa eclesiástica de três dias), realizado, anualmente, na sede da SSVP (Sociedade de São Vicente de Paulo), localizada na Rua Santos Dumont, nº 19, centro, nesta cidade. No terceiro dia do tríduo, há a realização de um leilão. Em 2013, o tríduo foi realizado nos dias 02, 03 e 04 de agosto.

Quem foi Vicente Amâncio de Assumpção?

Vicente Amâncio de Assumpção nasceu em 12 de agosto de 1877. Era filho de Antônio Amâncio de Assumpção e Anna Maria da Conceição. Casou-se com Joaquina Rosa do Espírito Santo (filha de José Sant’Anna de Oliveira e Luiza Rosa do Espírito Santo), com quem teve os seguintes filhos: Maria, Antônio, José, Luiza, Ana, Vicente, Joaquim, João Dedi, Martinho, Francisco e Eremita.

Coronel Vicente Amâncio possuía imóveis e algumas propriedades: Lagoa do Barro, Estreito, Canabrava, Bananeira, Açude Novo, onde criava gado, plantava e recebia rendas. Foi um dos maiores produtores de cera de carnaúba; armazenava e comercializava arroz, milho, feijão, farinha, goma, frutas, tucum etc.

Udenista convicto, Vicente Amâncio de Assumpção foi um respeitado chefe político. Conselheiro, vereador, (presidente da câmara em 1936), presidente da União dos Agricultores, do Círculo Operário e da Conferência dos Vicentinos. Fundou duas escolas com o nome de São Vicente de Paulo.

Vicente Amâncio faleceu em 19 de dezembro de 1965, aos 88 anos de idade. 

Uma multidão de amigos acompanhou o cortejo, num último adeus!

Quem foi Ademar Getirana?

Ademar Getirana nasceu em 07 de janeiro de 1918. Filho de Sebastião de Souza Pinto Getirana e Maria Feliciana de Jesus.

No dia 29 de julho de 1945, às onze horas da manhã, na residência do Sr. Dionísio Lustoza, na Rua Presidente Vargas, nesta Cidade, o juiz João Turíbio de Monteiro Santana celebrou o casamento de Ademar Getirana e Osmina Lustosa de Moraes. Dessa união, nasceu Luiz Mário de Morais Getirana.

Ademar Getirana era artesão, fabricava fogos de artifícios, era exímio alfaiate. Exerceu ainda as seguintes atividades: Foi subchefe na Secretaria Estadual de Fazenda, chefe do Posto Fiscal em Canto do Araçá e em Piripiri foi fiscal; comerciário na Mercearia de Eurico de Jesus Teles. Ajudou a fundar a União dos Agricultores de Piripiri e depois foi presidente; participou da fundação da União Caixeiral de Piripiri; participou como vicentino da Conferência de São Francisco de Assis da Sociedade de São Vicente de Paulo, sendo depois presidente.

No dia 14 de agosto de 1985, às quatro horas, no Hospital Regional Chagas Rodrigues, Ademar Getirana partiu para a eternidade, aos 67 anos de idade.

Fonte de Pesquisa:

Livros: “O Padre Freitas de Piripiri” e “Piripiri”, de Judith Santana; “Ruas, Avenidas e Praças de Piripiri”, de Fabiano Melo; “Memórias de Piripiri”, de Cléa Rezende Neves de Melo; “Almanaque de Piripiri”, de Evonaldo Cerqueira de Andrade, “Professor Felismino Freitas – Educação como Missão e Vocação”, de Maria Leonília de Freitas, Francisco Antonio Freitas de Sousa e Francisco Newton Freitas; livros de nascimento, casamento e óbito (diversos).

Sites:

http://www.paroquiaremedios.com.br/;

http://www.franciscanosmapi.org.br/;

http://www.diocesedeparnaiba.org.br/; http://www.casadorio.com.br/sites/default/files/pdf/A%20ilumina%C3%A7%C3%A3o%20a%20g%C3%A1s%20se%20expande%20e%20recebe%20novos%20concess.pdf

http://www.casaruibarbosa.gov.br/geral.php?ID_S=207&ID_M=201

http://cliquepiripiri.com.br/noticias/prefeitura-conclui-reforma-do-cruzeiro-de-sao-benedito

Imagens e informações prestadas por: Antônio Pereira de Sousa (Antônio Sokim), Benedita Pereira Moreira (Dona Bitosa), Edvan Lustosa de Sousa, Edivar Gomes de Araújo, Edson Ferreira do Rego, Fabiano Melo, José Maria Viana, Jovelina Maria de Menezes Pinheiro, Luiz Mário Morais Getirana, Maria Amélia de Sales Cruz, Maria da Conceição Oliveira de Almeida, Maria Daysée Assunção Lacerda, Maria de Lourdes Sousa, Maria dos Remédios Moreira, Maria Flor da Silva Souza, Maria José de Melo, Maria José de Melo Araújo Freitas, Raimunda Saraiva da Silva, Raimundo Nonato da Silva (Raimundo Cassiano), Rita Maria da Silva Pereira e Zélia de Cruz Castro Bezerra Melo. 

 


Capitão Porfírio de Freitas Silva?

Por Evonaldo Andrade (piripirinaldo@bol.com.br)

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Capitão Porfírio de Freitas Silva era filho do Padre Domingos de Freitas e Silva. O terceiro filho da união do padre com Lucinda Rosa de Sousa. Casou-se com Francisca Eufrazia da Silva (falecida em 14 de fevereiro de 1885, em Piripiri), com quem teve os filhos: Antonio Porfírio de Freitas, Domingos Porfírio de Freitas, Luiz  de Freitas Silva (Lula), Izabel Rosa da Silva,  Carolina Rosa da Silva, Raimundo de Freitas Silva, Joana de Freitas Silva e Etelvina.

 

Porfírio de Freitas Silva foi um chefe de família exemplar, um cidadão honesto e querido pelo povo de Piripiri. Seus filhos saíram a ele.

Antonio PorfIrio, Raimundo, Luís (Seu Lula) e Izabel Rosa são os mais conhecidos. Deles faremos algumas considerações.

ANTONIO PORFIRIO DE FREITAS - Antonio Porfírio casou-se com Carciana Iva de Araujo Silva (filha do Major Antonio Albino de Araujo Silva e Lucinda Rosa de Araujo), no dia 27 de maio de 1889. Em Piripiri, o casamento de Antonio Porfírio de Freitas foi o primeiro lavrado em Cartório.

Obs.: O casamento civil, em solo brasileiro, foi instituído pelo Decreto n° 181, de 24 de janeiro de 1890, pelo Marechal Deodoro da Fonseca.

RAIMUNDO DE FREITAS E SILVA (poeta Raimundo Freitas) - Raimundo Freitas casou-se com Francisca de Carvalho Mello (filha de Horácio Luiz de Melo e Antonia Quiteria de Carvalho). Não tiveram filhos, mas criaram a sobrinha  Totonha  (Antônia de Carvalho).

Sobre Raimundo Freitas, Antônio Melo, em seu livro “Periperi – Ditos, Tidos e Havidos”, conta algumas histórias da personalidade idiossincrática do poeta. Eis uma delas:

Raimundo Freitas exercia, além de outras profissões, o ofício de sapateiro.

Um belo dia, recebe a visita de um amigo, uma pessoa muito apegada a dinheiro. O avarento amigo mostra ao poeta um minúsculo couro de veado-catingueiro e encomenda um par de mocós-de-pé (espécie de calçado de fabricação artesanal, usada pelo povo nordestino, especialmente a população vaqueira).

Pensando que o artesão poderia estruir algum pedaço de couro, pergunta ao amigo se dava para fazer, com a sobra, um par de chinelos.

Empolgado com a possibilidade de o couro render mais alguma peça, indaga ao amigo “Mundinho” se dava para fazer um par de chinelos para sua mulher Maroquinha e para suas filhas.

O poeta recebe as medidas dos chinelos e marca uma data para a entrega dos calçados.

No dia combinado, o poeta entrega ao sovina, uma fieira de pequeninos chinelos (à maneira de chaveiros).

- Mundinho, o que é isto?

- Foi o que eu consegui fazer com o pedaço de couro que você me trouxe!

IZABEL ROSA DE FREITAS E SILVA - Izabel casou-se com seu tio Aureliano de Freitas e Silva (filho do Padre Freitas e de Jesuína Francisca da Silva). Dessa união nasceu o filho Benedito Aurélio de Freitas (Baurélio Mangabeira).

Izabel Rosa morreu do parto de Baurélio e Aureliano de Freitas e Silva faleceu quando Baurélio tinha apenas cinco anos de idade. Baurélio ficou, então, aos cuidados de seu avô Porfírio de Freitas Silva. Em 1896, Capitão Porfírio, sentindo os efeitos da velhice e julgando-se incapaz de cuidar do neto, leva o pequeno Baurélio (então com 12 anos) para a Vila de Barras-PI, deixando-o aos cuidados de um grande amigo seu.

LUÍS DE FREITAS SILVA (seu LULA) - Sobre Luís de Freitas Silva, seu filho João Freitas (o João Body) deixou um texto datilografado (por ele mesmo) e, hoje, se encontra emoldurado num pequeno quadro do Museu de Perypery. 

O texto na íntegra:

O PADRE DOMINGOS DE FREITAS SILVA deixou seu nome escrito nas páginas da terra por ele fundada e amada. Deixou doze (12) filhos que seriam herdeiros de seus bens e seriam importantes e numerosas famílias.

PORFÍRIO DE FREITAS SILVA foi o terceiro (3°) filho do PADRE com D. LUCINDA ROSA DE SOUSA. PORFÍRIO foi casado com FRANCISCA EUFRÁSIA. Desse enlace, nasceu LUÍS DE FREITAS SILVA (seu LULA) neto (na foto), que foi casado com RAIMUNDA DE MENEZES FREITAS. Nascendo desse casamento os filhos e, portanto, bisnetos do padre os seguintes: FRANCISCA FREITAS, MARIA JOSÉ DE FREITAS, JERINO e JOÃO FREITAS, sendo este, o doador da foto. JOÃO FREITAS é casado com MARIA FREITAS.

Capitão Porfírio de Freitas Silva faleceria em 1° de abril de 1899, no Estado do Amazonas, três anos depois de deixar o pequeno Baurélio na Villa de Barras-PI.

Fonte de pesquisa: “Memórias de Piripiri”, de Cléa Rezende Neves de Melo; ”Ruas, Avenidas e Praças de Piripiri”, de Fabiano de Cristo Melo; “Piripiri” e "O Padre Freitas de Piripiri", de Judith Santana; “Periperi – Ditos, Tidos e Havidos”, de Antônio Melo; Livro de Casamentos n° 01, folha 01, n° de ordem 01, lavrado em 27 de maio de 1889 e Livro de Casamentos n° 03, folhas 132v° e 133, n° de ordem 10, lavrado em 25 de maio de 1920 (Os livros de casamentos citados pertencem ao Registro Civil de Piripiri). Informações prestada por Luiz Mário de Morais Getirana.

Site acessado: http://pt.wikipedia.org/wiki/Casamento_civil

EM BREVE:  A HISTÓRIA DA MÚSICA EM PIRIPIRI.


Livro Almanaque de Piripiri

Por Evonaldo (piripirinaldo@bol.com.br)

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O "Almanaque de Piripiri", agora disponível em livro, deseja a todos um feliz Natal e um venturoso ano-novo.

O "Almanaque" entrará em recesso e, em 2014, estará retornando com novos artigos. Muito obrigado!

Contato: piripirinaldo@bol.com.br 

 


Calixto, o Santo de Piripiri

Por Evonaldo Andrade (piripirinaldo@bol.com.br)

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1932 foi um ano de desagradáveis acontecimentos. Piripiri perdeu vários filhos, alguns desconhecidos e outros que deixaram sua marca na história do município, como João de Freitas e Silva, Coronel Thomaz Rebello e sua filha Cassiana Rocha.

1932 também ficou conhecido como o ano de umas das piores secas que o Piauí enfrentou, talvez até maior que as secas de 1915 e 1877.

Foi nesse cenário de penúria que se inicia uma bonita história de devoção e fé.

Calixto era um pacato cidadão que residia na zona rural de Piripiri.  Apesar de pobre, era uma pessoa caridosa.

Naquele verão contínuo de 1932, Calixto convida seu cunhado para acompanhá-lo numa pequena viagem à Periperi. Calixto sentia umas dores fortes na região do estômago e, por isso, evitava andar sozinho.

O motivo do deslocamento do interior para a “rua” (como era chamada a zona urbana) era para comprar alguns mantimentos para o sustento de sua família.

Na volta, Calixto sentindo fortes dores na região estomacal, pede para seu cunhado levar suas compras, pois o mesmo descansaria e, assim que melhorasse, seguiria seu caminho.

O cunhado obedece ao pedido de Calixto e faz o caminho de volta para casa, deixando Calixto sob a sombra de um crioli (árvore frutífera nativa de nossa região). Melhorando um pouco,  Calixto deixa o local onde estava, seguindo em direção a uma “mata de criolis” e lá, parando mais uma vez, é acometido por um dor lancinante. Com sede, fome, Calixto não resistiu muito tempo. Seu cunhado, estranhando a demora do amigo, retorna ao local onde deixara Calixto descansando, mas não o encontra. Anda em diversas direções e desiste da busca.

Próximo a essa mata de criolis, morava Dona Maria Generosa, mãe do adolescente Antônio Generosa. A humilde casa de Dona Maria Generosa foi levantada no local onde hoje está construído o prédio da extinta Cibrazem. 

Antônio Gomes da Silva (Antônio Generosa), com então quinze anos de idade, caçava de baladeira próximo a sua casa. Ao acertar uma rolinha, Antônio sai à procura da pequena ave, mas não a encontra. Resolve procurar mais adiante, em direção à mata de criolis (onde hoje funciona o supermercado “Comercial Carvalho”) quando sente um forte  e desagradável cheiro. Ao se aproximar do local, depara-se com o corpo de Calixto, já em estado de decomposição. Os urubus já estavam furando o corpo.

Como era costume da época, os presos enterraram o cadáver.  Seu corpo foi sepultado no mesmo local onde fora encontrado. No local não havia ruas, somente estreitos caminhos e veredas pelos quais transitavam poucas pessoas.

O exato local onde Calixto faleceu fica próximo à margem da Rua Coronel Antônio Coelho e a poucos metros da esquina da referida rua com a Rua Diógenes Coelho.

O local do túmulo foi, em pouco tempo, bastante frequentado por devotos, que depositavam oferendas e ex-votos, rezavam terços, soltavam foguetes. O fluxo de pessoas era maior nas segundas-feiras (possivelmente o dia em que foi sepultado).

Corina Rodrigues da Silva, filha do Sr. Joaquim Rodrigues da Silva (Joaquim Bicudo, já falecido) cansou de ouvir seu pai contar essa história. Segundo Corina, seu pai era amigo de Calixto e de seu Antônio Generosa. Ela sempre ouvia seu Joaquim comentar que Calixto não consumia bebidas alcoólicas. Corina não consegue recordar o nome do cunhado de Calixto nem de sua esposa. Mas ouviu seu pai dizer que a esposa de Calixto só visitou o túmulo na visita de um ano. Também não recorda o nome do interior que Calixto morava, mas sabe que é deste município de Piripiri.

Um fato interessante, dentre as várias graças e milagres alcançados por quem fez promessas ao “santo”,  foi o do  recruta Patriota (já falecido). Conta Dona Corina que o Sr. Patriota servia o Exército em Teresina, quando foi acusado de furtar um colar de ouro de seu comandante. O recruta foi ameaçado de todas as formas por seu comandante, mesmo negando a autoria do furto. O comandante deu um último prazo para o desvalido recruta: na manhã seguinte seria submetido a um interrogatório, ocasião em que, se não confessasse sofreria terríveis consequências.

Patriota, preso em uma cela do quartel, lembra-se dos milagres atribuídos ao Santo de Piripiri. Faz um pedido à alma de Calixto, que se “escapasse” daquela enrascada, construiria um cruzeiro e uma casinha (para guardar as oferendas e ex-votos depositados no local do túmulo de Calixto).

Na manhã seguinte, aparecem dois soldados para conduzirem Patriota à presença do irado comandante.  Penalizado com a situação injusta do recruta e com uma forte crise de consciência, um cabo do Exército devolve o colar de ouro ao comandante, assumindo o furto do objeto.

Desgostoso com o constrangimento pelo qual passara, Patriota abandona o sonho de seguir carreira militar e retorna a Piripiri. Em nossa Cidade, Patriota cumpre o que prometera a Calixto e constrói no local de sua sepultura, um cruzeiro e uma casinha.

O prefeito Jônatas Melo (nascido no mesmo ano do falecimento de Calixto), por ocasião de sua segunda administração, faz uma doação do terreno onde estava sepultado o corpo de Calixto a um senhor (cujo nome será omitido). Essa pessoa nega que o túmulo estivesse no local de sua casa, mas o certo mesmo é que à medida que as casas foram sendo construídas, as oferendas e ex-votos iam sendo "empurradas" em direção à esquina contrária (Rua Cel Antônio Coelho com Rua Licínio de Brito Melo). Hoje, as oferendas e ex-votos oferecidos ao Santo de Piripiri perderam-se “pelo caminho”. Não existe mais o cruzeiro e a casinha é lembrada apenas por um pedacinho de parede colocado sob a sombra de frondosa castanhola, plantada na lateral oeste da Rua Licínio de Brito Melo, atrás do prédio do novo “Complexo de Delegacias de Piripiri”. A alma de Calixto, a quem á atribuída vários milagres e graças, ainda hoje é venerada. 

 

Créditos: Informações prestadas por: Corina Rodrigues da Silva, Luís Rodrigues da Silva, Armilo de Sousa Cavalcante e Maria das Graças Silva (Graça Generosa).


A História da Educação em Piripiri - Parte IV

Por Evonaldo Andrade (piripirinaldo@bol.com.br)

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1982, março – Criação da Escolinha Frei Francisco, uma conquista da Professora Maria do Carmo Melo.
A preocupação em educar crianças de idade inferior a sete anos levou a Profª. Maria do Carmo Melo a criar uma escolinha que suprisse a deficiência desses alunos.
Com o agravamento de sua doença, Maria do Carmo não pôde mais acompanhar o andamento das duas escolas por elas fundadas (Roda Viva e Frei Francisco). A alternativa que Maria do Carmo encontrou foi pedir ajuda a Frei Francisco, que lembrou de uma moça muito determinada e responsável que dirigia o grupo de jovens JAC (Jovens Amigos de Cristo). Maria do Carmo repassou à Celma todo o material conseguido. Atitude certa, pois a escola desenvolveu-se e é, hoje, uma escola bem conceituada em Piripiri.
 
O Colégio Frei Francisco foi registrado na Secretaria de Educação em 1991, já na gestão de Celma Sousa Gomes.
 
A escola oferece vagas do pré-maternal à 8ª série do ensino Fundamental.
 
 
Por que o nome “Frei Francisco”?
 
O nome foi uma homenagem do Grupo de Jovens (CEFRAN - Clube Estudantil Frei Francisco, fundado por Maria do Carmo Melo) ao caridoso Frei Francisco, que esteve à frente de nossa Paróquia por duas vezes, em doze produtivos anos.
 
Quem foi Frei Francisco?
 
 
Frei Francisco Polkmann nasceu no dia 28 de setembro de 1919, em Westerwiehe - Alemanha. Iniciou seus estudos em Rietberg, onde fez o ginásio. Estudava no Colégio dos Franciscanos, em Bardel (Bentheim – Alemanha), quando, em 1939, os nazistas fecharam o colégio. Continuou seus estudos em Dorsten, em 1940, ocasião em que foi convocado pelo exército alemão (2ª Grande Guerra Mundial). No campo de batalha, esteve na Rússia (1941 e 1943); França (1942) e Romênia (1944), onde foi feito prisioneiro de guerra. Os romenos entregaram-no aos russos. Nos campos da Romênia, em meio a mil prisioneiros, viu seiscentos deles morrerem.
Com o fim da guerra, depois de passar pelos campos russos, Frei Francisco chega à casa de seus pais em 24 de setembro de 1945.
Ordenou-se sacerdote em 29 de março de 1952. Assumiu a direção da Paróquia de Nossa Senhora dos Remédios em 18 de dezembro de 1958, permanecendo em nossa cidade até 1961. Frei Francisco retornaria a nossa Paróquia em 1967, de onde só sairia em 1977, sendo substituído por Frei Cláudio Krämer.
Frei Francisco amava tanto Piripiri que expressou sua vontade de aqui ser sepultado e não em Bacabal ou em sua terra natal (era norma da Congregação Franciscana que os padres alemães quando falecidos no Brasil seriam enterrados em Bacabal, onde há um cemitério próprio ou em sua terra natal).
Mas o destino não quis assim. Frei Francisco adoeceu e foi encaminhado para a Alemanha, para tratamento médico. Na Alemanha, faleceu no dia 5 de agosto de 1993, onde foi sepultado.
 
1982, abril – O nome de Maria de Jesus Carvalho é lembrado para nomear a Unidade Escolar Sinhá Carvalho.
 
Sua localização: Av. Deputado Raimundo Holanda, s/nº, Bairro Petecas.
 
Início dos anos 80, com a necessidade da expansão do ensino público, notadamente no Bairro Petecas, o governo estadual cria, em abril de 1982, a Unidade Escolar Sinhá Carvalho.
 
 
Este ano (2013), a Unidade Escolar Sinhá Carvalho foi municipalizada.
 
Quem foi Maria de Jesus Carvalho?
 
 
Maria de Jesus Carvalho, filha do Professor Francisco Nélson de Carvalho e de Dona Carlota Lima de Castro, nasceu no dia 03 de setembro de 1883, na Vila de Barras-PI. Sinhá Carvalho, como era conhecida, passou a maior parte de sua vida em Piripiri, considerando esta cidade sua terra natal. Católica fervorosa, catequista por vocação, seu sonho era ser freira (não realizado).
Foi a primeira diretora das Escolas Reunidas Padre Freitas, onde também foi professora.
Sinhá Carvalho começou a ensinar aos jovens de Piripiri, em sua própria residência, que era localizada na Praça da Bandeira (antiga Praça da Independência). Hoje, no local de sua casa, foi construído o prédio da extinta Telepisa.
 
 
Maria de Jesus nasceu para o magistério. Seu amor pela educação era tão grande, que se mudou para a capital do Estado, onde, morando na Rua Firmino Pires, nº 740, conseguiu formar seus cinco sobrinhos em professores.
Após uma longa e bela caminhada como professora e catequista, falece em Teresina, no dia 28 de junho de 1977, aos 93 anos de idade.
Sinhá Carvalho sempre manifestou sua vontade de ser enterrada em Piripiri, sua cidade do coração. Seu desejo foi realizado. Está sepultada no Cemitério São Francisco.
 
 
1983 – Inaugura-se a Unidade Escolar Prisma Ltda.
 
 
A professora Zélia da Cruz Castro Bezerra de Melo, uma das fundadoras, é a autora do lema: “Numa linha reta de trabalho, façamos desta Unidade Escolar um Prisma de bases e faces culturais”. Proposição feita com acerto, o Colégio Prisma criou eventos culturais e foi o alicerce de muitos alunos, que ingressaram em universidades estaduais, federais e em concorridas instituições particulares de ensino superior.
 
A criação da escola originou-se dos anseios de duas professoras experientes e dois universitários cheios de ideais. Foram eles: Agnelo Costa (Medicina Veterinária - UFPI), Paulo Henrique de Melo (Medicina – UFPI) e as professoras Vanilda dos Santos Seba e Zélia de Cruz Castro Bezerra Melo.
 
 
Sua localização: Rua Pires Rebelo, 332, centro.
 
 
A escola encerrou suas atividades em 2007.
 
 
1984, 15 de janeiro – Criada a Unidade Escolar Christus, que se oficializou em 22 de janeiro do ano seguinte.
 
Localizada inicialmente na esquina das ruas Padre Domingos e Pires Rebelo, a escola de Dona Maria Zuíla Augusto de Rezende e Dr. Antônio Francisco Ferreira de Rezende (primeiros proprietários) foi mais uma conquista da educação piripiriense, pois, dessa escola nasceria um dos maiores complexos educacionais do Piauí: Educandário Christus e Chrisfapi (Christus Faculdade do Piauí).
 
 
Nascida do sonho do casal Zuíla e Antônio, pessoas ligadas à educação piripiriense e preocupadas com a carência de escolas de 2º Grau (Ensino Médio), a escola tornou-se realidade em janeiro de 1984, sendo reconhecida pelo Conselho Estadual de Educação em janeiro de 1985 (Resolução CRR nº 01/85).
 
 
As aulas tiveram início no dia 10 de março de 1984. Antônio Francisco Ferreira de Rezende faleceu no dia 24 de agosto de 1997, deixando viúva sua companheira de luta, Maria Zuíla Augusto de Rezende, que faleceria anos mais tarde, em 26 de fevereiro de 2013.
Hoje a escola está localizada na Rua Major Antônio Albino, nº 523, centro, sob o comando de Maria do Carmo Amaral Brito.
 
 
A escola oferece ensino infantil (maternal) ao pré-vestibular.
 
 
Chrisfapi (Christus Faculdade do Piauí) – Instituição mantenedora: “Associação Piripiriense de Ensino Superior S/C Ltda”.
 
 
Cursos oferecidos: Administração, Ciências Contábeis, Direito, Enfermagem, Fisioterapia e Serviço Social.
 
 
1985, abril – Unidade Escolar Baurélio Mangabeira, autorizada pela Resolução nº 001/2001 C.E.E.
 
Avenida Aderson Ferreira, 975, centro.
 
Há um anexo (Ensino Médio) na Localidade Furnas.
 
Quem foi Baurélio Mangabeira?
 
 
Benedito Aurélio de Freitas nasceu na Fazenda Pau-d’arco (Bairro Estação), Piripiri-PI, em 18 de julho de 1884, às seis horas da tarde e faleceu em Teresina-PI, em 16 de abril de 1937. Farmacêutico, jornalista, caricaturista, pintor, xilógrafo, poeta e trovador. Membro fundador da Academia Piauiense de Letras. Elaborou seu pseudônimo da seguinte forma: juntou a letra “B” de Benedito (seu nome) a seu outro nome, Aurélio. Para sobrenome, escolheu “Mangabeira”, árvore do sertão piauiense.
 
 
Baurélio, bisneto do Padre Freitas, filho do casal Aureliano de Freitas e Silva e Izabel Rosa da Silva, nasceu órfão de mãe (Dona Izabel Rosa faleceu no parto), ocasião em que seu pai desposou a cunhada e também sobrinha Carolina Rosa da Silva. Benedito Aurélio tornou-se órfão de seu pai aos cinco anos.
Seu primeiro contato com as letras foi na escola do Professor Nélson Francisco de Carvalho, onde se destacou dos demais alunos, por sua inteligência e rapidez de raciocínio. Em 1896, Baurélio é levado por seu avô Porfírio de Freitas e Silva para a Vila de Barras-PI, por não ter como criá-lo (devido à idade).
Adulto, Benedito Aurélio emprega-se na Farmácia “Guerreiro”, em União-PI.
De União, partiu para Floriano e Teresina, onde foi funcionário da farmácia do Sr. Tersandro Paz, estabelecimento onde aprendeu a arte de manipular medicamentos.
Baurélio casou-se em 21 de junho de 1927 com Raimunda de Oliveira Nascimento, com quem teve três filhos: Francisco de Assis, Maria de Lourdes Freitas Maciel e José Henrique de Oliveira Freitas.

 
1985 - No governo Hugo Napoleão é inaugurada a Unidade Escolar Antonio Monteiro Alves.
 
 
Este ano (2013), a Unidade Escolar Antonio Monteiro Alves foi municipalizada.
 
Quem foi Antônio Monteiro Alves?
Nascido em Pedro II, no dia 24 de fevereiro 1917 e falecido em Piripiri, no dia 12 de março de 1983. Aportou em nossa cidade, em 1° de janeiro de 1947.
Em terras piripirienses, foi fotógrafo, comerciante e agricultor. Na vida pública, começou como vereador, em 1958, pela UDN (União Democrática Nacional). Prefeito Municipal de Piripiri (1962-1966) e Deputado Estadual. Criou, na Rua Santos Dumont, a “Colônia Pedro-segundense”.
 
Antônio Monteiro casou-se com Maria Zenaide Campelo Leite, com quem teve os filhos: Euquério, Eutrópio, Eurides, Eugênio e Eucário.

1987, 08 de setembro – Inaugurada como “Escola Agrotécnica do Núcleo de Educação Rural Integrada de Piripiri”, está localizada a 10 km de Piripiri, entre as localidades Sobradinho e Ingazeira. São 72 hectares na margem direita da BR 404, km 09, no sentido Piripiri/Pedro II.
 
 
Hoje, a escola mudou sua denominação para “Centro Estadual de Educação Profissional Rural Governador Hugo Napoleão”.
 
 
 
O C.E.E. Gov. Hugo Napoleão oferece, na modalidade Ensino Médio Profissionalizante, cursos técnicos nas seguintes áreas: Hospedagem (Turismo Ambiental Rural), Zootecnia, Agroindústria e Agropecuária.
 
 
1988 – No ano de seu falecimento, a escritora Judith Santana, a primeira historiadora de Piripiri, é homenageada com uma escola de ensino médio, a Unidade Escolar Judith Santana. No mesmo ano, a escritora também foi homenageada com uma escola na localidade Caldeirãozinho. Há um anexo da escola (Ensino Médio) na Localidade Sertão de Dentro.
 
 
Sua localização: Rua Padre Domingos, nº 1535, centro.
 
Quem foi Judith Santana?
 
 
Judith Alves Santana nasceu em Piripiri-PI, em 12 de janeiro de 1924 e aqui faleceu, em 08 de fevereiro de 1988.
 
 
Filha de Luiz Santana de Oliveira e de Dona Jesuína Alves Santana. Judith é a grande historiadora de Piripiri. De sua lavra, os livros “Piripiri”, “O Padre Freitas de Piripiri” e “A História Alegre de Nossa Gente” narram, com detalhes importantes, a história de nossa cidade. Além dos livros mencionados, escreveu ainda “Parnaíba” e “Salmos de Meu Destino”.
Escritora de renome, foi imortalizada na Academia Parnaibana de Letras (cadeira 23); Academia de Letras do Vale do Longá (cadeira 01) e é Patrona da Cadeira 35, da Academia de Ciências, Artes e Letras de Piripiri. Pertenceu ao Instituto Histórico e Geográfico do Piauí.
 
 
1990 – Colégio Integral. Os professores Hermínio Marques Damasceno, Francisco Amado Costa, Tertuliano Tibúrcio Costa, Glicério Monteiro de Andrade, Erivelton Andrade e Emanuel Luís de Farias Cruz criam uma escola de Ensino Médio. O colégio funcionou até 1992. Seu prédio, sito na Rua Santos Dumont, foi reformado e teve a fachada modificada. Hoje, no lugar, está instalada a fábrica “Primeiro Ato”.
 
1990 – Colégio Anglus Infantil – Fundado por Domingos Urquiza de Carvalho Filho (sócio diretor), Pedro Moreira de Carvalho e Raimundo Nonato Carvalho. A escolinha funcionou durante quatro anos (1990-1993). Com endereço na Rua Aristeu Tupinambá, nº 37, a escola oferecia jardim I, jardim II, alfabetização e primeira a quarta série do ensino fundamental, nos turnos manhã e tarde.
 
 
 
1991 – Fundação da Unidade Escolar Irmã Mercês. A Escola foi criada por Conceição Sales Cruz. Funcionou na antiga residência do casal Marcos José de Melo e Maria Mendes Melo. Essa casa (também conhecida por “Casa de Dona Arlete”) foi sede do posto de vendas de materiais escolares e livros do MEC.
 
 
A Escola Irmã Mercês foi, na prática, uma continuação da Escola Frei Jordão, que funcionava na antiga casa de Yayá Morais, doada (em vida) à Paróquia, que recebia um salário mínimo da direção da escolinha.
O prédio do colégio Frei Jordão foi requisitado por Frei Francisco, resultando no fim dessa escola. Nascia, assim, a Unidade Escolar Maria das Mercês, com endereço na Rua Felinto Resende.
A casa onde funcionou a escola foi demolida e em seu lugar foi construída a sede do Colégio Frei Francisco.
 
Quem foi Irmã Mercês?
 
 
Maria das Mercês Melo, filha do casal Marcos José de Melo e Maria Mendes Melo, nasceu em Piripiri, no dia 12 de agosto de 1926. Fez o primário no Grupo Escolar Padre Freitas. Estudou no Colégio Nossa Senhora das Graças, em Parnaíba-PI.
Maria das Mercês era uma jovem bonita e educada, mas seu sonho era servir a Deus.
Em 06 de janeiro de 1947, aos vinte e um anos de idade, fez Profissão de Fé como freira da Congregação dos Pobres de Santa Catarina de Sena e a Profissão Perpétua, em 1952.
Formada em Línguas Neolatinas pela Faculdade Católica de Filosofia do Piauí, Irmã Mercês se destacou brilhantemente nos anos em que serviu em Teresina, no Colégio Sagrado Coração de Jesus, onde exerceu o cargo de diretora.
Quando servia em Guarabira, Paraíba, foi acometida por um câncer, ocasião em que foi se tratar em Belém-PA, cidade onde faleceu, no dia 11 de março de 1967.
Irmã Mercês, por seu belo trabalho em Teresina, foi homenageada com uma praça (Praça Irmã Mercês), na administração do Prefeito Wall Ferraz. Também, na capital piauiense, há uma escola com seu nome, o “Educandário Irmã Maria das Mercês”, com sede na Rua Angélica, nº 1408, Jockey Club.
 
 
1992 – Fundação do Colégio Padre Kleber Parente.
Com o auxílio de sua irmã Auciomara Mendes Teixeira Oliveira, o Padre Kleber cria uma escola que leva seu nome.
A escola oferecia desde o jardim I ao Ensino Médio. Além do ensino normal (Ensino Infantil ao Ensino Médio) escola também oferecia Ensino Fundamental e Ensino Médio profissionalizantes, nos cursos: técnico em enfermagem e técnico em contabilidade (Ensino Médio) e auxiliar de enfermagem (Ensino Fundamental).
 
Sua localização – Sua sede situava-se na Avenida Aderson Ferreira, onde funcionou a 5ª Ciretran (Circunscrição Regional de Trânsito). O Colégio encerrou suas atividades em 1997.
 
Quem é Padre Kleber Parente?
 
 
Kleber Mendes Teixeira Parente foi o primeiro piripiriense a se ordenar padre. Filho de Lourival Teixeira de Sousa e de Dona Juventina Mendes Teixeira Sousa, nasceu em Piripiri, no dia 26/07/1956. Kleber Parente começou sua maratona religiosa no Seminário de Itapipoca-CE, mas, após dois anos, desistiu de seu ideal. Sem uma vocação definida, escolheu o curso de Direito, iniciado na “Faculdade São Francisco”, em São Paulo-SP. Com o pensamento voltado para as obras de Deus, após dois anos, desiste do curso de direito, ingressando novamente em um seminário. Padre Kleber, pessoa comunicativa e prestativa, torna-se amigo de Dom Benedicto de Ulhôa Vieira, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. Em 1978, Dom Benedicto é nomeado Arcebispo Metropolitano de Uberaba-MG, cidade para onde é transferido. Seguindo seu mentor, Padre Kleber transfere seu seminário para Uberaba-MG, onde se ordena padre em 10.12.1982.
Ainda em dezembro de 1982, Padre Kleber celebra a primeira missa em Piripiri, sua terra natal.
 
 
1992 – Colégio Arco-Íris.
 
 
Com o ideal de criar uma escola que oferecesse um ensino de qualidade, Maria Geysha Sousa Rego funda o Colégio Arco-Íris, oferecendo vagas do maternal ao 5º ano.
Situado na Rua Avelino Resende, nº 871, a escola dispõe de um ambiente saudável e acolhedor, com professoras experientes e preocupadas com o bem-estar dos alunos; o que justifica o lema do colégio: “Educando a criança para a vida!”.
 
 
1992 – Colégio Liceu de Piripiri.
 
Fundado pelo Desembargador Joaquim de Sousa Neto e hoje dirigido por sua viúva e filhos, com Ensino Fundamental. 
 
Quem foi Joaquim de Sousa Neto?
 
 
Joaquim de Sousa Neto nasceu no dia 3 de outubro de 1916, em Piracuruca-PI. Filho de Joaquim de Souza e Maria de Madalena de Souza.
Na década de 50, tão logo concluiu o curso de Direito, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde fez carreira, tornando-se conhecido como um dos mais cultos juízes daquela cidade.
Após presidir o Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, transferiu-se para Brasília, em 1960, no ano de sua inauguração. Na capital brasileira foi promovido ao cargo de Desembargador do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal e, depois, Presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (21 de abril de 1966).
Souza Neto brilhou no meio literário. Seus romances o tornaram conhecido em todo o Brasil.
Membro da Academia Brasiliense de Letras. É autor de obras jurídicas importantes, que a crítica consagrou: "O Preceptor da Parnaíba"; "O Culpado"; “O Motivo e o Dolo”; “Júri de Economia Popular”; “A Tragédia e a Lei”; “Cartas à Academia”; “Coação e Malícia”; “Os Soares”; “Filho de Deus”; “A Palavra e a Novacap” e “Linhas Paralelas”.
A obra “A Tragédia e a Lei” foi traduzida em seis línguas.
 
Além da Academia Brasiliense de Letras, pertenceu à Associação Nacional de Escritores. Foi eleito para a Academia Piauiense de Letras, mas deixou que o prazo prescrevesse, tornando sua eleição sem efeito. Joaquim de Sousa Neto faleceu em Piripiri-PI, no dia 28 de junho de 2003.
Homenagens a Joaquim de Sousa Neto: Em Brasília – Inaugurado em 29 de abril de 2011, o “Fórum Desembargador Joaquim de Sousa Neto” (Fórum Verde), o primeiro Fórum sustentável do Poder Judiciário brasileiro e o primeiro do Poder Público com processo de construção totalmente sustentável.
 
 
Em Teresina – Inaugurado em 31 de maio de 2012, o mais moderno fórum do Brasil, o “Desembargador Joaquim de Sousa Neto”. A inauguração do novo fórum contou com a participação da irmã homenageado, Maria da Graça Sousa, que, emocionada, falou sobre a reedição do livro “A Tragédia e a Lei”, uma grande obra de Sousa Neto, cortesia do Tribunal de Justiça do Piauí.
 
 
Em breve "A História da Educação em Piripiri - Parte V".
 
Fonte de pesquisa  (não apenas da parte IV, mas de todo o artigo): 
 
Para execução deste trabalho, foi de fundamental importância a pesquisa em livros (incluindo-se livros de Cartório), informações prestadas por estudiosos da nossa história, fotografias escaneadas de álbuns de família, salvas em facebook, fotografadas de quadros e feitas originalmente para este artigo.

Pesquisa feita nos seguintes livros: "Piripiri" e "O Padre Freitas de Piripiri", de Judith Santana; "Memórias de Piripiri", "Velhos Conterrâneos Luminosos" e "Nos Tempos do Coronel Thomaz Rebello", de Cléa Rezende Neves de Mello; "Ruas, Avenidas e Praças de Piripiri" e "Ponta-de-Rama", de Fabiano Melo; "Cronologia Histórica do Estado do Piauí", vol. 02, de F. A. Pereira da Costa;  "Pesquisas para a História do Piauí", vol. o4, de Odilon Nunes; "Professor Felismino Freitas - Educação como Missão e Vocação", de Maria Leonília de Freitas, Francisco Antonio Freitas de Sousa e Francisco Newton de Freitas; "Piripiri", publicação do Banco do Nordeste S/A; "PIRIPIRI - Piauí", monografia nº 625, publicada pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE; "Parabéns, Piripiri! 75 anos", publicação da Prefeitura Municipal de Piripiri; "Cada Rua, Sua História - Parnaíba", de Caio Passos; "100 Fatos do Piauí no Século XX", de Zózimo Tavares; “Antologia da Academia Piauiense de Letras”, de Wilson Carvalho Gonçalves; “Almanaque da Parnaíba” (1961), de Ranulpho Torres Raposo. “Revista Cidade Verde”, edição 042, de 09/10/2012; “Como o Sândalo – Virtudes e Méritos de Maria do Carmo Melo”, de Ana Maria Cunha; “Respingos na Caminha”, de Maria do Carmo Melo, “Sertões de Bacharéis – O Poder no Piauí entre 1759 e1889”, de Jesualdo Cavalcanti Barros.

Fotos, imagens, comentários em fotos de facebook, sugestão e informações prestadas pelos intelectuais: Armilo de Sousa Cavalcante, Auciomara Teixeira, João Cláudio Moreno, Adelaide Macedo, Maria da Conceição Oliveira de Almeida, Vicença Assunção Oliveira e Assunção, Joaquim Amâncio de Assunção, Fabiano Melo, Luiz Mário de Morais Getirana, Emília Maria Cruz, Zélia de Cruz Castro Bezerra de Melo, Edivar Gomes de Araújo, Raimunda Rocha e Silva, Francisco Newton de Freitas, Maria Daysée Assunção Lacerda, Lúcia Cruz Holanda, Zélia Marques, Antonio Ferreira Filho, Cléa Rezende, Leonor Melo, Emília Maria Cruz, Maria José Melo, Ana Assunção Oliveira Cunha, Maria da Anunciação Araújo Sousa, Luísa Sousa Lustosa Araújo, Leonor de Melo Rodrigues, Justina de Sousa Medeiros Oliveira, Maria dos Remédios Paiva Marques, Eugênio Leite Monteiro Alves, Rosemary Machado Oliveira.

Sites pesquisados:
http://www.ufpi.edu.br/subsiteFiles/ppged/arquivos/files/eventos/2006.gt10/GT10_2006_03.PDF → Marcelo de Sousa Neto (UESPI) Doutorando em História – UFPE; http://www.gterra.com.br/geral/governo-de-wellington-dias-fechou-40-escolas-no-piaui-29942.html; 
http://www.portalaz.com.br/noticia/geral/248445_professores_denunciam_manobra_para_fechar_escola_seduc_nega_acusacao.html;
http://www.180graus.com/blog-literario/o-s-f-u-n-d-a-d-o-r-e-s-baurelio-mangabeira-por-reginaldo-miranda-472410.html; http://www.camara.gov.br/internet/InfDoc/novoconteudo/legislacao/republica/Leisocerizadas/Leis1972v2.pdf
http://www.diariooficial.pi.gov.br/diario/200506/18813f2617262c2.pdf; http://www.jusbrasil.com.br/diarios/2665800/dou-secao-1-17-04-1957-pg-1/pdfView; http://www.famososquepartiram.com/2011/07/petronio-portela.html; http://csi.ati.pi.gov.br; 
www.colegiomariajosepi.com.br; http://www.educandariochristus.com.br; www.chrisfapi.com.br
http://www.tre-df.jus.br/institucional/conheca-o-tre-df/galeria-de-ex-presidentes/desembargador-joaquim-de-souza-neto
http://professorfranciscomello.blogspot.com.br/2010/06/mulheres-que-contribuiram-para-nossa_21.html
http://historiadopsc.blogspot.com.br/2010/09/todas-as-diretoras-do-patronato-sousa.htm
http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_19970822_ozanam_po.html
http://www.piracuruca.com/capitulotexto.asp?codigo=49&codigo1=Revista%20Ateneu%20-%20N%B0%201
http://www.noticiasdeurucui.com.br/noticias/saiba-quais-as-melhores-escolas-publicas-do-piaui-segundo-o-ideb-2011-10560.html
http://www.cidadeverde.com/seduc-premia-75-escolas-que-tiveram-acima-da-media-no-ideb-e-enem-62109
http://www.piaui2008.pi.gov.br/impressao.php?id=14316

 


Festa das Cabacinhas

Por Evonaldo (piripirinaldo@bol.com.br)

() Comentários | | Postado por: Evonaldo Andrade em Almanaque de Piripiri

Artigo postado originalmente em 14 de janeiro de 2013, à 01h40min. Segunda-feira.

A Festa das Cabacinhas (Festa da Capelinha)

Em Lendas de Piripiri III, o leitor deste almanaque conheceu a incrível história de “O Galo da Apertada Hora”, que aterrorizava os fiéis de Nossa Senhora do Rosário. A procissão, em adoração a Nossa Senhora do Rosário, tinha como destino a Capela de Nossa Senhora dos Remédios. 

A primeira Capela de Nossa Senhora dos Remédios (construída entre os anos de 1840 a 1844) situava-se no “meio” da Rua João de Freitas. Foi nessa capela que foi sepultado o corpo do Padre Freitas, em 1868. Essa capela foi demolida, construindo-se outra, em 1876, ao lado da casa do fundador de nossa cidade, na Rua João de Freitas. No local da primeira capela, foi erguido um monumento em homenagem ao Padre Domingos de Freitas e Silva. O monumento, com o tempo, tornou-se um empecilho para o trânsito e, por essa razão, foi demolido. 

A segunda capela foi também demolida e, em seu lugar, ergueu-se uma nova capela em homenagem a Nossa Senhora do Rosário, em 1940. 

Foi, esse pequeno pedaço de rua chamado de “rua meia-sola”, o palco para as alegres e emocionantes “Festas das Cabacinhas”, um empolgante  festejo em honra a Nossa Senhora do Rosário e  que remonta à época da primeira Capela de Nossa Senhora dos Remédios, na Rua João de Freitas. 

Nossa Senhora do Rosário era representada por bonita imagem (pertencente a Domingos Preto, proprietário, à época, da localidade Salgado). Domingos herdara a imagem de sua mãe, que também patrocinava a festa.

Em certa ocasião, Dona Carola Freitas pedira a Domingos Preto para guardar a imagem da santa em sua casa. Domingos consentiu, mas “deixou bem claro” que se a mesma falecesse primeiro que ele (Domingos) a imagem retornaria ao seu poder. Há quem diga que houve uma transação entre Domingos Preto e um membro da família Freitas. Ao que se sabe, a imagem  ficou em poder da família de  Dona Carola Freitas e os herdeiros de Domingos Preto nunca questionaram sua posse.

Nessas festividades (realizadas nos primeiros anos de Peripery), escolhia-se um rei e uma rainha (entre os negros). O escravo Salomão foi um dos primeiros reis. 

Pulquéria (negra muito bonita) foi uma das últimas rainhas. A bela Pulquéria vivia na casa do Coronel Antonio Alves Ferreira (pai de Aderson Ferreira). Pulquéria era ama de Odilon (nascido em 1899).

A Festa das Cabacinhas iniciava-se em setembro. A imagem de Nossa Senhora do Rosário saia peregrinando pelo interior de Peripery, nas fazendas e povoados vizinhos. Os negros entoavam benditos (orações).

A peregrinação chegava ao Sítio Anajás no dia 27 de dezembro, onde a imagem era calorosamente recebida (ver lenda “O Galo da Apertada Hora”). Os fiéis seguiam em procissão à capela de Nossa Senhora dos Remédios. Os encarregados traziam cestas com ofertas: verduras, frutas, além de dinheiro e animais. Na tarde do dia 28, os devotos visitavam as principais casas da vila, cantando:

À noite (do mesmo dia 28 de dezembro) começavam os festejos, terminando no dia 06 de janeiro (Dia de Reis). As nove noites de novena atraiam centenas de moradores da vila e região vizinha. Os leilões eram bastante concorridos. Os sacristãos da paróquia encarregavam-se de “gritar” o leilão. Bidoca Pinheiro era conhecido leiloeiro. Famoso por sua simpatia e pelo costume nada comum de quebrar um ovo cru e engolir a gema, para ter forças para anunciar as joias.

O ponto forte da festa era a brincadeira das cabacinhas. Os jovens atiravam as cabacinhas nas pessoas. As cabacinhas eram preparadas pelas moças da cidade. Para confeccioná-las, usavam cera branca  e anilina azul. As cabacinhas, quando prontas, adquiriam a cor azul-esverdeada e eram “recheadas de água perfumada”.

Alguns estudantes aprenderam a fabricar as cabacinhas, mas enchiam-nas de tinta sardinha (uma marca de tinta preta usada em canetas-tinteiro). Essa brincadeira dos estudantes causava aborrecimentos nas pessoas, que tinham as roupas manchadas de tinta preta. Acredita-se que esse tenha sido o motivo para o fim da brincadeira.

E hoje, a Capelinha de Nossa Senhora dos Remédios não existe mais, não há mais a Festa das Cabacinhas... E a imagem de Nossa Senhora do Rosário? Segundo João Carlos Souza, até 1984, a imagem de Nossa Senhora do Rosário esteve aos cuidados de Dona Maria, esposa do Dr. Bandeira.

O que se sabe mesmo é que Piripiri perdeu a mais original de suas festas, a “Festa das Cabacinhas”.

Obs.: Segundo Monsenhor Chaves, em 1882, havia, em todo o Piauí, 21.691 escravos, sendo 203 em Piripiri.

Obs2.: A Festa das Cabacinhas (que em Piripiri terminava no Dia de Reis) ainda é comemorada em poucas cidades brasileiras, algumas com início no Dia de Reis.

Crédito textos, informações e imagens: Livros “Piripiri” e “O Padre Freitas de Piripiri” – Judith Santana; Memórias de Piripiri – Cléa Rezende Neves de Mello; Mons., Chaves – Obra Completa. Fotos colhidas em “blogdocatete.blogspot.com.br”; Piripiri – Banco do Nordeste do Brasil S.A.; Mercado Livre e Facebook de Fabiano Melo.

 


Nossa Senhora de Furnas

Por Evonaldo Andrade (piripirinaldo@bol.com.br)

() Comentários | | Postado por: Evonaldo Andrade em Almanaque de Piripiri

Artigo postado originalmente em  05 de dezembro de 2012, às 23h52min, quarta-feira.

Acredita-se que a primeira aparição de Nossa Senhora tenha sido na França, em 1830, a uma jovem de 24 anos, que seria santificada com o nome de Santa Catarina Labouré. Foram diversas aparições de Nossa Senhora em todo o mundo, sendo a mais famosa a aparição de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal, em 1917, presenciada por Lúcia, Jacinta e Francisco Marto.

Essas aparições mexem com o imaginário popular, pois poucas pessoas são privilegiadas com essas visões.

No município de Piripiri, há um povoado chamado Furnas. Seu nome se deve a um conjunto de três furnas existentes na região.

Foi nas proximidades de uma dessas furnas, a da caverna dos morcegos, perto do “olho d’água do buracão”, situada a cerca de três quilômetros do povoado, que as crianças Francisca e Zilda viram, pela primeira vez, Nossa Senhora, sobre um toco seco.

Segundo a catequista Cecília Costa, mais de quinze pessoas da localidade afirmaram ter visto a santa. A notícia espalhou-se rapidamente, tendo sido o fenômeno presenciado por diversos turistas, oriundos de diversas cidades piauienses e de outros estados, que diziam ver a imagem de Nossa Senhora.

Rejane Maria Silva Oliveira, à época criança, em visita ao local, conta que ficara assustada com o clamor das pessoas que choravam emocionadas ao avistarem a santa.

Espedito Nogueira relata que seu cunhado Belizário (já falecido), pessoa idônea e respeitada por todos no povoado, tinha o privilégio de ver a santa, todas as vezes que se dirigia ao local.

Curiosamente, anos depois, o toco sumiu misteriosamente do lugar.

Cerca de cinco anos depois, possivelmente em 1991, algumas romeiras, entre elas, a catequista Cecília Costa, reconheceram o toco, que, na ocasião, estava exposto na Igreja Matriz de Canindé. O grupo foi atrás de outros romeiros para anunciar a descoberta, mas quando retornaram, perceberam que o toco, mais uma vez, havia sumido. Uma senhora, que a tudo assistira, informou que uma pessoa, provavelmente da igreja, “carregara” o toco.

Outro acontecimento infeliz foi um incêndio ocorrido no local, que destruiu objetos de madeira (pernas, cabeças, braços etc.) deixados como pagamentos de promessas a milagres atribuídos à Santa de Furnas.

As aparições de Nossa Senhora em Furnas renderam dois romances (literatura de cordel), um feito pelo cearense Walfrido Gabriel Sousa (já falecido) que publicou “Aparição de Nossa Senhora em Furnas – Piripiri e o Toco Misterioso” e o romance publicado pelo piripiriense João de Sousa Sobrinho: “A Santa que apareceu em Furnas”.

Infelizmente não tivemos acesso a nenhum desses romances.

Há alguns anos, a casa do cordelista João de Sousa Sobrinho caiu, destruindo o último exemplar sobre a história da santa; desaparecendo, com o romance, informações mais precisas sobre o fenômeno, pois o poeta já não lembra de mais nada.

→ Crédito: Informações prestadas por Cecília Costa, Espedito Nogueira e Rejane Maria Silva Oliveira. Fotos – Arquivo pessoal. Informação sobre as aparições de Nossa Senhora das Graças e Nossa Senhora de Fátima: http://www.derradeirasgracas.com/2.%20Segunda%20P%C3%A1gina/Apari%C3%A7%C3%B5es%20de%20Nossa%20Senhora%20.htm


A PRIMEIRA E ÚNICA PREFEITA DE PIRIPIRI

Por Evonaldo Andrade (piripirinaldo@bol.com.br)

() Comentários | | Postado por: Evonaldo Andrade em Almanaque de Piripiri

Francisca Holanda Felinto de Melo, filha do casal Diógenes Felinto de Melo e Violante Holanda de Melo, nasceu em Piripiri-PI, no ano de 1916.

Bonita, inteligente, comunicativa, Francisca Melo tornou-se a primeira Prefeita de Piripiri, ao assumir, interinamente, a chefia do município.

Como e quando aconteceu?

1938, era então Prefeito de Piripiri, Nélson Coelho de Rezende. Para se quitar com o Serviço Militar, Nélson Coelho se afasta da chefia do executivo municipal durante quinze dias. Nesse período (25 de junho a 10 de julho de 1938), assume o comando do município, a Secretária da Câmara Municipal, Senhorita Francisca Holanda Felinto de Melo.

No dia 22 de abril de 1941, às 17h00min, em Piripiri, o médico  Antônio Tito Castelo Branco atestou o óbito de Francisca Melo.

Com apenas vinte e cinco anos de idade (e já aposentada), vítima de “tuberculose pulmonar”, Francisca falece, deixando a cidade consternada e inconformada. Tão bela e inteligente jovem ainda tinha muito a realizar.

 

Fonte de pesquisa: Livros "Ruas, Avenidas e Praças de Piripiri", de Fabiano Melo; "Piripiri", de Judith Santana e "Livro de Óbito n° 18".

Imagens: Acervo de Evonaldo Andrade.


A História da Educação em Piripiri - Parte V (Parte Final)

Por Evonaldo Andrade (piripirinaldo@bol.com.br)

() Comentários | | Postado por: Evonaldo Andrade em Almanaque de Piripiri

1993 – UESPI
O Campus de Piripiri foi instalado no prédio que abrigou o Hospital Chagas Rodrigues e onde funcionou a Unidade Escolar Aderson Alves Ferreira. Foi institucionalizado pela Lei nº 5.500/2005, de 11 de outubro de 2005.
 
 
No início (1993) era apenas um núcleo, mas, a partir de 1997, ganhou status de Campus.
O Imóvel, onde sempre funcionou o Campus de Piripiri foi doado à UESPI, em 2006, pela Prefeitura Municipal de Piripiri.
Atualmente, o Campus de Piripiri oferece os seguintes cursos: Pedagogia, Direito, Licenciatura Plena em Computação e Licenciatura Plena em Letras/Inglês.
 
 
Hoje, o Campus da UESPI de Piripiri, em merecida homenagem, passou a se chamar de “Campus Professor Antônio Giovani Alves de Souza”.
 
Quem foi Antônio Giovani Alves de Souza?
 
 
Antônio Giovani Alves de Souza, filho de Antônio Alves de Souza Sobrinho e de Dona Ocila Laurindo Alves, nasceu em Piripiri-PI, no dia 20 de setembro de 1940 e faleceu na mesma cidade, em 15 de novembro de 2004. Fez o primário no Grupo Escolar Cassiana Rocha e o ginasial em colégios de Parnaíba-PI, Teresina-PI e Tianguá-CE. Fez o Ensino Clássico (curso de nível médio em três anos, no qual predomina o ensino de línguas) no Seminário Franciscano de Santo Antônio, no lugar Ipuarana, município de Campina Grande-PB.
Professor Giovani era um mestre no ensino de Língua Portuguesa, Literatura e outras línguas, com destaque para a francesa. Lecionou nas escolas: José Narciso da Rocha Filho, Aderson Alves Ferreira, Patronato Santa Catarina Labouré e Embaixador Espedito Resende. Aposentou-se em 15 de março de 1996.
 
 
2000 – COOPEPI (Cooperativa Educacional de Piripiri).
 
 
A escola, criada por vinte e um sócios, funcionou até 2011, nos turnos matutino e noturno. Pela manhã, a escola oferecia ensino da 5ª série ao 3º ano do Ensino Médio. À noite, o Ensino Médio na modalidade EJA (Educação de Jovens e Adultos). 
 
 
2009, janeiro – Centro Educacional Diógenes Quaresma de Sousa.
É a escola do SESC (Serviço Social do Comércio) oferecida à comunidade piripiriense, especialmente aos alunos dos bairros Floresta, Matadouro e Estação. A modalidade de ensino (EJA – Educação de Jovens e Adultos) é ofertada pelo projeto SESC Ler, da alfabetização a 4ª série, no turno diurno.
 
Quem foi Diógenes Quaresma de Sousa?
 
 
Diógenes Quaresma de Sousa, filho de Inácio Higino de Sousa e Laura Rosa de Melo, nasceu na localidade Boa Vista, município de Barras-PI, no dia 15 de janeiro de 1935. Industrial, comerciante e agropecuarista. Diógenes casou com Maria Erinelda Teles de Sousa, de cuja união nasceram os filhos: Jorge Ivan, Gilvan e Gilvana. Diógenes Quaresma faleceu em 26 de junho de 1998.
 
 
2010 – IFPI (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia).
 
 
O IFPI foi inaugurado em fevereiro de 2010. O instituto oferece cursos técnicos integrados ao Ensino Médio (Administração, Comércio e Vestuário), com duração de quatro anos. Cursos na modalidade “Ensino a Distância” (Serviços Públicos, Meio Ambiente e Segurança no Trabalho). Ensino Superior (Licenciatura em Matemática). Há ainda projetos na área social, como “Mulheres Mil”. O IFPI também oferece especializações.
 
2010, agosto – Unopar
 
 
Oferecendo cursos na modalidade “EaD” (Educação a Distância), a Universidade Norte do Paraná iniciou suas atividades em Piripiri, no segundo semestre de 2010.
Sua primeira sede foi no prédio do extinto “Colégio das Irmãs”. Atualmente, a Unopar está localizada na esquina das ruas Pires Rebelo com Padre Domingos.
Os cursos ofertados são: Administração, Ciências Contábeis, Serviço Social, Letras e História.
 
 

ESCOLAS MUNICIPAIS

SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO – ÓRGÃO MUNICIPAL

Inaugurado no dia 04 de julho de 1987, a Secretaria Municipal de Educação é o órgão regulador das escolas do município.

 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL DR. ADAUTO COELHO DE REZENDE
 
 
Localizado no final da Avenida Tomaz Rebelo, Bairro Anajás, o Centro Educativo Dr. Adauto Coelho de Rezende foi fundado no dia 04 de julho de 2005.
Escola construída com recursos do FUNDEF, FPM, ICMS e, principalmente, recursos do legado do Dr. Adauto Coelho de Rezende.
O centro educativo oferece Ensino Infantil e Fundamental, atendendo a crianças e adolescentes dos bairros Anajás, Recreio e Floresta.
 
 
Quem foi Adauto Coelho de Rezende?
 
 
Filho do Prefeito Nelson Coelho de Rezende e de Dona Carlota Amélia de Rezende, nasceu em Piripiri, no dia 1° de junho de 1906 e faleceu no Rio de Janeiro, em 05 de maio de 1991, sem ter deixado descendentes.
 
 
Aprendeu a ler e a escrever no Colégio Castelo (um dos primeiros colégios particulares de Piripiri). Fez o ginasial no Liceu Piauiense, na capital piauiense. Concluiu o curso de Medicina, no Rio de Janeiro, em 1930. Médico brilhante, recebeu o grau de doutor com a tese “Tratamento do Pé Torto sem Intervenção Sangrenta”. Lecionou no “Curso de Puericultura”, do Instituto Fernandes Figueira, no Rio de Janeiro, onde escreveu sessenta trabalhos sobre pediatria. Foi membro da Academia Americana de Pediatria. Em Piripiri, foi criador da “Sociedade de Proteção à Maternidade e à Infância”, entidade que originou o “Posto de Puericultura Dr. Adauto Rezende” (mais tarde, FSESP). Idealizou e fundou, com a ajuda de amigos, o “Museu de Perypery” (inaugurado em 04 de julho de 1987).
 
 
Amante das artes plásticas, Dr. Adauto Rezende, em seus momentos de descanso, desenhava e pintava com aguçada sensibilidade.
 
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL IRMÃ ÂNGELA
 
 
Sua localização: Praça da Saudade, 346, Morro da Saudade.
 
Com a extinção do Patronato Santa Catarina Labouré e a Escola Normal São José, a Secretaria Municipal de Educação criou o Centro Educativo Municipal Irmã Ângela, homenageando uma religiosa que deixou sua marca em Piripiri.
 
Quem é Irmã Ângela?
 
Mariana de Albuquerque Mendes é seu verdadeiro nome. Nascida no ano de 1926, na Cidade de Pacatuba-CE. Chegou a Piripiri em 1947 (aos vinte e um anos de idade). Com ela vieram as irmãs Eulália Alves Timbó e Helena Silva.
Irmã Ângela foi superiora do Patronato Santa Catarina Labouré em três ocasiões: a primeira em 1959; a segunda em 1984 e a terceira em 1994.
 
Irmã Ângela, que no Estado do Ceará é conhecida por Irmã Mendes, foi superiora do Patronato Sousa Carvalho, na Cidade de Ipu-CE, por três vezes: a primeira em 1962, recém-chegada de Piripiri; a segunda em 1975 e a terceira em 2001.
 
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL MARIA DE LOURDES ASSUNÇÃO
 
 
Escola construída com recursos do próprio município. Foi inaugurada em 15 de agosto de 1995.
 
Quem foi Maria de Lourdes Assunção?
 
Maria de Lourdes Assunção nasceu no dia 11 de fevereiro de 1905 e faleceu no dia 12 de dezembro de 1992. Filha de Severino Amâncio de Assunção e Dona Raimunda. Professora do Grupo Escolar Cassiana Rocha e Catequista de vocação, participava do “Apostolado da Oração”. Não deixou filhos.
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL OMAR DE ANDRADE RESENDE
 
Av. Dirceu Mendes Arcoverde, 1335, Floresta.
 
Primeiro centro educativo construído pelo município, a escola foi inaugurada em 04 de julho de 1987.
 
Quem foi Omar de Andrade Resende?
 
 
Omar Resende nasceu em Piripiri, na residência de seus pais, no dia 27 de abril de 1923. Filho do Sr. Otílio Coelho de Rezende e de Dona Maria Antonieta de Andrade Rezende. Omar Resende aprendeu a ler e a escrever em sua terra natal. Estudou o ginasial em Teresina-PI, nos colégios “Diocesano” e “Liceu Piauiense”. Concluiu os estudos no Rio de Janeiro, no Instituto Lafayette. De volta a Piripiri, assume o Cartório (que fora de seu irmão Carlos Resende). Casou-se com Raimunda Pinheiro de Resende (Yá Resende), nascendo, dessa união, os filhos: Maria do Perpétuo Socorro, José Narciso, Omar Filho, Maria Eugênia e Maria Agatha Margarete.
 
 
Professor Omar foi vereador atuante na Câmara municipal de Piripiri, mas seu maior legado foi a Unidade Escolar José Narciso da Rocha Filho, uma segunda extensão da alma desse valoroso professor e honestíssimo tabelião. Seu empenho em dirigir a escola foi um exemplo bonito de casamento entre homem e instituição. Assim era Omar Resende, ótimo profissional, excelente pai, esposo amigo e companheiro e um filho zeloso.
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL GONÇALA DE BRITO PERES 
 
                        Sua localização: Av. Aderson Ferreira, nº 3348, Russinha.
 
Escola municipal instalada no prédio do CAIC (Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente).
 
Quem foi Gonçala de Brito Peres?
 
Gonçala de Brito Peres, conhecida por Gonçalinha, filha de Antônio Alves de Brito e Maria do Carmo da Conceição Brito, nasceu em São Benedito-CE, no dia 13 de setembro de 1933 e faleceu em Piripiri, no dia 14 de dezembro de 1998. Foi professora do Grupo Escolar Cassiana Rocha, onde também foi diretora.
Gonçalinha, pessoa muito religiosa, estudou, a convite da Irmã Timbó, no “Colégio das Irmãs”, de Aracati-CE (Instituto Waldemar Falcão), onde foi interna e companheira de Maria do Carmo Santana (irmã da escritora Judith Santana).
Gonçalinha desistiu do sonho de ser freira, mas não de ser catequista. Casou-se com Raimundo Peres, com teve uma filha, Joselita Maria de Brito Peres.
Gonçala de Brito Peres é a autora do Hino da Unidade Escolar Cassiana Rocha.
 
CRECHE MARIA DO CARMO MELO
 
                        Sua localização: Av. Aderson Ferreira, nº 3348, Russinha.
 
Creche instalada no prédio do CAIC (Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente).
 
Quem foi Maria do Carmo Melo?
 
Maria do Carmo Melo nasceu no dia 14 de julho de 1944, na Fazenda Alto d’Areia, em Piracuruca. Filha de Aureliano José de Melo e de Dona Raimunda Mendes de Melo (Dona Donzinha).
 
 
A vida de Maria do Carmo Melo sempre foi uma provação. Fruto de uma gravidez perigosa (sua mãe tinha 44 anos de idade), seus primeiros meses de vida foram difíceis. Sua morte era dada como certa, face à sua saúde bastante debilitada. Essa situação levou sua família a providenciar um batismo de emergência, em que a criança tornou-se afilhada de Nossa Senhora do Carmo. Com sua melhora, a recém-nascida foi novamente batizada, dessa vez, na Igreja Matriz.
 
 
Maria do Carmo nasceu doente, cresceu doente, mas sua fé em Deus só fazia aumentar. Por sua saúde inspirar cuidados, Maria do Carmo sempre foi cuidada com muito zelo e amor por sua família.
Sua vida foi marcada por sua incrível força em quebrar barreiras e transpor as limitações. Desenganada por alguns médicos, escapou milagrosamente da morte em várias situações: ao nascer e em previsões de seu falecimento antes dos sete anos, dos quinze anos... Maria do Carmo submeteu-se a quatorze cirurgias
A professora Maria do Carmo foi uma guerreira de Deus. Convivendo com algumas enfermidades, entre elas, um problema cardíaco bastante raro, compreendeu que a vida teria de ser vivida em todo seu esplendor. Estudou, andou de bicicleta, divertiu-se e alegrou a vida das pessoas à sua volta.
Nada era empecilho em seu caminho, fazia longos percursos a pé, sem proteção contra o sol, o que levou um leve machucado em seu nariz, provocado pelos óculos, transformar-se em câncer de pele.
Maria do Carmo fez o curso pedagógico na “Escola Normal São José” (o Colégio das Irmãs), fato que contrariou seus pais, receosos de sua frágil saúde. Nessa escola, Maria do Carmo destacou-se por apresentar uma inteligência fora do comum.
 
Um fato inusitado, ocorrido na colação de grau, foi a pronúncia de seu nome por Frei Francisco, que, talvez confundindo o “c” de Carmo com a letra “o”, chamou assim o seu nome: “Maria do Ó”; repetindo algumas vezes, sem conseguir completar a palavra. Foi o bastante para Maria do Carmo ficar conhecida por “Maria do Ó”.
Maria do Ó foi uma grande catequista. Caridosa, preocupada com os pobres, ajudava como podia a população carente. Com doações, construiu casas, ajudando, inclusive, no serviço pesado, como carregar material para a construção das habitações.
Além da CEBES (Comunidade Eclesial de Bases) e da Pastoral da Juventude, entidades que ajudou a criar, fundou e coordenou três grupos: o Grupo das Ladras (nome originado através de uma brincadeira de Frei Francisco), o CEFA (Clube de Estudantes Frei André) e o CEFRAN (Clube Estudantil Frei Francisco).
Maria do Carmo fundou duas escolas: Escola Frei Francisco e Escola Roda Viva. Foi responsável pela implantação do movimento dos carismáticos em Piripiri.
Maria do Carmo deixou dois livros: “No Mundo do Sonho” e “Respingos na Caminhada”.
O seu calvário terminou no dia 21 de março de 1990, quando a professora, poetisa, catequista e filha devota de Deus partiu em direção ao céu, recompensa para quem, como ela, ofereceu amor e não se abateu diante de seus inúmeros problemas de saúde.
A lembrança que ficará para sempre de Maria do Carmo é o seu sorriso de felicidade, sua marca registrada. Quem a via sorrir e não a conhecia, imaginava que ela não tinha problemas.
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL PAULO DE TARSO FREITAS MACHADO
 
        Av. Des. Antero Resende, s/nº, São João.
 
A escola foi inaugurada em 27 de setembro de 2000, numa região pouco habitada. A cidade cresceu e, hoje, o centro educativo oferece uma educação de qualidade aos alunos dos bairros Petecas e São João.
Autorizado pela Resolução CME-Piripiri-PI 001/2011, o C. E. Paulo Machado está situado próximo aos residenciais “José Amâncio de Assunção” e Petecas I, II e III.
 
Quem foi Paulo de Tarso Freitas Machado?
 
Paulo Machado, filho de Ademar de Castro Machado e de Dona Maria do Socorro Freitas Machado, nasceu em Piripiri, no dia 25 de outubro de 1944, falecendo na mesma cidade, em 15 de março de 1998.
Concluiu o ginasial no Ginásio José Narciso da Rocha Filho, onde foi aluno da turma pioneira. Cursou o pedagógico no Colégio das Irmãs, em Piripiri, Estudou ainda em Recife-PE. Licenciou-se em Biologia pela UESPI.
Começou a lecionar na Escola Paroquial Frei Jordão, exercendo o magistério em outras escolas: Padre Freitas, José Narciso, Colégio das Irmãs, Colégio Christus. Colégio Maria José etc. Foi diretor da Unidade Escolar Aderson Ferreira, do Liceu de Piripiri.
Paulo Machado foi uma pessoa ligada aos esportes e ao lazer. Foi Presidente do Radar Futebol Clube e o criador da festa “Broto Legal das Férias”.
Paulo de Tarso Freitas Machado foi agraciado, postumamente, com a Comenda Juncal, edição 2011.
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL VEREADOR JOAQUIM DE SOUSA CAVALCANTE
 
 
O Centro Educativo do Bairro Germano, inaugurado em 13 de março de 2004, atende aos alunos do Bairro e de dois conjuntos habitacionais.
 
Quem foi Joaquim de Sousa Cavalcante?
 
Joaquim Cavalcante, conhecido por Joaquim do “Nelo” (ou do “Nel”) nasceu em Piripiri, no dia 16 de julho de 1920 e faleceu em 05 de dezembro de 2001. Foi comerciante, industrial e vereador por Piripiri.
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL VEREADOR VALDEMAR SOARES
 
 
Inaugurado em 1º de março de 2002, o centro educativo trouxe conforto aos alunos do Bairro Paciência, que, para estudarem, deslocavam-se para outros bairros e o centro.
 
Quem foi Valdemar Soares de Oliveira?
 
Valdemar Soares nasceu no lugar Sossego, município de Pedro II-PI, no dia 12 de fevereiro de 1947 e faleceu em Piripiri, no dia 25 de julho de 2001. Valdemar era filho de Militão Alves de Oliveira e de Dona Raimunda da Silva. Aos 19 anos de idade, veio morar em Piripiri, onde montou um estabelecimento comercial na Rua José Osmar Mendes de Holanda, no Bairro Paciência. Casou-se com Raimunda Laurita Lima Oliveira, de cuja união nasceu André Vinícius Lima Oliveira. Valdemar Soares Oliveira foi vereador por Piripiri. 
 
ESCOLA MUNICIPAL CÍRCULO OPERÁRIO
(Ver histórico da Escola Círculo Operário em "A História da Educação em Piripiri - Parte I").
 
ESCOLA MUNICIPAL DR. ANTENOR DE ARAÚJO FREITAS
 
 
Originalmente, foi uma escolinha particular. Municipalizada, continuou com a mesma modalidade de ensino, sendo reconhecida por oferecer ensino infantil de qualidade.
 
Quem foi Antenor de Araújo Freitas?
 
Filho de Francisco de Araújo Freitas e de Dona Amélia de Medeiros Freitas, nasceu em Piripiri, no dia 06 de dezembro de 1926 e faleceu na mesma cidade, em 08 de setembro de 1988. Foi casado com Maria José de melo, com quem teve os filhos: Maria Virgínia e Francisco Eugênio. Estudou em Piripiri, no Grupo Escolar Padre Freitas e em Teresina, nos colégios Leão XIII (escola fundada pelo piripiriense Felismino Weser) e no Liceu Piauiense. Concluiu o científico (Ensino Médio) no tradicional Colégio Marconi, em Belo Horizonte-MG. Fez Medicina pela “Faculdade Católica de Ciências Médicas de Minas Gerais”, concluindo em 1957. Em 1958, já estava clinicando em Piripiri, onde foi chefe do FSESP (Fundação Serviço Especial de Saúde Pública) e diretor do Hospital Regional Chagas Rodrigues. Fez especialização em Leprologia. Na educação, destacou-se como professor do Ginásio José Narciso da Rocha Filho e da Escola Normal São José.
 
ESCOLA MUNICIPAL FREDERICO OZANAM
(Ver histórico da Escola Municipal Frederico Ozanam em "A História da Educação em Piripiri - Parte I").
 
ESCOLA MUNICIPAL LINOCA PIRES REBELO
 
                                         Rua Ioiô Melo, 1240, Mutirão.
 
Construída com recursos do FUNDEB, FPM e ICMS, a escola foi inaugurada em 04 de julho de 2008 e está localizada numa região pobre de Piripiri.
 
Quem foi Linoca Pires Rebelo?
 
Lina Cassianna de Sampaio (Pires) Rebello, conhecida por Dona Linoca, foi casada com o Coronel Thomaz Rebello de Oliveira Castro, com quem teve os filhos: José Pires Rebello (engenheiro civil, Intendente de Teresina, Deputado Federal, Senador da República, membro da Academia Piauiense de Letras), Cassiana Pires Rebelo da Rocha (deu nome à Unidade Escolar Cassiana Rocha), Angélica Rebelo Meira de Vasconcelos, Lina Pires Rebelo de Souza e Olavo Pires Rebelo (primeiro médico nascido em Piripiri).
Dona Linoca era filha do Capitão José Rodrigues de Sampaio e Dona Cassianna Pires de Sampaio.
 
 
ESCOLA MUNICIPAL PADRE RAUL FORMIGA
 
A escola começou a funcionar, inicialmente, na esquina das ruas Pires Rebelo com Padre Domingos, numa casa que já pertenceu a Hamilton Coelho de Rezende e onde morou Aderson Alves Ferreira. O prédio já havia servido de sede para uma escola, o Colégio Christus, de Dona Zuíla. Hoje, a escola está funcionando no prédio da extinta Escola Paroquial Frei Jordão.
 
Quem foi Raul Formiga?
 
Raul Saturnino Formiga nasceu no lugar “Fazenda Barra da Estiva”, município de Uruçui-PI, no dia 28 de junho de 1912 e faleceu em Belo Horizonte-MG. Filho de Luiz Saturnino Formiga e de Dona Maria Mendonça Formiga. Ordenou-se padre, celebrando a primeira missa em Teresina (1940). No ano seguinte (1941, 16 de maio), Padre Raul já estava em terras piripirienses, onde permaneceu até 31 de dezembro de 1952. Padre Raul Formiga foi uma pessoa querida por muitos e antipatizada (em alguns casos, odiada) por outros.
Tão logo estabelecido em nossa cidade, o dinâmico padre tratou logo de dar início ao seu sonho: a fundação de uma escola normal, para formação de professoras; o que foi realizado poucos anos depois. É também de sua criação, a primeira amplificadora da cidade.
 
ESCOLA MUNICIPAL RODA VIVA
 
 
A criação desta escola deve-se ao pioneirismo da Profª Maria do Carmo Melo, que lecionava em dois turnos, durante o dia: sendo um turno pelo Estado e outro pelo Município. O contato com crianças carentes da “Unidade Escolar Cota Sampaio” despertou o interesse da professora, que preocupada com as pequenas criaturas daquela região de Piripiri (Floresta e Anajás), tão necessitadas de um melhor acompanhamento e, principalmente, de aulas de reforço, cria, no início da década de 80, a “Escolinha Roda Viva” (pré-escolar), para atender crianças com idade inferior a sete anos. A escola funcionava às suas custas.
Com o crescimento do “prezinho” (assim chamado por Maria do Carmo Melo), a escola foi transferida de sua residência para uma casa próxima, situada também na Av. Tomaz Rebelo (onde já havia funcionado o Mobral).
Eram tempos árduos para a educação, o ensino infantil não era responsabilidade do governo estadual. Crianças de família pobre só frequentavam a escola a partir dos sete anos, sem ter noção alguma de leitura e escrita.
Para manter sua escolinha, ela usava seus vencimentos, percebidos como professora para pagar as alunas do grupo de jovens CEFRAN (Clube Estudantil Frei Francisco, por ela fundado), que se desvelavam na educação dos pequeninos. Com essa atitude, resolvia todos os problemas: o das crianças e o dos jovens educadores, que além de remunerados, mantinham-se ocupados com a nobre função de ensinar.
Com o agravamento da saúde da Professora Maria do Carmo, o destino da “Escolinha Roda Viva” foi entregue aos cuidados do Município, que transfere a escola para o casarão do falecido Reginaldo Castro (esquina das ruas Germayron Brito com Pires Rebelo, hoje sede do “Núcleo Jurídico da CHRISFAPI”).
Em 02 de agosto de 2004, a escola foi transferida para o prédio do “Colégio das Irmãs”, ocupando seu lado direito, onde permanece até hoje.
 
CRECHE SINHARA CASTRO
 
        Rua Enoque Monte s/nº, Bairro Germano.
 
Inaugurada em 03 de julho de 1990, a Creche Sinhá Carvalho foi construída em convênio com a Fundação Banco do Brasil, LBA e Prefeitura de Piripiri.
 
Quem foi Sinhara Castro?
 
 
Eugênia Rodrigues de Castro nasceu em Piripiri, no dia 22 de janeiro de 1893 e faleceu na mesma cidade, em 08 de junho de 1966. Foi casada com João José da Cruz, de cuja união nasceram os filhos: Antônio, Luiz, Lina (Linoca), João (Joquinha), Maria, Irma, Tarcísio, Francisco (Chico Ventura), Maria José e Zilda. Dona Eugênia ou Sinhara Castro, como era carinhosamente chamada, foi uma mulher religiosa e cozinheira de mão cheia. Sua família era seu bem maior.
 
CRECHE VIRGEM PODEROSA
 
                        Rua Tenente Antonio de Freitas, nº3555, Prado.
 
A creche “Virgem Poderosa” ocupa o imóvel onde funcionou o asilo de velhos “Lar Virgem Poderosa”, criado pelas irmãs de caridade do Patronato Santa Catarina de Labouré, em 06 de novembro de 1989.
 
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL ANTÔNIO FERREIRA NETO
 
       Sua localização: Rua Leônidas Melo, s/nº, centro.
 
Atendendo à necessidade de uma nova escola, em razão de o crescente número de alunos que procuravam a “Escola Municipal Círculo Operário”, o Centro Educativo Antônio Ferreira Neto foi inaugurado em 09 de março de 2009. A escola, bem localizada, atende a alunos de diversos bairros e do centro. Seu funcionamento está autorizado pela Resolução CME-PIRPIRI/PI 001/2001.
 
Quem foi Antônio Ferreira Neto?
 
 
Antônio Ferreira Neto (Ferreirinha) nasceu em Piripiri-PI, em 1919 e faleceu em 26 de abril de 2003. Filho de Aderson Alves Ferreira e de Dona Rosa Rezende Ferreira. Trabalhou com seu pai (comércio), com quem aprendeu preciosas lições de vida e adquiriu experiências para seguir seu próprio caminho, o que aconteceu em 1946, quando adquiriu a “Farmácia Ideal”. Foi casado com Hilda de Melo Ferreira, com quem teve os filhos: Diógenes, Aderson, Cláudia, Maria de Fátima, Wilson, Rosa Helena, Antônio Ferreira Júnior e Joana Paula.
Ferreirinha foi eleito Prefeito Municipal de Piripiri, comandando a cidade de 1973 a 1978.
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL ÍSIS CAVALCANTI
 
 
Inaugurado poucos dias após o centenário de Piripiri, em 07 de julho de 2010, o centro educativo do Bairro Flor dos Campos foi construído com recursos do FPM, ICMS, AM e FUNDEB. Atende aos alunos dos bairros Flor dos Campos e Vista Alegre.
 
Quem foi Ísis Cavalcanti?
 
Ísis Cavalcanti de Freitas, professora comprometida com a educação dos piripirienses. Ficou conhecida por suas aulas de preparação para o difícil e temido exame de admissão do ginásio José Narciso da Rocha Filho. O exame de admissão era uma espécie de vestibular local. Dona Ísis, Professora polivalente, dominava a matemática, ciências, línguas, história, geografia etc.
 
 
Estar sob sua orientação era vitória certa no exame. Os alunos, sob seus cuidados, realizavam duas provas: uma oral e a outra escrita.
Suas aulas eram ministradas numa pequena casa da Rua Padre Domingos, onde hoje funciona um mercadinho.
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL ALZIRA VIOLETA REZENDE CASTRO
 
 
Escola localizada na Rua Tinoca Rezende (irmã da homenageada Alzira Violeta de Rezende Castro), no Bairro Santa Maria, funcionando nas seguintes modalidades: Educação Infantil (Maternal, Pré I e Pré II) e Ensino Fundamental I.
Construído com recursos do FPM, ICMS, AM e FUNDEB, o centro educativo foi inaugurado no dia 18 de julho de 2010, funcionando em fevereiro de 2011. Seu slogan: “Educar, compromisso de todos!”.
 
Quem foi Alzira Violeta Rezende Castro?
 
Alzira Violeta Rezende Castro, filha de Domingos Coelho de Melo Rezende (Bugy) e de Dona Rita Rosa de Araújo, nasceu em 29 de julho de 1902, em Piripiri e faleceu na mesma cidade, no dia 04 de fevereiro de 1962. Diplomada professora pelo “Colégio Sagrado Coração de Jesus”, em Teresina-PI, lecionou nas Escolas Reunidas Padre Freitas e em escolas da Cidade de Pedro II-PI. Casou-se com Eulálio de Melo Castro, com quem teve os filhos: Alice e Reginaldo.
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL CAROLINA DE FREITAS LIRA
 
       Residencial Parque Petecas III, Bairro Petecas.
 
Escola inaugurada em 29 de janeiro de 2012, construída para atender a população infanto-juvenil do Bairro Petecas, mais precisamente dos Residenciais Parque Petecas I, II e III. Funcionando no turno diurno, nas modalidades do Ensino Infantil e Ensino Fundamental. Seu slogan: “Educar para formação da cidadania!”.
 
Quem foi Carolina de Freitas Lira?
 
Nascida no dia 16 de abril de 1923, em Piripiri, com o nome de Carolina de Freitas Lira, mas os amigos a chamavam carinhosamente de Iaiá. Dona Iaiá era trineta do Padre Freitas, sobrinha de Lolô Freitas e filha do casal José de Aguiar Freitas (Juca Freitas) e Filomena Passos Freitas (Dona Filó). Casou-se com Manoel Cipriano Lira, com quem teve oito filhos, entre eles, o piripiriense Átila de Freitas Lira.
 
CENTRO EDUCATIVO MUNICIPAL DES. ANTÔNIO DE FREITAS REZENDE
 
       Sua localização: Campo das Palmas.
 
Centro educativo mais novo de Piripiri, foi construído para atender aos alunos de uma parte do centro, do Morro da Ana, do Morro da Saudade, do Bairro Caixa d’água e do Bairro Campos das Palmas.
 
Quem foi Antônio de Freitas Rezende?
 
 
Antônio de Freitas Rezende nasceu em Piripiri, no dia 30 de outubro de 1935 e faleceu em Teresina-PI, no dia 17 de setembro de 2009. Filho de João de Freitas Rezende e de Dona Maria da Graça Freitas Rezende. Iniciou seus estudos em Piripiri (primário). Fez o ginasial no Colégio Diocesano, na capital piauiense. Na mesma cidade (Teresina), concluiu o Ensino Médio. Formou-se em Direito, em 1962, pela extinta Faculdade de Direito do Piauí.
Foi Promotor de Justiça na Comarca de Esperantina-PI. Foi Juiz de Direito nas comarcas piauienses de Campo Maior, Alto Longá, Castelo do Piauí, Oeiras e Teresina. Foi desembargador e Presidente do Tribunal de Justiça do Piauí.
Foi um professor comprometido com o aprendizado de seus alunos. Lecionou nas cidades piauienses: Esperantina, Alto Longá, Campo Maior e Piripiri.
Antônio de Freitas Rezende foi condecorado com a “Comenda Juncal”, nossa maior honraria.
 
CRECHE PROINFÂNCIA ROMERITTO FRANCISCO ESCÓRCIO DE BRITO XIMENDES
 
       Sua localização: Campos das Palmas.
 
Apesar de inaugurada, ainda não está funcionando.
 
Quem foi Romeritto Francisco Escórcio de Brito Ximendes?
 
Romeritto Francisco Escórcio de Brito Ximendes nasceu no dia 28 de julho de 1992 e faleceu no dia 1º de julho de 2011. Era filho de Sebastião Escórcio de Brito e de Maria de Sousa Ximendes Escórcio Brito. Estudou até o 2º ano do Ensino Médio, no Colégio Maria José da Silva Melo.
 
Fonte de pesquisa  (não apenas da parte V, mas de todo o artigo): 
 
Para execução deste trabalho, foi de fundamental importância a pesquisa em livros (incluindo-se livros de Cartório), informações prestadas por estudiosos da nossa história, fotografias escaneadas de álbuns de família, salvas em facebook, fotografadas de quadros e feitas originalmente para este artigo.

Pesquisa feita nos seguintes livros: "Piripiri" e "O Padre Freitas de Piripiri", de Judith Santana; "Memórias de Piripiri", "Velhos Conterrâneos Luminosos" e "Nos Tempos do Coronel Thomaz Rebello", de Cléa Rezende Neves de Mello; "Ruas, Avenidas e Praças de Piripiri" e "Ponta-de-Rama", de Fabiano Melo; "Cronologia Histórica do Estado do Piauí", vol. 02, de F. A. Pereira da Costa;  "Pesquisas para a História do Piauí", vol. o4, de Odilon Nunes; "Professor Felismino Freitas - Educação como Missão e Vocação", de Maria Leonília de Freitas, Francisco Antonio Freitas de Sousa e Francisco Newton de Freitas; "Piripiri", publicação do Banco do Nordeste S/A; "PIRIPIRI - Piauí", monografia nº 625, publicada pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE; "Parabéns, Piripiri! 75 anos", publicação da Prefeitura Municipal de Piripiri; "Cada Rua, Sua História - Parnaíba", de Caio Passos; "100 Fatos do Piauí no Século XX", de Zózimo Tavares; “Antologia da Academia Piauiense de Letras”, de Wilson Carvalho Gonçalves; “Almanaque da Parnaíba” (1961), de Ranulpho Torres Raposo. “Revista Cidade Verde”, edição 042, de 09/10/2012; “Como o Sândalo – Virtudes e Méritos de Maria do Carmo Melo”, de Ana Maria Cunha; “Respingos na Caminha”, de Maria do Carmo Melo, “Sertões de Bacharéis – O Poder no Piauí entre 1759 e1889”, de Jesualdo Cavalcanti Barros.

Fotos, imagens, comentários em fotos de facebook, sugestão e informações prestadas pelos intelectuais: Armilo de Sousa Cavalcante, Auciomara Teixeira, João Cláudio Moreno, Adelaide Macedo, Maria da Conceição Oliveira de Almeida, Vicença Assunção Oliveira e Assunção, Joaquim Amâncio de Assunção, Fabiano Melo, Luiz Mário de Morais Getirana, Emília Maria Cruz, Zélia de Cruz Castro Bezerra de Melo, Edivar Gomes de Araújo, Raimunda Rocha e Silva, Francisco Newton de Freitas, Maria Daysée Assunção Lacerda, Lúcia Cruz Holanda, Zélia Marques, Antonio Ferreira Filho, Cléa Rezende, Leonor Melo, Emília Maria Cruz, Maria José Melo, Ana Assunção Oliveira Cunha, Maria da Anunciação Araújo Sousa, Luísa Sousa Lustosa Araújo, Leonor de Melo Rodrigues, Justina de Sousa Medeiros Oliveira, Maria dos Remédios Paiva Marques, Eugênio Leite Monteiro Alves, Rosemary Machado Oliveira.

Sites pesquisados:
http://www.ufpi.edu.br/subsiteFiles/ppged/arquivos/files/eventos/2006.gt10/GT10_2006_03.PDF → Marcelo de Sousa Neto (UESPI) Doutorando em História – UFPE; http://www.gterra.com.br/geral/governo-de-wellington-dias-fechou-40-escolas-no-piaui-29942.html; 
http://www.portalaz.com.br/noticia/geral/248445_professores_denunciam_manobra_para_fechar_escola_seduc_nega_acusacao.html;
http://www.180graus.com/blog-literario/o-s-f-u-n-d-a-d-o-r-e-s-baurelio-mangabeira-por-reginaldo-miranda-472410.html; http://www.camara.gov.br/internet/InfDoc/novoconteudo/legislacao/republica/Leisocerizadas/Leis1972v2.pdf
http://www.diariooficial.pi.gov.br/diario/200506/18813f2617262c2.pdf; http://www.jusbrasil.com.br/diarios/2665800/dou-secao-1-17-04-1957-pg-1/pdfView; http://www.famososquepartiram.com/2011/07/petronio-portela.html; http://csi.ati.pi.gov.br; 
www.colegiomariajosepi.com.br; http://www.educandariochristus.com.br; www.chrisfapi.com.br
http://www.tre-df.jus.br/institucional/conheca-o-tre-df/galeria-de-ex-presidentes/desembargador-joaquim-de-souza-neto
http://professorfranciscomello.blogspot.com.br/2010/06/mulheres-que-contribuiram-para-nossa_21.html
http://historiadopsc.blogspot.com.br/2010/09/todas-as-diretoras-do-patronato-sousa.htm
http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_19970822_ozanam_po.html
http://www.piracu

A História da Educação em Piripiri - Parte III

Por Evonaldo Andrade (piripirinaldo@bol.com.br)

() Comentários | | Postado por: Evonaldo Andrade em Almanaque de Piripiri

1968, 25 de março – Nesse ano, começa a funcionar a Escola Técnica de Comércio “Prof. Álvaro Ferreira”. Posteriormente, foi reconhecida pelo Conselho Estadual de Educação, passando a se chamar “Unidade Escolar do 2º Grau Professor Álvaro Ferreira”. Ato de autorização de seu funcionamento pela Resolução nº CEE 38/78. Reconhecida pelo Decreto nº 5.305, no dia 27 de janeiro de 1981.

Motivo de orgulho dos piripirienses, a Escola Técnica de Comércio lançou, no mercado de trabalho, inúmeros contabilistas de renome, em diversas cidades do Piauí e do Ceará.
 
Apesar de criada em 1968, só seria legalizada dez anos depois (13 de setembro de 1978).
 
Como nasceu a escola?
 
A criação da escola já estava prevista pelo “Estatuto da União Caixeiral de Piripiri”, reformado em 1966.
 
João Evangelista de Melo, cumprindo o que determinava o art. 4º, não mede esforços para fundar a escola técnica de comércio, que foi inaugurada em 1968.
 
 
A escola recebeu o nome do grande educador piripiriense Álvaro Ferreira. O professor Álvaro Ferreira era conhecido por sua eloquência e cultura. Para proferir uma aula de sapiência à altura do homenageado, coube ao Professor Raimundo Nonato Monteiro de Santana a execução de tão bela tarefa.
 
O primeiro prédio ocupado pela escola foi o antigo prédio do Banco do Brasil (hoje “Museu de Perypery”).
 
 

Em razão de a diretoria da entidade não pagar o aluguel do prédio, a escola é transferida para a casa em que morou Aristeu Tupinambá e Antônio Soares (Rua Felinto Resende). O prédio já havia sido a sede do escritório do DNOCS, Coletoria Estadual, agência Barroso e Casa de Peças São Cristóvão, de seu Adelino.

A Escola de Comércio volta novamente a ocupar o prédio do museu e, de lá, faz sua última mudança. A nova casa é o prédio da Unidade Escolar Espedito Resende, onde ocupa algumas salas de aula, no período noturno. Em 2000, a escola foi estadualizada e em 2003 foi extinta.
 
Enquanto ocupou o prédio da Unidade Escolar Espedito Resende, Os alunos da “Unidade Escolar de 2º Grau Prof. Álvaro Ferreira” usaram a mesma farda da escola anfitriã.
 
Quem foi Álvaro Ferreira?
 
 
Álvaro Alves Ferreira, um dos seis filhos do casal Antônio Alves Ferreira e Joana Paula Alves Ferreira, nasceu em Piripiri, em 22 de janeiro de 1892. Cirurgião-dentista pela Faculdade de Odontologia da Universidade da Bahia, jornalista, cronista, poeta, contista, e professor. Na educação – Fundou, com Felismino Freitas, o Colégio Castelo, em 1913 (Piripiri); foi diretor e lecionou Geografia no antigo “Liceu Piauiense”; ministrou aulas de Francês nos colégios “Sagrado Coração de Jesus” (Colégio das Irmãs) e “São Francisco de Sales” (Diocesano); foi diretor do “Instituto de Educação Antonino Freire” (Teresina-PI). No jornalismo – Além de presidir a “Associação Profissional dos Jornalistas do Piauí”, colaborou ativamente nos jornais: “Almanack Piauiense” (1937), “O Piauí” e “Geração” (1943), “Jornal do Comércio” (1947), “O Estado do Piauí”, “Folha da Manhã” (1958). Na literatura – é autor do livro de contos e crônicas “Da Terra Simples”, publicado em 1958. Pertenceu à Academia Piauiense de Letras (cadeira nº 26), à Academia Mafrensina de Letras e ao Cenáculo Piauiense de Letras (cadeira nº 18).
Álvaro Alves Ferreira, casado com Ormina Melo e pai de três filhos (Antônio, Álvaro e Maria da Piedade) faleceu em Teresina, em 08 de abril de 1963. O Governo do Estado prestou uma bonita homenagem à sua memória, dando seu nome a um ginásio, na capital piauiense. Em Piripiri, além da Unidade Escolar, Álvaro Ferreira foi homenageado com uma Praça que leva seu nome: Praça Álvaro Ferreira (também conhecida por Pracinha das Flores).
 
 
1970 – inaugurada em 26 de setembro, a Unidade Escolar “Des. José de Arimathéa Tito”.
 
 
Escola criada para atender um número cada vez maior de alunos, desafogando outras escolas, que estavam funcionando com a capacidade acima da permitida.
 
O nome do Desembargador José de Arimathéa Tito foi uma homenagem justa a um dos primeiros professores particulares de Piripiri.
 
Quem foi José de Arimathéa Tito?
 
 
José de Arimathéa Tito foi advogado, magistrado, jornalista, jurista, professor e poeta. Nasceu em Barras-PI, em 18 de março de 1887, filho único do casal Coronel Silvestre Tito Castelo Branco e de Dona Rosa Amélia de Castro Tito. Em 1904, matricula-se na Faculdade de Direito do Pará, transferindo-se, depois de um ano, para uma das mais famosas instituições de ensino do país, a Faculdade de Direito de Recife. Em 1909, Arimathéa Tito já está em Piripiri, exercendo a função de juiz distrital. Nesse mesmo ano, fundaria, em parceria com João de Freitas Filho (Lolô) e o Padre Joaquim Bezerra de Meneses, o “Instituto Arco-verde”. Em sua terra natal, José de Arimathéa fundou o “Ateneu São José”, foi Promotor de Justiça e juiz distrital, saindo para a capital do Estado, onde dirigiu o jornal “O Piauí” e foi professor catedrático de Direito Civil da Faculdade de Direito do Piauí. Membro da Academia Piauiense de Letras. Aposentou-se por decreto arbitrário de Interventor Federal, em 1939. Além de compor a letra do hino piripiriense, publicou os livros: “Um cidadão digno” (sobre o desembargador Esmaragdo de Freitas e Sousa), “Justiça Nacional” (estudos jurídicos) e “Sonetos” (publicação póstuma). Pertenceu ao Tribunal Regional Eleitoral. E ao Tribunal de Justiça do Piauí, onde ingressou em 1938. José de Arimathéa Tito foi casado duas vezes, sendo a segunda vez com Maria Edith Rezende Tito (filha de Domingos Coelho de Melo Rezende, o Bugy). Arimathéa Tito faleceu em Teresina, em 24 de março de 1963.
 
 
Sua localização: Praça Domingos Coelho de Melo, centro, em frente à 3ª GRE.
 
 
1971 – Unidade Escolar João Coelho de Rezende.
 
 
Em Piripiri já existia uma escola municipal com seu nome, situada na Av. Nélson Rezende (funcionava num galpão). A escola foi estadualizada em 27 de setembro de 1971, na administração do Prefeito Aderson Ferreira, que já havia construído o prédio, com recursos municipais. Suas instalações foram ampliadas nos anos de 1976, 1985, 1994 e 2013 (ainda em processo de ampliação). Por motivo da atual situação da escola (que está sendo ampliada), o colégio está funcionando, provisoriamente, na Unidade Escolar Cota Sampaio.
 
 
Quem foi João Coelho de Rezende?
 
 
João Coelho foi um piripiriense nascido em 1884 e falecido em 1954. Era filho do Tenente-Coronel Antônio Coelho de Rezende e de Dona Filomena Rosa de Melo. Foi Prefeito no período de 05 de maio de 1947 a 15 de janeiro de 1948. A despeito de seu temperamento, foi querido, odiado e temido por muitos, que creditavam a sua índole, estranhas lendas. Dele muito se falou, inclusive de sua rivalidade com o irmão e prefeito Nélson Coelho de Rezende. O certo mesmo era que João Coelho era um homem idôneo, sério, comprometido com sua palavra.
 
Construtor perfeccionista, destacou-se por edificar bonitas e elegantes casas. Era considerado, inclusive por engenheiros civis, como um autodidata da engenharia.
 
 
1971, 20 de maio – Piripiri ganha mais uma escola. A professora Maria da Silveira Sampaio é a homenageada, emprestando seu nome à Unidade Escolar Cota Sampaio.
 
 
Como surgiu a escola?
 
Preocupado com a educação das crianças pobres, em algumas áreas da cidade, Frei Francisco Pohlmann procurou o Secretário de Obras Públicas do Governo Alberto Silva (o piripiriense Murilo Rezende) e expôs a situação. Em acordo pactuado entre Paróquia e governo estadual, ficou acertado que ao Estado caberia metade das despesas e à Paróquia, o restante. A escola foi oficializada em 18 de setembro de 1972.
 
 
Sua localização: Rua Alírio de Oliveira e Silva, nº 400, Bairro Floresta.
 
Quem foi Maria da Silveira Sampaio?
 
 
Dona Cota Sampaio nasceu em Piripiri, no dia 23 de maio de 1879 e aqui mesmo faleceu, em 20 de junho de 1962. Filha de Antônio Raimundo da Silveira Sampaio e Jesuína Rosa da Silva Sampaio. Era professora particular, catequista e zeladora do Coração de Jesus. Foi muito bonita na mocidade, mas preferiu o amor a Jesus, rejeitando diversas propostas de casamento.
A árvore genealógica de Maria da Silveira Sampaio é bastante curiosa. Dona Cota era, pelo lado paterno, bisneta do Padre Freitas e, pelo lado materno, bisneta de Dona Lucinda Rosa de Sousa (1ª companheira do padre). Seu avô paterno (Raimundo de Freitas e Silva) era irmão de sua avó materna (Joana Paula da Silva).
Dona Cota Sampaio também pode ser da mesma família da segunda companheira de Padre Freitas, Dona Jesuína Francisca da Silva, que era filha de Antônio da Silveira Sampaio (mesmo sobrenome do avô materno de Dona Cota, Manoel da Silveira Sampaio). A menos que, neste caso, seja apenas coincidência.
 
 
Obs.:  Conforme está registrado no livro “Professor Felismino Freitas – Educação como missão e vocação” (Maria Leonília Freitas, Francisco Antonio Freitas de Sousa e Francisco Newton Freitas), O Padre Domingos de Freitas e Silva foi pai de quatorze filhos e não de doze. Em seu testamento, o sacerdote não mencionara as filhas mais velhas Lucinda Rita da Silva e Joana Paula da Silva, em razão de as mesmas já serem falecidas e por outras questões.
 
 
1971 – Fundada em 1971 e inaugurada em18 de abril de 1972, no Governo Alberto Silva, a Unidade Escolar Neném Cavalcante é uma merecida homenagem à Professora Raimunda de Barros Cavalcante.
 
 
Sua localização: Rua Ioiô Freitas, nº 132, Caixa d’água.
 
Quem foi Neném Cavalcante?
 
Raimunda de Barros Cavalcante, conhecida por Neném Cavalcante, é natural de Piripiri, onde nasceu em 03 de abril de 1889. Filha de José Felipe Cavalcante e de Dona Joviniana Bandeira Cavalcante. Estudou o curso pedagógico em Fortaleza. Lecionou em Piracuruca e Piripiri, onde assume, em 1930, a direção do Grupo Escolar Padre Freitas. Neném Cavalcante faleceu em 25 de janeiro de 1944.
Foram alunos da Professora Neném Cavalcante: Murilo Rezende, Judith Santana, Espedito Resende e Outros.
 
 
1974, agosto – A Unidade Escolar Auri Castelo Branco foi oficializada no mesmo ano de sua fundação (1974).
 
 
A escola em pouco tempo estava pequena para um grande número de alunos, sendo necessário, em 1978, o seu funcionamento em três turnos.
 
Este ano (2013), a Unidade Escolar Auri Castelo Branco foi municipalizada.
 
Sua localização: Rua Pedro II, nº 1744, Bairro Paciência.
 
Quem foi Aury Castello Branco?
 
 
Aury Castello Branco nasceu em Teresina-PI, no dia 03 de dezembro de 1908 e na mesma cidade faleceu, em 2010. Filha de Moysés Ferreira Castello Branco (funcionário do DNOCS) e de Dona Adelina de Souza Castello Branco.
Formou-se, em Teresina-PI, pela Escola Normal Antonino Freire, em 1925. Começou a lecionar no lugar “Novo Nilo”, município de União-PI, em 1926. Exerceu o magistério nas cidades piauienses de União, Parnaíba e Piripiri. Nesta última cidade, Dona Aury trabalhou por nove anos no Grupo Escolar Padre Freitas (sob a direção da Profª Neném Cavalcante). Aposentou-se em 14 de maio de 1958, na Cidade de Teresina, onde lecionava no Grupo Escolar Theodoro Pacheco.
Foi professora da Unidade Escolar Padre Freitas (na época da diretora Neném Cavalcante).
 
1974 - COMPLEXO ESCOLAR REGIONAL DE PIRIPIRI – criado pelo decreto nº 1722, de 13 de dezembro de 1974.
 
 
O Complexo, “nave-mãe” das escolas estaduais, em seus 38 anos de existência, mudou “de nome” duas vezes (3ª DRE – Diretoria Regional de Educação e, atualmente, 3ª GRE - Gerência Regional de Educação).
 
A principal mudança, entretanto, foi uma “divisão” municipal, utilizada para “equilibrar” as forças políticas de Piripiri, em certo período de sua história. Essa divisão limitou a área de abrangência do antigo Complexo.
 
Com a mudança, o órgão original denominou-se “Complexo Regional Piripiri I” e a nova entidade ficou conhecida como “Complexo Escolar Piripiri II”.
 
As competências: ao Complexo Regional Piripiri I, coube uma parte das escolas locais e os colégios das cidades subordinadas ao órgão; ao Complexo Escolar II, uma parte das escolas urbanas de Piripiri.
 
A 3ª GRE (localizada na Praça Domingos Coelho de Melo Rezende, nº 801, centro) representa dez cidades do norte piauiense. Em ordem alfabética: Brasileira, Capitão de Campos, Domingos Mourão, Lagoa de São Francisco, Milton Brandão, Pedro II, Piracuruca, Piripiri, São João da Fronteira e São José do Divino.
 
 
1977 – A Unidade Escolar Aderson Alves Ferreira, fundada em 1977, foi oficializada em 01.03.1978. A escola funcionava no prédio que pertenceu ao Hospital Regional Chagas Rodrigues e, por isso, era chamada, pelos alunos, de “Hospital Velho”. Hoje, o prédio pertence à Universidade Estadual do Piauí (Uespi).
 
 
Quem foi Aderson Alves Ferreira?
 
 
Aderson Ferreira nasceu em Piripiri, em 24 de dezembro de 1897, filho de Antonio Alves Ferreira e de Dona Joana Paula Alves Ferreira. Casou-se com Rosa de Rezende Ferreira, com quem teve os seguintes filhos: Helena, Antonio (Ferreirinha), José de Calazans, Elza, Aderson, Rita, Maria da Glória, Carlos Alberto (Carlito) e Zélia. Foi um grande comerciante e político de renome. Aos vinte anos já era Conselheiro Municipal. Em 1928, foi Intendente Municipal, substituindo, por dois anos, o Coronel Thomaz Rebello, seu grande amigo. Prefeito municipal (1945/1946, 1951/1955, 1959/1963, 1967/1970). Atribui-se a ele o pioneirismo do cinema em Piripiri (Cine Éden, inaugurado em 1940).
Algumas de suas realizações: Usina Elétrica de Piripiri; construção da primeira área calçada de Piripiri; construção da estrada Piripiri-Batalha (convênio entre as prefeituras das duas cidades e governo estadual); inauguração do mercado público e matadouro, entre outras obras importantes em nossa cidade.
 
 
Aderson Ferreira faleceu em 26 de fevereiro de 1975.
 
Aderson Ferreira também foi homenageado com uma escola na localidade São José, em 1987.
 
1977, 24 de outubro – Unidade Escolar Embaixador Espedito Resende.
 
 
A Escola Espedito Resende (conhecida por científico) começou a funcionar em 1977, no prédio da Unidade Escolar José de Arimathéa Tito. Foi mais uma conquista do Professor Omar Resende, que tanto batalhou para a implantação dessa escola.
Em seu início foi uma escola profissionalizante, ofertando o curso: “Habilitação Básica em Agropecuária”.
 
 
Pelo decreto nº 4.254, de março de 1981, foi denominada “Unidade Escolar Embaixador Espedito Resende”; autorizada seu funcionamento pelo decreto nº 5.305, em 17/01/1983. Resolução nº CEE 002/85.
 
 
   Quem foi Espedito de Freitas Resende?
 
 
Espedito Resende nasceu em Piripiri, em 22 de outubro de 1923, filho de Cassiano Coelho de Resende e de Dona Benedita de Aguiar Freitas e faleceu em Roma (Itália), em 21 de fevereiro de 1981. Foi aluno da Professora Neném Cavalcante. Estudou em Teresina, no Colégio Diocesano; no Colégio Lafayette, no Rio de Janeiro-RJ. Bacharelou-se em Direito pela Universidade do Rio de Janeiro e diplomou-se pelo Instituto Rio Branco. Nomeado Diplomata em 1950. Foi Embaixador do Brasil em: Assunção (Paraguai); Buenos Aires (Argentina); Roma (Itália); Bruxelas (Bélgica); Santiago (Chile). Foi Chefe da Divisão da América Meridional, Secretário Geral Adjunto para Organismos Regionais Americanos e Embaixador do Brasil junto à Santa Sé.
 
 
Foi com o seu prestígio de Embaixador (junto à Santa Sé) que o piripiriense Espedito Resende conseguiu que o Papa João Paulo II visitasse o Piauí. Espedito Resende foi casado com Magdalena Tudor Rezende (falecida em 05 de dezembro de 1995). O casal teve apenas uma filha: Maria Cecília Benedicta de Rezende.
 
 
1980, 29 de fevereiro – Inauguração da Escolinha Pinguinho de Gente.
 
 
A ideia da criação da escolinha partiu das professoras Maria José da Silva Melo e Maria Geysha Sousa Rego, que preocupadas em oferecer uma boa educação às crianças piripirienses e de cidades vizinhas, criam a “Escolinha Pinguinho de Gente” (jardim de infância a 4ª série).
 
Localizada na Rua Santos Dumont, nº. 1211, centro, a escolinha escolheu o nome “Pinguinho de Gente” por causa do “tamanho pequenino” dos alunos.
 
A direção do colégio resolveu mudar o nome (Pinguinho de Gente) após o fatídico dia 16 de julho de 1990, data em que a Professora Maria José da Silva Melo (a tia Mazé dos pequeninos), deixou, muito cedo, este mundo, a pedido do Pai Celestial. A família, consternada, num gesto de amor e reconhecimento, prestou uma bonita homenagem à memória de tão dedicada professora, substituindo, em 1991, o antigo nome do estabelecimento por “Colégio Maria José da Silva Melo”.
 
Hoje, a sede do Colégio Maria José está localizada na mesma rua (Santos Dumont), no imóvel de nº. 1300, em bonito e moderno prédio, oferecendo à população piripiriense uma educação de qualidade, do maternal ao Ensino Médio. A escola também oferece, em parceria com o “Grupo CEV”, de Teresina, curso pré-vestibular.
 
 
Quem foi Maria José da Silva Melo?
 
 
Maria José da Silva Melo, professora por vocação, nasceu em Piripiri, em 08 de fevereiro de 1945, filha do casal José Moreno da Silva e Raimunda Maria da Silva. Estudou no Padre Freitas, onde fez o antigo primário. O ginásio e o normal foram concluídos na “Escola Normal São José” (o Colégio das Irmãs). Casou-se com Altino Melo. A professora Mazé Silva faleceu no dia 16 de julho de 1990, aos 45 anos de idade.
 
Em breve "A História da Educação em Piripiri - Parte IV".
 
Fonte de pesquisa  (não apenas da parte III, mas de todo o artigo): 
 
Para execução deste trabalho, foi de fundamental importância a pesquisa em livros (incluindo-se livros de Cartório), informações prestadas por estudiosos da nossa história, fotografias escaneadas de álbuns de família, salvas em facebook, fotografadas de quadros e feitas originalmente para este artigo.

Pesquisa feita nos seguintes livros: "Piripiri" e "O Padre Freitas de Piripiri", de Judith Santana; "Memórias de Piripiri", "Velhos Conterrâneos Luminosos" e "Nos Tempos do Coronel Thomaz Rebello", de Cléa Rezende Neves de Mello; "Ruas, Avenidas e Praças de Piripiri" e "Ponta-de-Rama", de Fabiano Melo; "Cronologia Histórica do Estado do Piauí", vol. 02, de F. A. Pereira da Costa;  "Pesquisas para a História do Piauí", vol. o4, de Odilon Nunes; "Professor Felismino Freitas - Educação como Missão e Vocação", de Maria Leonília de Freitas, Francisco Antonio Freitas de Sousa e Francisco Newton de Freitas; "Piripiri", publicação do Banco do Nordeste S/A; "PIRIPIRI - Piauí", monografia nº 625, publicada pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE; "Parabéns, Piripiri! 75 anos", publicação da Prefeitura Municipal de Piripiri; "Cada Rua, Sua História - Parnaíba", de Caio Passos; "100 Fatos do Piauí no Século XX", de Zózimo Tavares; “Antologia da Academia Piauiense de Letras”, de Wilson Carvalho Gonçalves; “Almanaque da Parnaíba” (1961), de Ranulpho Torres Raposo. “Revista Cidade Verde”, edição 042, de 09/10/2012; “Como o Sândalo – Virtudes e Méritos de Maria do Carmo Melo”, de Ana Maria Cunha; “Respingos na Caminha”, de Maria do Carmo Melo, “Sertões de Bacharéis – O Poder no Piauí entre 1759 e1889”, de Jesualdo Cavalcanti Barros.

Fotos, imagens, comentários em fotos de facebook, sugestão e informações prestadas pelos intelectuais: Armilo de Sousa Cavalcante, Auciomara Teixeira, João Cláudio Moreno, Adelaide Macedo, Maria da Conceição Oliveira de Almeida, Vicença Assunção Oliveira e Assunção, Joaquim Amâncio de Assunção, Fabiano Melo, Luiz Mário de Morais Getirana, Emília Maria Cruz, Zélia de Cruz Castro Bezerra de Melo, Edivar Gomes de Araújo, Raimunda Rocha e Silva, Francisco Newton de Freitas, Maria Daysée Assunção Lacerda, Lúcia Cruz Holanda, Zélia Marques, Antonio Ferreira Filho, Cléa Rezende, Leonor Melo, Emília Maria Cruz, Maria José Melo, Ana Assunção Oliveira Cunha, Maria da Anunciação Araújo Sousa, Luísa Sousa Lustosa Araújo, Leonor de Melo Rodrigues, Justina de Sousa Medeiros Oliveira, Maria dos Remédios Paiva Marques, Eugênio Leite Monteiro Alves, Rosemary Machado Oliveira.

Sites pesquisados:
http://www.ufpi.edu.br/subsiteFiles/ppged/arquivos/files/eventos/2006.gt10/GT10_2006_03.PDF → Marcelo de Sousa Neto (UESPI) Doutorando em História – UFPE; http://www.gterra.com.br/geral/governo-de-wellington-dias-fechou-40-escolas-no-piaui-29942.html; 
http://www.portalaz.com.br/noticia/geral/248445_professores_denunciam_manobra_para_fechar_escola_seduc_nega_acusacao.html;
http://www.180graus.com/blog-literario/o-s-f-u-n-d-a-d-o-r-e-s-baurelio-mangabeira-por-reginaldo-miranda-472410.html; http://www.camara.gov.br/internet/InfDoc/novoconteudo/legislacao/republica/Leisocerizadas/Leis1972v2.pdf
http://www.diariooficial.pi.gov.br/diario/200506/18813f2617262c2.pdf; http://www.jusbrasil.com.br/diarios/2665800/dou-secao-1-17-04-1957-pg-1/pdfView; http://www.famososquepartiram.com/2011/07/petronio-portela.html; http://csi.ati.pi.gov.br; 
www.colegiomariajosepi.com.br; http://www.educandariochristus.com.br; www.chrisfapi.com.br
http://www.tre-df.jus.br/institucional/conheca-o-tre-df/galeria-de-ex-presidentes/desembargador-joaquim-de-souza-neto
http://professorfranciscomello.blogspot.com.br/2010/06/mulheres-que-contribuiram-para-nossa_21.html
http://historiadopsc.blogspot.com.br/2010/09/todas-as-diretoras-do-patronato-sousa.htm
http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_19970822_ozanam_po.html
http://www.piracuruca.com/capitulotexto.asp?codigo=49&codigo1=Revista%20Ateneu%20-%20N%B0%201
http://www.noticiasdeurucui.com.br/noticias/saiba-quais-as-melhores-escolas-publicas-do-piaui-segundo-o-ideb-2011-10560.html
http://www.cidadeverde.com/seduc-premia-75-escolas-que-tiveram-acima-da-media-no-ideb-e-enem-62109
http://www.piaui2008.pi.gov.br/impressao.php?id=14316